sexta-feira, 22 de setembro de 2006

Um Ibope em viagem e o peão de boiadeiro (22/09)

Viajei de avião e fiz uma escala de madrugada, quando bloguei. Por isso não comentei antes a pesquisa do Ibope. Cenário estável, mas com queda da aprovação do governo. Luiz Inácio Lula da Silva virou peão de boiadeiro. Vai agüentar na sela os solavancos do touro? Você aposta no quê? Agora veremos quão grosso é o couro do petista. E quanto resiste o seu eleitorado mais ortodoxo. Vamos esperar a íntegra da pesquisa no site do Ibope para saber onde aconteceram as maiores variações. Boa noite para vocês e boa viagem para mim.

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10 Comentários:

Anonymous Alexandre Porto disse...

A maior variação foi entre os que ganham mais de 10 salários. Alckmin disparou e Lula caiu para 29%. O mais relevante nas pesquiss hoje foi a queda de 3% de HH no Vox Populi. Essa queda, se confirmada, diminui mais ainda as chances de segundo turno. Já há, inclusive, movimentos de voto útil em Lula direcionado aos eleitores mais ideológicos da senadora.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 01:42:00 BRT  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Globo Online: "... A PF tem indícios de que Vedoin também teve conversas com integrantes do PSDB. Nas escutas telefônicas, um homem não identificado ligou para Vedoin dizendo que Abel Pereira queria lhe falar. Há indícios de que eles tiveram pelos menos outras duas conversas. A PF suspeita que esse suposto leilão entre os dois partidos possa ter feito preço do dossiê chegar a R$ 1,7 milhão."

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 01:43:00 BRT  
Blogger até quando? disse...

Até o momento (após 2 anos de baixarias da oposição) parece estar claro para os eleitores que os erros de petistas são mais por falta de saber conviver com a ética da malandragem em que as velhas raposas são mestres do que pela demonização de má fé que fazem do PT. Em que pese as cacas feitas por alguns de seus membros, o forte do partido foi melhorar a vida dos menos favorecidos, conciliando com o desenvolvimento econômico. Precário ainda, mas com todos ingredientes para avançar. O que aqueles que sempre viveram da miséria alheia não aprovam. Resta-lhes o discurso dos perdedores. Potencializar ao máximo os erros e diminuir as qualidades. O livro de cabeceira deles é o Principe. Não FHC, mas Maquiavel.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 07:33:00 BRT  
Blogger até quando? disse...

Alon, leio sempre seus posts e gosto muito de seu estilo e de suas idéias. A dificuldade em postar é o cadastro chatinho. Tive de colocar vários nics para conseguir me cadastrar. Além disso, muita gente quer mais é ver sangue mesmo. Lêem, mas não comentam. Não dá para ter bate boca, entende? É isso que a maioria deseja. Talvez necessidade de afirmação, falta de argumentação, de projeto de vida. O projeto acaba sendo desqualificar o oponente com baixarias. Não fique triste não, tá? Abraços.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 07:38:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Podem ocorrer alterações mais fortes nas intenções de voto. Pode até ser que não, mas um segundo turno, também possível, daria uma idéia melhor da capacidade de resistência. Mas, a resistência do presidente, remete mais às perspectivas de um possível segundo mandato. Com várias pontes dinamitadas, fica difícil crer em composições mais sólidas. O que salienta, agora, é que pela primeira vez, a campanha à reeleição perdeu a iniciativa. A pauta mudou de mãos.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 11:25:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Diversamente ás opiniões recentemente emitidas pelo colunista a politica nacional tem sido ultimamente comandada oor S.Paulo vide artigo abaixo:
Ecos de uma guerra paulista (por Lucia Hippolito)


Tucanos ou petistas, não importa. Estamos no meio de uma guerra paulista. PT e PSDB são partidos paulistas, dedicados a uma guerra assassina, movidos por motivos paulistas e tentando exportar esta guerra para todo o país.


