domingo, 15 de outubro de 2006

O Rio de Lula - ATUALIZADA (15/10)

Neste segundo turno, por enquanto, Luiz Inácio Lula da Silva vem obtendo vantagem de cerca de 2,5 milhões de votos sobre Geraldo Alckmin (65% a 35% dos votos válidos) no Rio de Janeiro, segundo o Ibope. A tabela acima foi elaborada a partir de dados do primeiro turno do TSE e dados do segundo turno do Ibope (pesquisa divulgada dia 12). Lula recolhe, até o momento, 71,3% dos votos dados a outros candidatos no estado no primeiro turno, contra 28,7% que vão para Alckmin. Pouco mais de 8,3 milhões de eleitores fluminenses votaram em algum candidato no primeiro turno. Ainda sobre a questão regional abordada em post anterior, Lula ganha de Alckmin nas faixas superiores de escolaridade (60% a 40%) e renda (54% a 46%). cqd.

Informação acrescentada às 17h45: Quer entender melhor o que acontece no Rio? Leia o texto de Cid Benjamin (PSOL) em que ele anuncia que vai votar em Lula. Está no site www.quidnovi.com.br.

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog (Blog do Alon).
Para mandar um email ao editor do blog, clique aqui.
Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

20 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Na ciência dos dialéticos, o voto em Lula não tem correlação com pobreza e falta de instrução.
O CQD no final até que ficou bonitinho. Eu chamaria de Teorema do Delúbio, em homenagem ao mais célebre matemático petista.
"L'hypocrisie c'est une hommage que le vice rendre a la virtue"

domingo, 15 de outubro de 2006 14:26:00 BRT  
Anonymous Fernando Trindade disse...

Alon, obrigado pela informação. Eu acreditava que, tal como São Paulo, no Rio Alckmin também estaria na frente nas faixas de maior renda e escolaridade. Curioso é que nessas faixas a Frossard está na frente do Cabral, se bem li as tabelas. Talvez isso ajude a explicar porque Cabral foi dos primeiros a se acertar com Lula para o 2º turno. At. Fernando Trindade

domingo, 15 de outubro de 2006 15:32:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

O RJ tem um voto ideológico, baseado na Síndrome de Estocolmo. Só isso explica.

domingo, 15 de outubro de 2006 15:55:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Ao anônimo que escreve em francês (chique o blog que tem o privilégio de receber comentários anônimos em francês...): claro que há correlação entre o voto deLula e a pobreza e falta de instrução. Mas há uma diferença entre correlação e determinação. O voto em Lula não está determinado apenas pela condição social e escolaridade. Há um fator regional, importantíssimo. Se eu tivesse que chutar, anônimo, diria que você é de São Paulo. Ospaulistas -como eu- têm imensa dificuldade de compreender que há uma questão regional no Brasil.

domingo, 15 de outubro de 2006 17:00:00 BRT  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Esses 15,82% representam mais ou menos 1,35 milhões de votos, imaginando que se repetirá os votos brancos, nulos e abstenções do primeiro turno.

Lula não levou no primeiro turno por 1,45 milhões de votos.

domingo, 15 de outubro de 2006 17:39:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

De fato, São Paulo é o câncer que corrói a pujança do resto do Brasil, especialmente de Brasília e do Nordeste.
O Brasil deveria criar coragem e fazer o certo. Vender São Paulo para a Bolívia!

domingo, 15 de outubro de 2006 18:11:00 BRT  
Anonymous RGrün disse...

1) "Homamge" em francês é masculino;
2) Ainda que seja possível votos do Lula migrarem para o Alckmin, isso é bem pouco provável e se fosse acontecer as pesquisas já teriam começado a apontar;
3) Por menos que se goste, Cristóvão e HH têm carreiras políticas identificadas à esquerda e nesse caso, o mais provável é que seus votantes de 1o. turno migrem para Lula, ainda que a contragosto e não importa muito o show da HH ou as resoluções do PDT. Essa migração poderia não ocorrer se o candidato do PSDB fosse Serra. Mas Alckmin é facilmente identificável com a direita do espectro político e é fácil para os marqueteiros de Lula lembrarem os eleitores disso;
4) Não resistindo ao galicismo, é uma coisa bem outra saber se devemos ou não ter reeleição e esse quadro institucional que obriga o Presidente a compor as maiorias parlamentares com os partidos "menos ideológicos".

domingo, 15 de outubro de 2006 18:13:00 BRT  
Blogger Paulo disse...

rgrün,

Concordo, acho que estava óbvio desde o início para qualquer observador atento que, do ponto de vista da esquerda, Alckmin representa quase tudo que não se quer. O artigo linkado é lúcido: ou bem é possível influenciar o segundo governo Lula na direção da esquerda ou é possível fazer oposição qualificada. O não se pode é reinstalar a aliança conservadora no poder na base do "ele me magoou".

Quanto à reeleição, eu sou a favor. E eu acho um erro analisar a reeleição sob um prisma esclusivamente Presidencial (e, no caso atual, sob um prisma exclusivamente de alguns interesses muito pessoais). Nas prefeituras e estados todo mundo acha ótimo poder reeleger um bom governante - não é como se bons administradores públicos estivessem sobrando.

domingo, 15 de outubro de 2006 20:09:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Quer dizer que o PSOL tem "diferenças programáticas irreconciliáveis com o PSDB"? Que surpresa!

Eu presumo que a política monetária do Lula seja ligeiramente revolucionária, he he he.

