quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Lula, Alckmin e a TI (05/10)

Se você quer fazer um intervalo no interessantíssimo debate sobre dossiês, denúncias e ataques mútuos da campanha presidencial (e se tem interesse em Tecnologia da Informação), o site especializado IDG Now! traz as propostas de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin para a área de TI. Clique aqui para ler.

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2 Comentários:

Anonymous Cesar Cardoso disse...

Interessante. Só reforça a minha tese de que essa eleição vai ser a eleição em que não se discutiu nada.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006 13:41:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Vou abusar do espaço, porque esse é um assunto que gosto e acompanho, pois é minha área.
Não há grandes diferenças entre os 2 programas. Ideologicamente, há uma ênfase à proteção de investimentos no programa de Alckmin, priorizando o rigor com direitos autorais, e ênfase na difusão do Software Livre no programa de Lula (softwrare livre não é pirataria para os que não conhecem, é apenas de domínio público, 100% legal, inclusive nos EUA). Também noto maior preocupação em fomentar e-cidadãos, universalizando o acesso à aquisição de computadores, no programa de Lula, através do financiamento direto ao cidadão, e renúncia fiscal. Alckmin, coerente com o pensamento tucano, acredita que a maior força motriz do desenvolvimento da TI está nos empreendedores, que devem receber os maiores incentivos.
Paradoxalmente, na minha opinião, fomentar o cidadão consumidor do computador, como faz Lula, está mais de acordo com as teses de Milton Friedman (neoliberalismo), do que financiar o empreendedor como sugere Alckmin. Porque o cidadão tem liberdade de escolha em sua compra e acirra a concorrência e queda de preços.
Senti falta na reportagem de menção ao projeto mundial OLPC (One Laptop per Child) de Nicholas Negroponte, abraçado por Lula, com protótipos em teste na USP, inclusive sendo tema de campanha de Mercadante, motivo até de ironias (na minha opinião, obscurantistas) dos tucanos.
Também notei diferença na questão de qualificação em idiomas para serviços de call center off-shore no programa de Alckmin. Acho que isso está um pouco fora do foco da área de TI, sendo tema educacional. Inglês, principalmente, deve ser visto como parte integrante do ensino fundamental para todas as profissões, e ser sobremaneira fomentado nos principais pólos turísticos: Rio de Janeiro, Nordeste, Foz do Iguaçu, Amazônia e Pantanal.
Gosto mais do programa de Lula, porque cada 1000 domicílios onde houver uma criança com computador (mesmo que sejam 100% importados) haverá um percentual de futuros empresários em TI, e outro tanto, bem maior, de mão obra qualificada para estes e outros futuros empresários. É investimentos em ciência, tecnologia, educação, qualificação de mão de obra e política industrial. Um belo projeto de futuro para uma nação.
Não gosto de nenhum dos 2 programas na obsessão por fábricas de semicondutores. Até seria bom, mas a conjuntura já passou. As nações que já estão estabelecidas neste setor, aproveitaram e continuarão aproveitando esta onda. Esse tipo de produção tem escala global e somento pagando um alto preço faria com que uma fábrica mudasse de país, ou deixasse de expandir onde já está. Tarde demais. Melhor pensar nas próximas ondas tecnológicas, e enxergar peças eletrônicas como comodities. Investir mais na economia que agrega valor à estas comodities: softwares, montagem design, projetos e produção de conteúdo multimídia.

quinta-feira, 5 de outubro de 2006 15:20:00 BRT  

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