sexta-feira, 20 de outubro de 2006

O debate do SBT (20/10)

O debate de ontem no SBT mostrou uma certa inversão de papéis entre Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, em relação ao primeiro, da Bandeirantes. O tucano estava agora mais preocupado em falar ao eleitor potencial dele, enquanto o petista pareceu-me excessivamente concentrado em dar estocadas no adversário. Ficou um negócio meio estranho, Lula acabou projetando uma imagem de desafiante. Não sei se o eleitor dele gostou. Com a palavra, as pesquisas. Também achei desagradável a overdose de dados desfilados por Lula. Ele poderia ter escolhido alguns números mais simbólicos a trabalhado para fixá-los na memória do eleitor. Houve certos momentos em que ele se enrolou na profusão de informações. Lula também ficou excessivamente voltado para o que já fez, enquanto Alckmin projetou-se mais para o futuro, o que sempre é bom. Quais foram os pontos altos de Lula? A agilidade e a vivacidade do petista e a exposição de debilidades da administração Alckmin em São Paulo, especialmente na educação. Resumo: Alckmin evoluiu muito em relação ao primeiro debate, enquanto Lula jogou para empatar. O presidente jabeou e dançou em torno do adversário, mas não se expôs a um nocaute. Com uma diferença de vinte pontos a uma semana da decisão, Luiz Inácio só parece estar mesmo é de olho no relógio. Mas, como um time que vai ganhando de 2 a 0 aos 40 minutos do segundo tempo, ele deve saber que não pode correr o risco de ficar só atrás defendendo.

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6 Comentários:

Anonymous Calfera disse...

Bom dia,

Na minha opinião houve o velho e surrado embate direita X esquerda, a tática de Lula foi deixar claro essas diferenças, ou seja, ele trabalhou em cima do eleitorado de HH e Cristovão. Como esses debates servem para acrescentar nada a lugar nenhum e não houve derrapadas feias, fica o mesmo do mesmo. Prova-se que essas fórmulas inchadas estão superadas. O fazer no futuro, todo mundo promete, o como fazer é que ninguém diz.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006 09:47:00 BRT  
Anonymous sonolento disse...

Como estou sem paciência para acompanhar o fla-flu partidário e muito menos a péssima cobertura disso feita pela nossa imprensa livre, alguém pode me dizer se o Serra e o Aécio fizeram algum pronunciamento relevante neste segundo turno?

sexta-feira, 20 de outubro de 2006 09:50:00 BRT  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Concordo mesmo com a questão dos números. Ele deveria dar menos números. Mas ficou bom ele ter repetido alguns dados mais de uma vez.

Alckmin não se cansa de falar para os seus eleitores. Isso para ele é muuito pouco. Para Lula falar para os seus já é o suficiente.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006 10:02:00 BRT  
Anonymous Cesar Cardoso disse...

Já que do boxe variamos para o futebol...

Sim, Lula está vencendo de 2x0 aos 40 do segundo tempo, e agora está catimbando pra fazer o tempo passar, que foi aliás o que fez ontem.
Enquanto isso, Alckmin está sem ligação do meio-campo para o ataque, sem força criativa e dependendo de uma falha da zaga adversária ou de um "gol espírita".

sexta-feira, 20 de outubro de 2006 10:41:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Também vi o debate da forma que o Alon viu. Alckmin apresentou-se ligeiramente melhor na concatenação das idéias durante o debate, porém perdeu ao flexionar sua imagem e suas opiniões (é como a dificuldade em criar um conceito de um produto, se não apresentá-lo da mesma forma continuamente).
Apenas acrescento que debates tem o antes (expectativas) e o depois (repercurssão).
Quantos às expectativas acho que foram frustantes. Para mim, que gosto de política, o debate foi chato, imagine para quem não gosta. No primeiro debate, Alckmin havia se imposto o ônus de ser contundente dali em diante. Ainda que tenha tido a sobriedade de eximir-se da arrogância e insolência, não poderia recuar na contundência. Recuou mais do que deveria, arranhando sua imagem (semelhante a Kerry na última eleição dos EUA que pegou apelido de Flip-flop).
Quanto à repercussão, o fato do debate ter sido frio e não trazer à tona nenhum fato novo, a repecussão do primeiro debate, continua maior do que o segundo.
Lula também não foi tão bem como no primeiro debate (naquele não deixou nenhuma pergunta sem resposta e foi contundente em atingir seus alvos). Mas quem sabe a a estratégia não foi proposital? Quem está com 20% à frente nas pesquisas, interessa menos vencer um debate polemizando, do que empatar evitando polêmicas, cujos resultados tanto podem ser benéficos como maléficos.

sexta-feira, 20 de outubro de 2006 12:55:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Muito nervosismo por parte do lula, que tenta ser ironico e esperto, mais o seu esfregar de mãos, o seu jeito enrolado para ler as respostas e perguntas sem nexo, me parece que ele esta pressentindo algo diferente destes tão propalados 20%, posso esta enganado, mas tem uma galera que vai levar um tremendo susto nos proximos dias, pois esta chegando a hora dos institutos brigarem por sua credibilidade, e a realidade é dura para quem no primeiro tinha tantas certezas com aqueles números, estão apostando no mesmo golpe.
Pare para pensar e veja, este não é o semblante de quem esta com a vitória garantida, toda a turma se esforçando, o outro lado contribuido, e o rapaz sentido o poder escapando do seu controle, é muito dificil de acreditar no que esta para acontecer.
Mas se vocês sobessem o que eu sei, tirariam o cavalinho da chuva.
TOTA

sexta-feira, 20 de outubro de 2006 14:19:00 BRT  

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