terça-feira, 24 de outubro de 2006

Estéticas (24/10)



Assisti só a pedaços do debate ontem na Record. Estava em outro compromisso. Para compensar, li o que se escreveu sobre o assunto. Então este post será curto. Há alguns dias venho amadurecendo a idéia de que há duas estéticas em disputa nesta eleição. Uma estética da falibilidade e uma da infalibilidade. Luiz Inácio Lula da Silva vem conseguindo converter a seu favor as próprias fraquezas, ao se apresentar como falível. E um Geraldo Alckmin infalível deve estar agradando aos que pedem um vingador contra Lula e o PT. Falta dureza em Lula e falta humanidade em Alckmin. Não estou falando das pessoas, mas dos candidatos. Ou melhor, dos personagens representados pelos candidatos. Depois de tantas decepções, talvez o público esteja receoso de comprar promessas de infalibilidade. Tive a idéia de abordar o assunto por esse ângulo ao receber email com link do You Tube que leva a um programa televisivo do candidato a governador de Pernambuco pelo PSB, Eduardo Campos. Acho que o vídeo explica melhor o que pretendi dizer neste post. Clique nele para assistir.

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10 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Engraçado que tive a mesma sensação ontem ao assistir ao debate. Um, um inquisitor ; outro, um homem comum.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 12:17:00 BRT  
Blogger proberto disse...

É.
Um exagera com o descompromisso com a infalibilidade. O outro faz o inverso (se apresentando com um compromisso absoluto com a infalibilidade). Um diz que é bem provavel que haja entrega do prometido - "tudo faremos".O outro vende coisa que não vai entregar, "por definição", por assim dizer.
Ninguem é infalivel - estamos falando do campo dá politica - como Alkimim tenta ser vender. O governo FHC não foi a porcaria em todos os aspectos, mas também foi nenhuma "esquadra inglesa" em matéria de governo.
Estética igual a imagem, no caso - acho. Pois bem, escutei hoje um trecho do debate, onde o Lula rebatia uma abobrinha dita em tom retumbante pelo Alkimim, com outra abobrinha - mas jogando para platéia muito ampla no meu entender.
Como o objetivo é atingir a maioria, neste jogo o Lula - salvo engano - se deu melhor.
Como diz o ditado: "É preciso muita calma nessa hora!"

terça-feira, 24 de outubro de 2006 12:30:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Dá para descrever a matéria?

terça-feira, 24 de outubro de 2006 13:49:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Rapaz, que programa emocionante! A cena do comício acho q entra direto na galeria dos grandes momentos das campanhas políticas no Brasil... E parabéns, acho que vc captou exatamente o espírito da coisa!

terça-feira, 24 de outubro de 2006 14:35:00 BRT  
Blogger Armando Andrade disse...

Nada vc perdeu. Video-tape. Mudei para a Tv Cultura e o Shoptime degustando as iguarias.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 16:52:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A espontaneidade do Ariano é tocante. è só colocar um ser humano falando de política para a gente se emocionar.

terça-feira, 24 de outubro de 2006 18:32:00 BRT  
Anonymous paulo araújo disse...

"Luiz Inácio Lula da Silva vem conseguindo converter a seu favor as próprias fraquezas, ao se apresentar como falível. (...)DEPOIS DE TANTAS DECEPÇÕES, talvez o público esteja receoso de comprar promessas de infalibilidade."

Alon

Sendo muio direto, eu pergunto:

Qual conteúdo você atribuiria a essas decepções? Exatamente, o público estaria decepcionado com o quê? E mais exatamente, com o quê o público não se decepciona?

Se Lula, o personagem, é o exato oposto da não infabilidade (falibilidade) do outro personagem, o que seria, ou no que consistiria, no entendimento do públíco, a humanidade (errar é humano) do personagem Lula ?

terça-feira, 24 de outubro de 2006 22:07:00 BRT  
Anonymous paulo araújo que, mesmo cansado e com sono, não resiste comentar no blog disse...

coreção: onde se lê "não infalbilidade" leia-se apenas "infabilidade"

terça-feira, 24 de outubro de 2006 23:02:00 BRT  
Blogger Luiz Mariano disse...

