sexta-feira, 8 de setembro de 2006

Um outro ponto de vista sobre o crescimento (08/09)

Trechos de um texto publicado hoje no Valor Econômico (a edição online não traz a autoria; como é evidente que se trata de um texto de autor, peço a quem tenha acesso à edição impressa que esclareça), sob o título Não haverá a "URV" do crescimento:

"Economistas oficiais não se assustaram com o crescimento de apenas 0,5% do PIB no segundo trimestre contra o primeiro, nâo se abalaram com a queda na formação bruta de capital fixo de (taxa de investimento) de 2,2% na mesma base de comparação e consideraram o crescimento de 0,6% da indústria em julho sobre junho, dessazonalizado, uma performance nada modesta. Essa taxa, anualizada, corresponderia a um crescimento na casa dos 7,3%, muito acima do que o governo espera para este ano, que é algo na faixa dos 4,8%.(...)

Em 2000, ano em que o PIB cresceu 4,36%, a taxa do primeiro trimestre foi de 1,5% e do segundo, 0,54% sobre o anterior. Muito parecido com o que aconteceu este ano. No primeiro semestre de 2006, o produto cresceu 2,2% e será, segundo avaliação dos especialistas do governo, o pior momento do ano. Portanto, mesmo que o governo revise a projeção do PIB para menos de 4%, conforme consta do último relatório de Inflação do Banco Central, haverá uma reversão de comportamento no segundo semestre, na ótica dessas fontes.(...)

A produção de bens de capital em julho cresceu 1% em relação a junho. E o comportamento do primeiro semestre, apesar da brusca freada dos três meses finais, não foi desprezível: o investimento cresceu 5,9% comparado com o mesmo período de 2005. Este percentual corresponde a mais do que o dobro do PIB e, anualizado, bateria na casa dos 12%, sublinham as fontes. (...)

Caso fossem os juros os responsáveis pela performance desapontadora do segundo trimestre deste ano, no primeiro trimestre o crescimento teria sido ainda pior, já que naquela ocasião os juros eram ainda mais elevados. Em 2005, lembram esses funcionários, ocorreu essa mesma discussão quando, depois de apresentar uma variação de 1,39% no segundo trimestre, o PIB teve queda de 1,24% no terceiro trimestre, quando houve uma parada de produção para desova de estoques na indústria.(...)"

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2 Comentários:

Anonymous Alexandre Porto disse...

em 2004, quando tivemos um crescimento de 4,9%, tivemos um dos trimestres crescendo apenas 0,4%. Mais precisamente:

por trimestre = 1,8% , 1,1% , 1,3%, 0,4%.

O que ocorreu nesse trimestre é que os dois trimestre que são usados para compar foram fortes, o segundo de 2005 e o primeiro de 2006.

A base de comparação do trimestre atual é fraca no entanto já que o terceiro trimestre de 2005 foi péssimo.

Pode apostar, em outubro estarão todos revendo suas projeções, que afinal de contas, são sempre feitas depois dos resultados do IBGE>

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 19:32:00 BRT  
Blogger Renilton Soares de Oliveira disse...

Alon,

Tem um outro artigo muito interessante sobre economia e política publicado pelo editor executivo do jornal Valor Econômico, Pedro Cafardo, em 01/09/2006. Ao comentar a estratégia e o discurso tosco da oposição para essa eleição, o autor menciona célebre afirmação de James Carville, assessor do democrata Bill Clinton, em contraposição aos argumentos do republicano George Bush (pai): "é a economia, estúpido." O link abaixo aponta para o referido artigo.

http://www.valoronline.com.br/valoreconomico/285/primeirocaderno/brasil/O+panfleto+do+PT+e+os+tiros+da+oposicao,,,63,3716089.html

Não sei se o autor do artigo que você agora comenta é o mesmo, mas eu arriscaria esse palpite.

Renilton

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 21:53:00 BRT  

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