sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Lula oito pontos na frente, em votos válidos (06/09)

Datafolha no Jornal Nacional: Lula 54%, Alckmin 46% dos votos válidos. Deu 50% a 43% no total. É uma vantagem razoável para o petista. É a mesma distância do primeiro turno. Ou seja, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin dividem ao meio o contingente de eleitores que não votaram nem em um nem no outro. Foi mais ou menos o que aconteceu em 2002, quando Lula e José Serra agregaram cada um cerca de 10 milhões de votos entre o primeiro e o segundo turnos. Como a candidatura Alckmin tem sido até agora um trem (homenagem a Minas Gerais) movido a escândalos que eclodem no campo adversário, resta saber se (e quando) o PT vai aprontar mais alguma das suas. Um detalhe: a diferença real entre Lula e Alckmin deve estar hoje na casa dos cinco pontos percentuais, pois calculo cerca de 3 pontos de perda para o presidente entre a pesquisa e a urna na disputa com Alckmin (leia explicação no post São os pobres, estúpido, do último dia 2).

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2 Comentários:

Anonymous augusto disse...

Prezado Alon: Pena que o Datafolha não atualizou o gráfico que você reproduz abaixo. Ele é bom porque mostra a tendência com bastante clareza. Gostaria de ver como teria ficado o gráfico agora. Que tal você ajustá-lo. Acho que agregaria valor ao entendimento e aos comentários. Um abraço.

sexta-feira, 6 de outubro de 2006 23:10:00 BRT  
Anonymous paulo araujo disse...

Alon,

Algumas considerações sobre o post que você nos prometeu "para depois das eleições", aquele do "acidente histórico".

Eu estava curiosíssimo sobre os resultados do primeiro turno. Queria saber para onde foi e como ficou o PT. Ficou pior. A revista Veja fez a seguinte constatação:
"O desempenho eleitoral do PT soa luminoso (...) Mas é um engano. Debulhando-se os números, descobre-se que, em comparação com a eleição realizada em 2002, o PT perdeu 2,1 milhões de votos, numa proporção parecida com as perdas do PFL (...) O dado mais significativo do desempenho eleitoral do PT, no entanto, talvez esteja na distribuição do seu novo eleitorado (...) Ou seja: o partido que nasceu urbano, fruto da confluência do movimento sindical e da intelectualidade acadêmica, está caminhando no rumo dos grotões.”

Lembram quando e por quê nasceu a expressão "Partido dos Grotões"? Eu lembro, mas não conto. Quem esqueceu ou não sabe que vá pesquisar.

Ricardo 10/06/2006 02:11:00 PM escreveu um comentário supimpa no post "Atordoados (06/10)": "FHC na verdade está citando o trabalho dele, que dividiu o país em moderno e atrasado por conta da dependência de cada estado em relação ao domínio público."

A tradição socialista, a que se reivindica de Marx, sempre comandou suas análises com base nesse conceito. Para Marx, apenas no proletariado urbano residiriam as esperanças de um mundo efetivamente livre da dominação. Isso é clássico. Não escrevo nenhuma novidade.

Não considero o PT um "acidente histórico". Penso que você também não. Você já comentou várias vezes sobre os riscos que correm os blogueiros. Eu mastigo esse post do "acidente" desde que ele apareceu aqui. O PT, o petismo, Lula e o lulismo são fenômenos socias. Historiadores sabem que há os de curta e os de longa duração. Não existem, portanto, "acidentes" na história. Essa noção de "acidente" é hegeliana, você sabe. Uma anomalia no curso da história que marcha inexorável para o seu "verdadeiro" fim. Outro dia li um cometário duro e certeiro sobre os socialistas: "os socialistas agem como se não tivessem passado. Vivem de e num eterno presente repleto de promessas e futuros radiantes".

Na juventude (pelo menos os que estão pela casa dos 50), adoecemos gravemente de hegelianismo. Doença difícil de tratar e que deixa sequelas, eu sei. Mas isso também não é novidade. Está em Nietzsche, sobretudo o da "Considerações Extemporãneas".

Minha questão:

O PT, mesmo que saia vitorioso no segundo turno, já viveria o seu ocaso político? No meu entendimentio, no que depende de Marx e da tradição socialista a resposta é sim.

sábado, 7 de outubro de 2006 16:54:00 BRT  

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