quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Dependentes (25/10)

Outra escala de aeroporto. A vantagem é que os posts são mais curtos. Vocês não acham que tem algo de muito errado quando os políticos só se preocupam em saber se há ou não há algum novo escândalo prestes a estourar pela imprensa? A oposição parece que se viciou nisso. Na semana passada só se falava no que trariam as revistas semanais. Quando elas saíram, viu-se que não havia a tal bala de prata. Aí as pessoas passaram a considerar a eleição decidida, impressão que se consolidou com a pesquisa Datafolha de ontem. De todas as fraquezas da oposição neste pleito, uma das mais evidentes foi o raquitismo intelectual. A total incapacidade de operar uma agenda que não tivesse a corrupção como único tema. Quando precisaram mudar de assunto, seu castelo desmanchou-se como se de areia fosse.

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3 Comentários:

Anonymous José Augusto disse...

Acertou em cheio, Alon. Também penso da mesmo forma.
Só acresento que acredito que a oposição tem projeto sim, apenas é um projeto inconfessável ao paladar popular, por não se sentirem capazes de serem convincentes ao eleitor: redução do Estado com cortes de despesas e direitos sociais, enxugamento do funcionalismo público, arrocho salarial, reformas na previdência, CLT e privatizações.
O brasileiro não é contra privatização em si por ideologia (tanto que reelegeu FHC em 98) e sim pelos resultados da experiência brasileira. O PSDB/PFL desmoralizaram as privatizações quando não cumpriram os objetivos neoliberais da diminuição do estado: redução de impostos, redução das tarifas, diminuição da dívida pela venda do patrimônio, libertação das forças de mercado produtivas pela concorrência e desregulamentação, o que deveria trazer crescimento econômico e emprego. Nada disso cumpriu as expectativas.
Bons tempos quando política se fazia para pregar as idéias que cada um tinha. O objetivo da campanha era chegar ao poder difundindo suas próprias idéias. O último representante desse tipo de político que me lembro foi Leonel Brizola, que pagou um alto preço eleitoral por desprezar pesquisas.
Hoje as qualis determinam o que o político deve ou não falar. Dane-se o dizer a coisa que acredita ser a certa.
Lula tentou fazer campanha escondida no 1o. turno e perdeu. Corrigiu no 2o. turno.
Alckmin tentou fazer campanha escondida atrás de denúncias no 2o. turno e está perdendo.
Viva a consciência do eleitorado que está enxergando o papel "canastrão" que a oposição está respresentando.

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 12:45:00 BRT  
Blogger josé alberto farias disse...

Cheguei aqui através do The Best of Blogs.
Concordo com o diagnóstico de raquitismo intelectual da oposição. Uma evidência disso é o discurso do Geraldo, que não mudou uma palavra, uma vírgula, desde o início da campanha. Parece uma lição decorada.
Excelente blog, Alon. Parabéns!

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 19:32:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Olha aqui, Alon, para sua distração. Juros ´são ótimos, para quem recebe.

JV

http://www.tribuna.inf.br/coluna.asp?coluna=helio

quarta-feira, 25 de outubro de 2006 22:24:00 BRT  

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