Alon,
esse declaracao do Suassuna eh pra entrar para as frases mais felizes da politica brasileira: sem um pingo de raiva, com o bom humor dos q vivem de bem com seu povo, podendo rir de sua porpira desafinacao (q no coro se afina). Injustica doi mesmo. Obrigado pela informacao, se eu tivesse alma, ela estaria lavada.
forte abraco,
Mariano
ps: votei no seu blog

terça-feira, 24 de outubro de 2006 23:05:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O Lula (ou a assessoria dele) lê o Blog do Alon. Vejam:

25/10/2006 - 21h28
Lula diz que país melhorou, apesar de erros do governo
FELIPE NEVES
da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que concorre à reeleição pelo PT, disse na noite desta quarta-feira, em seu último comício na campanha eleitoral deste ano, que, apesar de todos os erros cometidos em seu governo, o país "melhorou de forma extraordinária".

Em discurso para milhares de militantes na região de Vila São José, zona sul de São Paulo, Lula admitiu "humildemente" que houve erros em sua gestão e que ele não conseguiu fazer tudo o que queria para o país. No entanto, segundo ele, em comparação ao governo anterior, de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o Brasil evoluiu muito.

"Eu reconheço que, com tudo de errado que nós fizemos, esse país melhorou de forma extraordinária se comparado a oito anos do governo deles [os tucanos]." Lula, contudo, não disse a quais erros se referia.

O presidente voltou a defender sua tese de que se, no primeiro mandato, quando ele ainda não sabia como as coisas funcionavam direito, fez tanto pelo Brasil, no segundo conseguirá fazer ainda mais.

Em sua fala, que durou cerca de 15 minutos, Lula voltou a enfatizar a diferença entre os projetos de governo dele e de seu adversário, o tucano Geraldo Alckmin. Para o presidente, trata-se de uma disputa entre a elite e um governo popular.

"O país precisa ser governado por alguém que tenha a compreensão da totalidade da população brasileira e da totalidade dos problemas deste país", disse Lula, insinuando que Alckmin teria um olho apenas para as regiões Sul e Sudeste do país.

No início de seu discurso, o presidente contou algo que, segundo ele, aconteceu hoje e que deu "a alegria de estar vivendo". Segundo Lula, nessa tarde, catadores de papel e lixeiros visitaram o Palácio do Planalto.

O presidente relatou o episódio no intuito de alfinetar FHC que, segundo ele, jamais receberia representantes do povo na sede do governo.

"É preciso ficar claro que aquele palácio não é de meia dúzia, é do povo brasileiro", disse Lula, causando comoção na platéia.

Lula reafirmou sua convicção de que foi Deus quem levou a disputa presidencial para o segundo turno, para que ficassem claras à população as diferenças entre os dois candidatos. "Ao invés de ser um castigo, foi uma benção de Deus", disse.

No entanto, o presidente deixou a modéstia de lado ao afirmar que não tem dúvidas de que vai ganhar. Para ele, essa vitória vai acontecer porque "a maioria do povo brasileiro entende que houve uma melhora na sua vida".

Estavam presentes ao evento os ministros Tarso Genro (Relações Institucionais), Matilde Ribeiro (Secretaria Especial para Políticas de Promoção da Igualdade Racial), os senadores Eduardo Suplicy e Aloisio Mercadante, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, os cantores populares Netinho de Paula e Leci Brandão, a candidata derrotada à Presidência Ana Maria Rangel, entre outras lideranças políticas que apóiam a reeleição de Lula.

Mais que a pesquisa de intenção de voto, Lula destacou o desempenho na avaliação de seu governo. Segundo o instituto Datafolha, a gestão petista é considerada boa ou ótima por 53% da população pesquisada, um recorde desde que tal pesquisa foi implantada.

Ele disse que conseguiu tal aprovação apesar da campanha negativa da imprensa. "Eu quero ver alguém sair com a avaliação que a gente está saindo depois de apanhar quatro anos da imprensa brasileira", destacou o presidente.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 22:48:00 BRT  

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