Estou ansioso pela decisão do PSTU e do PCO...

domingo, 15 de outubro de 2006 20:47:00 BRT  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Sou eleitor de Lula e quero qualquer voto que posa vir no segundo turno.

Mas as declarações do Cid Benjamin parecem vir de um partido que elegeu uma grande bancada no parlamento, com grande votação para Governador nos estados e tem seus eleitores (no caso de HH) ideologicamente unidos numa corrente.

E como nada disso é verdade, um pouco de humildade faria bem ao partido. Meu caro CID, a luta é no parlamento. E a luta é para dar passos do tamanho que for possível. O que importa cobrar, são os rumos.

A impaciência de resultados é retórica privativa das elites de poder" Cândido Mendes.

domingo, 15 de outubro de 2006 21:16:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Sobre a questão regional, já fiz vários comentários aqui no blog, de que o PSDB carrega o ônus de ter optado pela política do "café com café" (é uma analogia à política café com leite da república velha, de alternância no poder de Paulistas e Mineiros).
O PSDB teve a indicação à presidente disputada entre 2 políticos paulistas (Serra e Alckmin), depois que o último candidato a presidente em 2002, também foi paulista, seguido do governo FHC, que teve carreira política em SP.
Serra eleito Governador de SP, com dimensão nacional, e com seu conhecido apetite pelo poder, se Alckmin chegasse em Brasília, haveria excessiva concentração de poder político em SP.
Isso incomoda as ambições de outras lideranças, ansiosas para conseguir alcançar dimensão nacional, até mesmo entre tucanos, como Aécio e outro. Outros governadores preocupam-se com a influência paulista sobre o orçamento, no preenchimento de ministérios e cargos federais.
Isso não é bairrismo. É instinto de sobrevivência contra a hegemonia paulista na política nacional.

domingo, 15 de outubro de 2006 21:16:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Não existe hegemonia paulista alguma. O governo FHC foi mais carioca que paulista, e quem viveu a era sabe bem disso: basta lembrarmos dos embates entre SP (Covas) e FHC (PUC-RJ). Aliás, o RJ foi o grande privilegiado com verbas federais antes e hoje. A modernização do Estado, incompleta com FHC, e atrasada com Lula, vai contra a política paulista.
Lula nunca governou para SP, como todo mundo sabe. Se os aloprados dele são daqui, não se refletiu nas políticas, que hoje são majoritariamente parecidas com aquelas de Sarney. Ou seja, como dantes, comandada pelos coronéis nordestinos.
Leiam Simon Schwartzman.

domingo, 15 de outubro de 2006 23:57:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Já que o Brasil está tão cansado de São Paulo, por que não nos vendem logo para o Evo Morales?

segunda-feira, 16 de outubro de 2006 07:48:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

Um presente para você e seus leitores Alon.
O link é de um site que mostra as páginas frontais dos principais jornais do globo. Incluindo os principais jornais regionais das maiores cidades brasileiras.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006 10:38:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

oops, esqueci o principal. Aqui vai:
http://www.newseum.org/todaysfrontpages/default.asp?page=2

segunda-feira, 16 de outubro de 2006 10:39:00 BRT  
Anonymous Nick!! disse...

Em São Paulo, o fator regional confunde-se com o fato do Alckmin ter sido governador. Lembro que, antes do 1º turno, o Lula chegou a ficar na frente do Alckmin aqui em SP.

Sobre os eleitores da HH e Cristovam, acho que muitos vão anular o voto no segundo turno.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006 11:29:00 BRT  
Anonymous Richard Lins disse...

Deixei registrado p/ o Cid meu comentário. Parece que nem o PSOL será capaz de expurgar os vícios típicos da esquerda e que levaram à decadência do PT, e de Lula, como alternativa política. Por que não são sinceros e admitem: nem um dos dois servem!!! Deveriam estar pregando a NÃO obrigatoriedade do voto, isto sim a solução para este tipo de "dilema".

segunda-feira, 16 de outubro de 2006 11:32:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

E o Geraldo ainda faz uma propaganda dizendo que se em São Paulo ele teve mais votos é pq ele é melhor. Ah, vão se lascar com essa de que SP escolheu, é o Brasil que escolhe.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006 12:34:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Ainda que a gestão do BC seja semelhante sob Lula e os tucanos, será que o PSOL e o PDT não vêem diferenças entre Lula e os tucanos nas políticas sociais, distribuição de renda, aumento salarial, empregos, reabertura de concursos federais, privatizações, ALCA, política externa, reforma agrária?
Do ponto de vista da ciência política, o PT concentra menos poder estando no governo do que o PSDB/PFL, pois estes têm o controle da maioria das rádios e TVs, outorgadas por ACM quando foi ministro das comunicações. Isso dá maior poder de fogo ao PSDB/PFL de fazer oposição. Além disso, se o PT ficar fora do governo, ocuparia o maior espaço de oposição à esquerda, reduzindo o território político do PSOL e do PDT.
Por essas razões, Lula no poder, favorece mais a ascenção do PSOL e do PDT como alternativas de poder à esquerda.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006 15:02:00 BRT  
Anonymous Richard lins disse...

Pôxa, José Augusto, este argumento é muito pequeno para se justificar "tapar o nariz", como disse o Cid. Deste jeito, fica-se no mesmo baixo nível de Lula e PT, PSDB, PFL e dos nanicos que fazem qq coisa pelo poder.

terça-feira, 17 de outubro de 2006 11:23:00 BRT  

Postar um comentário

<< Home