sexta-feira, 29 de setembro de 2006

O PSTU critica a "infantilização" eleitoral (29/09)

Cansado de só pensar em marquetagem? Cheio de ficar, dia após dia, esperando a próxima pesquisa eleitoral para saber se, afinal, haverá ou não segundo turno? Cansado de ver os candidatos repetindo frases feitas, pescadas em focus groups, as "qualis"? Irritado com a polêmica sobre se Lula fez bem ou mal de não ter ido ao debate da TV Globo? Enlouquecido porque a política foi substituída pela administração? Os seus problemas acabaram. Você não está sozinho. Recebi um email do velho companheiro de lutas Valério Arcary, do PSTU. A diferença (na maior parte das vezes radical) de pontos de vista não impediu que ao longo desses últimos trinta anos mantivéssemos o respeito mútuo. Ele me manda artigo que acaba de publicar, e do qual transcrevo um trecho:

Não são somente os ladrões e os banqueiros que deveriam temer a candidatura da Frente de Esquerda. É verdade que não precisamos de inimigos imaginários, porque já estamos bem servidos. Nunca existiu, no entanto, um capitalismo sem corrupção. A desigualdade social é inseparável da opressão política. O projeto da revolução brasileira é a ruptura com o imperialismo, o direito e o dever do trabalho para todos, o aumento dos salários e a anulação das privatizações, o acesso universal à educação, saúde e previdência pública de qualidade, a conquista da reforma agrária, etc... Nossos inimigos de classe não são nem tolos, nem distraídos. Não temos por que esconder nossa identidade. Não deveríamos ser cúmplices da infantilização do debate eleitoral. A esmagadora maioria do povo só poderia ser beneficiada pelo projeto socialista. Nenhum militante desconhece, também, que os socialistas não são tolerantes com a duplicidade. Não disfarçamos nossas intenções. Nosso programa pode se desdobrar em diferentes plataformas táticas, dependendo das conjunturas, mas tem uma coerência indivisível. Nas eleições e depois defendemos nosso programa como uma alternativa de poder.

Nestas eleições o PSTU está com Heloísa Helena. A crítica do PSTU a algumas posições da candidata não significa que o PSTU tenha "amolecido" na campanha. Eles estão firmes com a senadora. Trecho de um boletim do PSTU:

Nas eleições de 1º de outubro, vamos ter uma luta muito particular. Não, não estamos falando de Lula x Alckmin. Estamos falando de outra que, apesar de não estar no centro da cobertura da grande imprensa, tem uma importância bem maior. Trata-se de saber em que medida os trabalhadores deste país vão expressar o surgimento do novo, de uma alternativa perante as duas opções burguesas, Lula e Alckmin. O voto em Heloísa Helena é a expressão do novo nestas eleições.

Você pode até se horrorizar com o que está escrito no texto de Arcary. Mas pelo menos é diferente de tudo o que está aí.

Blog é assim mesmo: de vez em quando, você tem uma surpresa.

Clique aqui para ler o texto de Arcary na íntegra.

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1 Comentários:

Anonymous Cesar Cardoso disse...

Bom, ficaria feliz se alguém discutisse administração nessa eleição. Nem o candidato da "planilha excel", discutiu administração. Do resto, nada. Nem a candidata do PSTU. Que, aliás, preferiu ficar no histrionismo, fazer pose de carola e defender posições ultrareacionárias sobre questões da mulher.

Discutimos... discutimos o quê mesmo? Ah sim. Quem é mais feio, bobo, chato, bate nos ceguinhos e rouba esmola.

Eleição chata essa.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006 17:22:00 BRT  

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