terça-feira, 19 de setembro de 2006

O acerto que nasce dos erros (19/09)

Uma injustiça com os jornalistas é querer que só publiquem o que está 100% comprovado. Assim não dá para fazer jornalismo. Dá para fazer enciclopédia -e olhe lá. Imagino a trabalheira que vai ser mudar todos os verbetes relacionados ao status de Plutão, que agora não é mais planeta. Ainda bem que hoje tem Internet. Imaginem se o rebaixamento acontecesse no tempo em que enciclopédias eram só as impressas. Voltando ao jornalismo, tem uma dose de covardia você ficar achando defeito no que o sujeito produziu ou editou ali no laço, pressionado pelo fechamento. A exceção é o ombudsman, profissional pago para ser o engenheiro da obra feita. Eu, que já passei pelo sufoco, é que não vou ficar me metendo a criticar tecnicamente o trabalho alheio. Aqui neste blog, quando há críticas, elas são genéricas ou então se destinam a questionar idéias, e não a execução do trabalho propriamente dito. Se eu escorregar nessa prática, peço que você, leitor, me corrija. Nós, jornalistas, somos muito vaidosos. Tem até aquela piada, do jornalista que vai ao cinema e compra dois ingressos, um para ele mesmo e outro para o seu ego. Mas vamos em frente. O jornalismo é o exercício diário de fazer os muitos erros convergirem para um acerto. Tem algo a ver com a Matemática. É muito comum na Matemática a situação em que você pode afirmar que um número existe, mas não consegue dizer qual é. Aí você procura reduzir o erro. Às vezes, passa a vida toda fazendo isso. Como no jornalismo. Vamos então aplicar a técnica a esse caso do dossiê. O que há até agora? Há uma acusação de que certo empresário do interior de São Paulo recolhia propina para liberar recursos no Ministério da Saúde depois (atenção a esse detalhe) que José Serra já tinha deixado a Pasta -e o seu secretário-executivo tinha virado ministro. Foi o que li na entrevista da IstoÉ. Não há na entrevista uma acusação direta a Serra. Há o habitual "eu acho que ele não tinha como não saber" (não com essas palavras, mas está lá). Esse "brilhante" artifício "jurídico", turbinado pela oposição nos "julgamentos políticos" contra o PT e aliados ano passado, agora se volta contra os tucanos. Tranqüilizemo-nos, porém: o "argumento" já estava desmoralizado antes e assim continuará, com a graça divina. Você, leitor mais antigo deste blog, sabe que num certo momento eu risquei o chão com a faca e me opus radicalmente a qualquer condenação -mesmo política- sem provas. Veja que estou falando de condenação. E quando nem acusação há? E quando o objetivo é contaminar pelo contato, como agora se faz com Luiz Inácio Lula da Silva? É uma variante deformada do pensamento imortalizado por Antoine de Saint-Exupéry no Pequeno Príncipe (na imagem, a criatura desenhada pelo próprio criador): tu te tornas eternamente responsável por quem indicas para algum cargo. Na política e na polícia, as responsabilidades são individuais. Isso vale também para o desdobramento do caso do dossiê: a suposta tentativa de compra, por gente supostamente ligada ao PT, de material que poderia causar constrangimento a Serra. Veja que usei o verbo no futuro do pretérito. Aliás, a suposta frustração dos supostos compradores diante do material oferecido pelos supostos vendedores é a maior prova de que não haveria, até o momento, qualquer acusação contra Serra. Mas se alguém do -ou ligado ao- PT se meteu numa confusão para tentar colocar as mãos em algo que poderia render dividendos a algum candidato, que responda por isso. Seja quem for. E quem não tiver nada a ver com o assunto, que seja poupado. A Polícia Federal certamente procurará nos dizer de onde veio o dinheiro e a Justiça dará a palavra final. É assim que funciona o Estado de Direito, para uns e para outros. Conformemo-nos. Aliás, conformem-se. E o eleitor que decida quem ele vai escolher em outubro. Creio que (é o que dizem as evidências) ele vai escolher Luiz Inácio Lula da Silva para presidente e José Serra para governador de São Paulo. Talvez porque os partidos adversários tenham desperdiçado tempo demais e energia demais com factóides, e se esquecido de explicar ao cidadão comum o que mudaria, para melhor, se os seus candidatos fossem eleitos. Acho que as coisas são simples assim. Eu posso até estar errado e quebrar a cara. Mas esta é a vida de jornalista-blogueiro: correr riscos, enquanto se tenta acertar errando o menos possível. Mesmo sabendo que, um dia, o erro será inevitável. Gosto disso. Do contrário, eu fechava este boteco (que só me dá prejuízo) e ia procurar emprego numa enciclopédia.

