quinta-feira, 7 de setembro de 2006

O manifesto da (possível) futura oposição (07/09)

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou hoje no site do PSDB o manifesto fundador de uma (eventual) oposição a um (eventual) futuro governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Clique aqui para ler. É pau puro. Como seria a relação do PSDB com o governo petista nos próximos quatro anos? Meu palpite: guerra no Congresso (CPIs, pressão pelo impeachment) e boas relações administrativas dos governadores tucanos com o presidente da República. Lula disse hoje ao Estado de S.Paulo que governará com uma coalizão e enfatizou a importância do PMDB. Pelo andar da carruagem, Lula vai precisar mais do que nunca de uma boa base de apoio no Legislativo.

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11 Comentários:

Anonymous Cesar Cardoso disse...

Essa história de parlamentar morder e governador assoprar, caso o PSDB parta para isso, não vai acabar bem. Para o PSDB. É pedir pro partido rachar. A não ser que seja isso que FHC queira...

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 00:04:00 BRT  
Anonymous Paulo Araújo disse...

Alon

O Painel de sexta da FSP revelou algumas articulações do Lula com o PMDB governista. Diz que o neopmdebista Delfin Neto esteve presente. Diz que o Lula sugeriu o nome de Aécio como candidato do PMDB em 2010.Isso mesmo, eu escrevi PMDB. Lula conhece muito bem o tamanho e o peso do seu eleitorado em MG. E Aécio nada faz para mudar esse quadro. Duas mariolas e um cigarro Yolanda para quem decifrar o enígma.
Estranho que só agora a midia paulista atentou para isto: não é de agora que setores do petismo mineiro articulam com Aécio sua candidatura para 2010. Por aqui, até o minério de ferro que vai para China conhece essa antiga história de amor.
Aqui em MG, o Itamar entrou no horário do Aécio para lançar o moço candidato à sucessão de Lula em 2010.
Aécio é espertíssimo. Não sei se é previdente. Vamos aguardar.
No Ceará, o candidato do PSB (não é erro de digitação)ao governo do Ceará tem o apoio do Tasso e ultrapassou o candidato do PSDB que não tem o apoio do presidente nacional do PSDB.
Em MG o candidato ao senado Eliseu Resende do PFL apoiado pelo Aécio já ultrapassou o Newton Cardoso do PMDB e apoiado pelo Lula.
Resumindo, se esses mandatários regionais apoiassem efetivamente a candidatura Alckmin certamente os números das pesquisas seriam bem diferentes.
O que quero dizer é que creditar exclusivamente ao carisma de Lula sua performance nas pesquisas é um exercício de pensamento ideológico no exato sentido que o termo adquire naquele belíssimo livro do jovem Marx (18 Brumário). Lula sem o apoio explícito ou velado dos mandatários regionais seguramente não estaria em posição tão confortável.
Dificilmente Lula será um Cháves. Não tem petróleo suficiente e também lhe falta competência. Penso que nesse segundo mandato Lula terá que comer muito mais ainda na mão dessa gente.
Como notaram todos os que leram a carta do FHC (eu a achei perfeita)vem guerra.
Só tenho uma dúvida: o que será do petismo? Sobreviverá a 2010?

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 01:31:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Não acredito que FHC consiga desempenhar um papel de farol da oposição, tampouco de ideólogo. Está claro que FHC não teve sua imagem reabilitada nesta eleição, o que torna-o menos significante politicamente. Ele pode sensibilizar setores do PFL e do PSDB que não tenham mais nada a perder, ou desafetos do PT que queimaram pontes com Lula, e cuja única aposta seja o impedimento.
Mas, assim como aconteceu com Brizola no fim da vida, sua atuação serve mais para polemizar, do que para aglutinar forças oposicionistas que busquem posicionarem-se como alternativa real de poder.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 02:03:00 BRT  
Anonymous Fernando Trindade disse...

É por isso que Lula (se efetivamente reeleito) não pode repetir o erro do primeiro mandato e tem que formar um governo de coalização com o PMDB (todo o PMDB!) de Sarney a Jarbas; de Rigotto a Quércia; de Renam a Requião; de Roriz a Sérgio Cabral etc. Além de buscar o diálogo com Aécio, Serra, Arruda etc. Tocar logo a Reforma Política, com Genro e Jobim na coordenação, pode ser um bom começo. Atenciosamente,
Fernando Trindade

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 10:51:00 BRT  
Blogger Fernando disse...

FHHC é um politico profissional, levado por uma extrema vaidade.

Seu poder esta decadente, os novos politicos do PSDB não querem saber dele.

Mas não nego, ele é profissional. O que esta havendo é um rearranjo das forças politicas. O ocaso da aliança PSDB-PFL (ver entrevista do neo-nazista Jorge Bornhausen na FSP).

