segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Chávez e Bush (23/10)

Um registro. A campanha presidencial brasileira vai chegando ao fim sem que a política externa de Luiz Inácio Lula da Silva tenha entrado para valer na agenda eleitoral. Que eu me lembre, houve uma pergunta de Geraldo Alckmin para Lula no primeiro debate. E só. Aliás, foi um dos melhores momentos do petista naquele dia. E o mais interessante é que não se notou nos últimos meses qualquer movimento pró-Alckmin vindo da diplomacia americana. Lula conseguiu algo teoricamente impensável. Tem com ele ao mesmo tempo George W. Bush e Hugo Chávez. Você conhece algum outro país em que isso tenha acontecido?

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6 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

O que nos leva a torcer para que o Marco Aurélio ganhe força no segundo mandato.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006 12:00:00 BRT  
Anonymous Nulo Leal disse...

Como dizia o Anônimo nanoescriba, o Lula é o Beato Salu com quem a direita sempre sonhou. O Bush vai continuar dormindo tranquilo quanto à América Latina.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006 12:50:00 BRT  
Blogger alberto099 disse...

Muito bem lembrado. Acredito que a campanha do presidente tem negligenciado um ponto que lhe é muito favorável. Não é minha seara, e tenho mesmo visto algumas críticas à atuação do Itamaraty, em cima do fracasso de algumas inicitivas. Mas a diplomacia do atual governo tem se dado em várias frentes: assumimos como nunca nossas responsabilidades regionais, força de paz no Haiti, mediação entre Chaves e oposição na Venezuela, ações concretas em direção a integração Latino-Americana, inclusive com o uso do BNDES. Também assumimos posições agressivas no que diz respeito ao comercio internacional, o espantoso crescimento das exportações, além da conjuntura favorável, tem muito há ver com isso. Mas a atuação do Brasil na rodada Doha da OMC me parece exepcional, com a articulação do G 20 junto com China e Índia. O fracaço da rodada não pode ser contabilizado como perda do atual governo, ela decorre de EUA e Europa terem sido postos contra a parede no que diz respeito aos subsídios agrícolas, todos sabem que novas negociações não serão retomadas sem que se enfrentem essas questões.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006 12:59:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Os EUA não estão mais no tempo da Guerra Fria. Melhor um Vietnã Comunista sem terrorismo do que uma Indonésia capitalista com terrorismo hostil ao EUA. A Coréia do Norte incomoda por representar ameaça no abastecimento de armas para grupos terroristas ou Estados inimigos.
Os capitalistas dos EUA já aprenderam a fazer negócios lucrativos com países comunistas: China e Vietnam são os melhores exemplos. Mas até com Cuba há pressões liberalizantes por empresários norte americanos, que só não se concretizam por causa da política interna (votos da comunidade cubana na flórida).
Neste quadro, apesar de Lula confrontar os EUA na OMC e ALCA, ainda é um aliado na dita guerra contra o terrorismo.
O Brasil de Lula é visto e tratado pelos EUA como um concorrente comercial, e não como um inimigo político.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006 13:05:00 BRT  
Anonymous Paulo Lotufo disse...

Alon, essa constação permite duas interpretações opostas, ao gosto do freguês sobre a política externa: hábil/bem articulada o suficiente para não criar aresta em campos adversários ou
inábil e atrapalhada que não carece ser contestada por nenhuma das partes.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006 15:10:00 BRT  
Anonymous Fernando Trindade disse...

A propósito, recomendo a leitura do "Relatório da CIA: como será o mundo em 2020", publicado pela Ediouro, 2006. Lendo-o ficamos sabendo que a administração Bush, por incrível que pareça, compreende melhor do que as elites locais a necessidade de superar a exclusão social no Brasil e na A. Latina. Trecho: "Os especialistas reconhecem que o Brasil é um país-pivô com sua vibrante democracia, um grande patrimônio nacional e sólidas instituições econômicas. O sucesso ou fracasso do Brasil em equilibrar medidas ecônômicas pró-crescimento com uma agenda social ambiciosa, que busca reduzir a pobreza e igualar a distribuição der renda, terá um profundo impacto no desempenho político e econômico da região durante os próximos 14 anos." p. 139.

Outro trecho, sobre o novo populismo na A. Latina: "(...) o populismo não será necessariamente inimigo do desenvolvimento político, podendo servir para aumentar a participação da população nesse processo. Poucos especialistas temem um retorno dos regimes militares. P. 172. Atenciosamente, Fernando Trindade

segunda-feira, 23 de outubro de 2006 15:29:00 BRT  

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