No último escândalo – o de ontem, porque hoje pode aparecer um novinho em folha – o PT de São Paulo decidiu recuperar o poder dentro do PT nacional, depois que a maioria de seus membros atolou-se no escândalo do mensalão e foi indiciada pelo procurador-geral da República como sócios de uma “sofisticada organização criminosa”, uma camarilha bolchevique que pretendia tomar de assalto o Estado brasileiro e lá se perpetuar.


O PT não-paulista estava ganhando espaço, e isto o PT paulista não podia tolerar. Para recuperar poder em São Paulo, quase coloca em risco a própria presidência da República.


Mas nada disso tem importância para os comissários petistas. O importante era derrotar os tucanos em São Paulo. O resto é o resto.


Os interesses que cercam a guerra paulista impedem que as lideranças políticas nacionais, sejam do governo ou da oposição, se dediquem à geração de um projeto de desenvolvimento para o Brasil.


A guerra paulista torna impraticável uma visão de conjunto do país e, portanto, a construção de um consenso em torno de projetos nacionais que possam perdurar um pouco além da disputa travada na arena política.


Por isso, não está sendo considerado nenhum dos verdadeiros problemas brasileiros contemporâneos, cuja definição, estudo e proposta de solução ultrapassam a duração dos mandatos eletivos.


Seja o colapso dos portos, o estado das rodovias, os problemas das regiões metropolitanas, a matriz energética, o marco regulatório, a solução para a habitação popular, nada disso tem espaço nas preocupações políticas.


A disputa política atual emburreceu o debate e embruteceu a discussão. Estamos vivendo anos nos quais o amanhã está condenado a ser uma continuação do hoje.


Desânimo, pessimismo, realismo. O fato é que não se vislumbra nenhuma alternativa no futuro, que não seja a mera continuação medíocre do que se vê hoje.


A elite política brasileira aparelhou o Estado, desorganizou as suas ilhas de excelência, desmoralizou a continuidade e desprezou os talentos, não sendo capaz de produzir quadros que os substituíssem.


O talento deu lugar ao aparelhamento, ao burocrata predador, ao militante-companheiro.


Por isso, a circunstância político-eleitoral não permite que se tenha qualquer ilusão acerca dos próximos quatro anos. Pouco importa quem se eleja.


Consumidos num fogo interno, petistas e tucanos, paulistas, devotados a assuntos paulistas, destruindo-se mutuamente, exportam para todo o país esta guerra paulista.


O restante do Brasil não compreende direito, não aceita ser um simples espectador desta guerra paulista.


Embora esteja pagando a conta.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 11:34:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

Viram a manchete da Folha hoje? Vou votar no Serra e não acredito que ele esteja envolvido em propinas. Mas o fato relevante foi manchete da Folha . Afinal de contas, a palavra do Vedoim vale ou não vale?
Depois perguntam por o Lula não cai nas pesquisas.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 11:34:00 BRT  
Anonymous jose carlos lima disse...

É mesmo coisa de arapongagem digna de romance policial esta história do dossiê anti-tucano. Enfim, pelo jeito, haviam duas turmas, os bandidos e tucanos e, dentre eles, um petista mala, de um lado e, do outro lado, a turma de lammbões: Berzoini, Lorenzetti, Freud, do outro. De uma forma extraordinária, é o que tudo indica, os lambóes cairam na arapuca armamda pelo tucanato.

A seguir, texto extraído do site
http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/

"Petistas iniciaram uma operação de bastidor lançando dúvidas sobre a isenção do procurador do MP Mário Lúcio Avelar, responsável pela investigação contra os sanguessugas e também do dossiê contra os tucanos. A notícia que corre em Brasilia é que é Avelar manipulou Luiz Antônio Vedoin levando-o a uma arapuca armada para capturar assessores da campanha do Presidente Lula. Por trás de tudo, estaria antiga relação do procurador com o tucano José Serra (...)"