Com isso, todas as ultimas declarações de FHC estão centradas na necessidade do PSDB atrair as forças mais à direita, ou conservadoras. Que são nitidamente do PFL.

A declaração do Lacerda, essa carta, o fogo no palheiro, o que ele quer é fazer o que o PT fazia, bater o bumbo e tacar pedra na vidraça. E com isso aglutinar forças politicas alvo do partido dele.

Vai dar certo. Tenho minhas duvidas, principalmente, pq como disse anteriormente, os novos não querem saber disso. Estou falando do Serra e Aecio, claro.

Aquele Abraço,

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 11:49:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

Eu fiquei em dúvida se este texto é para o ano que vem ou para o ano passado. Dava um bom programa de campanha, se o candidato não tivesse que ficar "conhecido" antes. E se o governo não tivesse índices recorde de aprovação. E se a oposição não tivesse ficado tão fascinada com um jogo já ganho que tivesse esquecido de fazer um programa de governo (pelo que leio está quase pronto, Geraldo vai usá-lo na campanha à prefeitura de Pinda em 2008). Sinceramente não vejo o PSDB capaz de se tornar um PFL, raivoso e combativo como parece preconizar o ex-presidente.

E paulo araújo, seu raciocínio cai no paradoxo Tostines: Alckmin perde porque os caciques regionais não o apóiam ou os caciques regionais não o apóiam porque sabem que ele não tem como ganhar? O caso do senador de Minas é emblemático (bom que Newton não se eleja) - faz pensar em São Paulo, estado de Alckmin: Suplicy do PT deve se eleger com folga, com uma votação acima dos 40%, ao mesmo tempo que Serra do PSDB se elege ainda no primeiro turno. Ou seja, a regra nem é tão geral.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 12:17:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Pelo perfil de FHC, que nem na época da Ditadura Militar sugeriu tocar fogo no palheiro, preferindo o caminho do diálogo, é bastante sugestivo essa súbita radicalização contra um presidente democrático eleito.
O que quer FHC? Sensibilizar setores insatisfeios da direita a contribuírem com fundos para seu instituto, já que os recursos advindos daqueles que gravitam em torno do poder devem ter migrado para outras instituições?
Será medo de um efeito Orloff, que faça o FHC de amanhã chegar às condenações que Pinochet recebe hoje?
Ao contrário das tradições políticas brasileiras, durante o governo Lula, no escândalo do mensalão, não houve uma acordão satisfatório que confinasse-o na área política, transbordando para a área criminal, com sacrifício de próprios aliados. Com isso foram abertas as portas do inferno ao judiciário para as classes políticas. Porque haveriam de ser poupados de investigações escândalos anteriores? Porque inquéritos que não andavam haveriam de ficar parados? Porque denúncias antes ignoradas não deveriam ser averiguadas? Porque aquele famoso varal da corrupção não seria finalmente estendido?
FHC certamente sabe o fez e talvez tenha razões para temer por isso.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 13:00:00 BRT  
Anonymous Alexandre Porto disse...

Quewria saber o que os tucanos de Minas acharam dessa carta. É um panflto do tucanato paulista. Mas o escandaloso mesmo é o Estadão transformar essa carta em manchete tanto no Jornal como no site.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 13:30:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

FHC tem boa parte da mídia com ele. Mídia (escrita) que no próprio dizer de um seus principais representantes se mostrou insignificante nesta eleição. Resta saber se Serra segue o chefe ou até ele pula dessa barca para fazer um bom governo.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 14:44:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A política é feita de apostas. FHC já jogou a toalha em relação ao Alckmin faz tempo (é provavel que nunca tenha acreditado neste candidato). Ele mira 2010 ao acreditar que depois de 8 anos no poder Lula estará desgastado (essa estória de se desgastar depois de 8 anos na teta da vaca ele conhece bem).

Resumo: a campanha para 2010 já se iniciou e FHC quer ser o anti-Lula, até porque, ele sabe que as figuras mais influentes do PSDB (Serra e Aécio) não farão oposição à Lula.

Com o "prestígio" adquirido na oposição ferrenha à Lula, FHC irá utilizá-lo como moeda num eventual governo tucano em 2010 (ou talvez a prefeitura de SP em 2008). Na sua vaidade infinita de pseudo-estadista, deseja ser aclamado candidato a presidência e voltar ao Palácio do Planalto.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006 15:17:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Gente, em 2010, FHC estará com 81 anos de idade. E dizem que por volta dessa idade certas características da personalidade de uma pessoa (a extrema vaidade, a soberba, por exemplo) se acentuam e tendem a turvar o olhar científico mais treinado.

sábado, 9 de setembro de 2006 13:24:00 BRT  

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