quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Ibope: empate técnico entre os mais escolarizados (26/10)

Ibope do Jornal Nacional de hoje: Lula 58% (+1), Alckmin 35% (-1). Votos válidos continuam como na pesquisa anterior: Lula 62%, Alckmin 38%. O detalhe interessante é que Lula chegou a um empate técnico, no limite da margem de erro, entre os que têm curso superior (Alckmin 47%, Lula 43%). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Mais um elemento novo nos necessários debates pós-eleitorais sobre a validade ou não da teoria da pedra no lago.

Clique aqui para ler Milhares, milhões de pedrinhas no lago.

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3 Comentários:

Anonymous Marcos disse...

Algumas curiosidades.
Do UOL eleições:
"Meu adversário vendeu estatais e não concedeu aumento", diz Cássio Cunha Lima

E a propaganda do Geraldo acusando Lula de tentar privatizar a Amazônia.

Sem comentários.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006 21:45:00 BRT  
Blogger Paulo disse...

Sobre a pedra no lago, acho que podemos manter a teoria mas é preciso introduzir um elemento novo, a barreira. Você já viu o que acontece quando uma onda se propagando na água encontra uma barreira, tipo uma pedra ou um tronco? A onda bate e volta sobre si mesma.

Acho que foi o que aconteceu. A política social do governo Lula criou uma barreira impedindo a passagem da onda para as classes mais pobres. A onda bateu na barreira e agora está voltando sobre si mesma - e as classes mais favorecidas e informadas estão se convencendo que afinal, depois décadas de discurso a respeito da vergonhosa desigualdade social do Brasil, alguém finalmente resolveu enfrentar o problema de forma estrutural (e não pontual ou benemérita). Alguém bateu na mesa e disse danem-se os investimentos, os juros, o aperto fiscal, a carga tributária - resolva-se o problema da miséria antes e além de tudo isto.

A mentira propalada do centro "esclarecido", do "bolsa-esmola", vai se esvaindo à medida que se nota que os beneficiários dos programas insistem em não ouvir a voz de seus "melhores". Antropologicamente, parece ser uma lição que as classes altas e informadas do país jamais esquecerão.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006 01:22:00 BRT  
Blogger alberto099 disse...

Já comentei em seu blog que acredito que a divisão da sociedade que se expressa nesta eleição é aquela entre um Brasil oficial, formal, e outro que se vira com Deus. Claro que esta divisão é altamente correlacionada com as diferenças de renda e escolaridade, mas está longe de ser a mesma coisa. Daí a grande imprensa encontrar-se quase toda do mesmo lado e perceber sua fraqueza em influenciar o público. Mas isso não é novo. Aliás, me parece recorrente essa “descoberta” de que o povo pensa, não compra qualquer peixe etc. Apenas nunca se expressou de forma tão gritante. Concordo quando você denuncia nosso falso liberalismo. Acredito que ele seja fruto da facilidade com que o estado sempre subjugou a plebe, permitindo-se o luxo de manter uma pose liberal e democrática para consumo externo (nosso modelo, e fonte de todo nosso ressentimento: a civilização ocidental), o que é notório desde os tempos do império. Nosso estado nasceu e permaneceu fortemente excludente, absorvendo eventualmente parcelas da plebe – como sob Vargas –, talvez estejamos assistindo a mais um momento de inclusão, não surpreende que a UDN esbraveje.

sexta-feira, 27 de outubro de 2006 11:43:00 BRT  

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