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 16:27:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Os dialéticos precisam de neurolépticos. E mais não digo.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 17:14:00 BRT  
Anonymous Paulo Araújo disse...

ô vício

"Tucanos ou petistas, não importa. Estamos no meio de uma guerra paulista. PT e PSDB são partidos paulistas, dedicados a uma guerra assassina, movidos por motivos paulistas e tentando exportar esta guerra para todo o país." (Lúcia Hipólito)
Um comentário: "guerra assssina". Rolei de rir.
Meu voto para o troféu "Madre Tereza" do colunismo político já tem candidato. hehehe.

Essa será a nova peça de resistência dos colunistas políticos? Que decepção.
Agora vão regionalizar o PT? Sei. O PT seria uma reivenção do PMDB? Acabaram o petismo e o seu projeto de poder? Devemos, portanto, concluir que uma das marcas fundamentais do PT desapareceu? Agora só há "guerra assassina"?

Só pode mesmo ser a vaidade, Alon. somente ela pode nos cegar para o rídiculo das situações em que às vezes nos metemos ou criamos.

Não é uma guerra paulista. Pode,no máximo, ser uma guerra
protagonizada pelo petismo oriundo de SP. Alguém deveria trazer à luz
essa história sobre o petismo oriundo de SP.
Agora vão também regionalizar o PT? Sei. O PT seria uma reivenção do PMDB?

1. Mercadante é o candidato do Planalto e da cúpula petista. Se tiverem dúvida, perguntem pra Marta.

2. Lula é interessadíssimo num segundo turno em SP. A última coisa que Lula deseja é ter o Serra forte eleitoralmente e líder da oposição em 2007.
Nunca se fez política no Brasil contra o Estado de São Paulo. Lula que é um ignorante, mas não é burro, sabe muito bem disso. Pesquisem. Leiam. Usem a ferramenta disponibilizada no blog.

3.Aécio acredita que pode ser a terceira via em 2010. Vovô Tancredo não deve estar gostando muito do açodamento do neto. Aécio é um político jovem. terá certamente um futuro brilhante. Mas como todo jovem, às vezes se impacienta. Sua vez irá chegar. Mas nunca ativando o discurso "Minas quer". Minas diz" e etc. Isso pega muito bem aqui na terra. Mas vai falar de "Minas quer" lá no Rio Grande. Te expulsam a tiros.
Se Lula e a cúpula do PT tratam seus companheiros e aliados do jeito que tratam, imaginem o que não fariam com o Aécio. Posso estar errado, mas penso que as ameaças do Aécio são "ameaças". Ou seja: bravatas. FHC matou no pau: "quer sair do PSDB, Aécio" Não fique insinuando isso pela imprensa. Saia já". Pergunto: quem encolheu ou "baixou o facho", como se diz por aqui? Uma pista: Não foi FHC.
Obs: o olho do petismo mineiro (Pimentel pref. BH)cresce somente em direção ao Palácio da LIberdade, para 2010. Perguntas: o apoio de Aécio para o projeto Pimentel é acessório? Um bibelô?
Qual o peso do petismo mineiro na definição do candidato sucessor de Lula? Esperem as eleições. Pressinto que não só em SP o petismo estará perto do aniquilamento.
E por que o colunismo não comenta essas coisas? Porque é "paulista" ou "carioca" até a medula. São colunistas provincianos e não sei (imagino) de onde tiram essas cartolices.

4.O Serra vencendo no 1º turno, e o petismo sendo praticamente aniquilado em SP. O que poderia reverter esse quadro com o qual não só o PT paulista trabalha? É o dossiê, estúpido!
Não por acaso, portanto, os sabujos farejaram e foram atrás. Sabujos ruins ou bom trabalho da PF, ainda não sei.

abs
Paulo

sexta-feira, 22 de setembro de 2006 17:32:00 BRT  

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