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27 Comentários:

Anonymous Cesar Cardoso disse...

Só uma pergunta... se na entrevista não se fala nada além do ouvi-dizer e achismos sobre José Serra (ao contrário do seu secretário-executivo, esse sim acusado), porque a IstoÉ faz questão de botar o ex-ministro na capa? Ainda mais que a IstoÉ não é editada por bobos e seus editores sabem que, em ministério, secretário-executivo é quem manda, ministro no máximo dá ordem.

Do resto, posso até estar errado, mas não tem nada no tal dossiê que não se saiba faz tempo. Fora fotos de candidatos com sanguessugas, o que vale tanto quanto uma nota de 3 reais.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 12:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 12:35:00 BRT  
Anonymous Luis Carlos disse...

Este episódio do dossiê segue a toada deste entediante jogo Oposição X Governo que estamos assistindo há quase quatro anos: só sai gol contra dos dois lados.
Os atacantes dos dois times são medíocres, mas, lá atrás, os zagueirões não resistem à tentação de jogar, como diz um locutor esportivo, contra o próprio patrimônio. Já perdi a conta de quantos gols contra oposição e governo já fizeram.
Daí que o Alon, pode até estar certo ao dizer que a oposição quer criar mais um factóide,mas há um fato, que não é boato: os protagonistas do episódio são pessoas vinculadas ao governo e/ou ao partido do governo.
Os companheiros podem até ser churrasqueiros ou seguranças, mas são do PT e fizeram besteira, e besteira com muito dinheiro (R$ 1,7 milhão!). Não acho que vá alterar o rumo do jogo, mas foi um gol contra. Mais um...

terça-feira, 19 de setembro de 2006 12:40:00 BRT  
Blogger Fernando disse...

Alon,

Vc disse que o Blog te dah prejuizo.

1 - Pense em prazos mais amplos.
2 - Tentou ativar o AdSense ?? O visual vai ficar menos "clean", mas quem sabe sobra uns trocados.

Asta,

terça-feira, 19 de setembro de 2006 13:44:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

Cada vez mais essa história vai virando um romance de de Mario Puzo. Marcelo Taz chama a atenção para o descuido pessoal do Freud. Não é comum uma pessoa se descuidar tanto assim quando vai dar uma entrevista e sabe que irá aparecer na tv para o Brasil inteiro.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 14:36:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Nossa oposição é uma porcaria, mas há dois erros fatuais em seu texto:

1) a tática do "ele deve saber" foi desenvolvida pelo PT-Oposição, e não pelos atuais pseudo-opositores. Aliás, o PT transformou FHC num demônio maquiavélico, que inclusive teria dito a frase que nunca disse ("Esqueçam o que escrevi").

2) Como Luis Carlos disse, não há "supostos petistas": há somente petistas. Confirmado inclusive pelo Sr. Berzoini.

De resto, concordo contigo na maioria das questões postas.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 14:40:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Um fato tão pequeno como este, envolvendo dossiê contra adversários tão insignificantes, vultosa soma de dinheiro sem origem apreendida, causando várias prisões e a ampliação de investigações. Realmente, como os eclodidos em 2005, tais fatos só podem ser fruto de algum delírio coletivo.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 15:04:00 BRT  
Blogger zanuja disse...

Acho q vc vai ter q reler a matéria. O Vedoin incrimina Serra sim, ele diz "na época do Serra era mais fácil, saia rapidinho, o PSDB pedia e no outro dia o dinheiro tava lá. Era diretamente com os parlamentares, qdo ele saiu entrou então o Abel p fazer a operação.Ele é amigo do Negri." Palavras do ladrão Vedoin.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 15:15:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Parabéns. Os "especialistas" (sejam jornalistas, sejam políticos, seja economistas)para opinarem têm que conhecer a matéria e deduzila com lógica - de preferência com simplicidade.

Rosan de Sousa Amaral

terça-feira, 19 de setembro de 2006 15:28:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Este comentário foi removido por um administrador do blog.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 15:31:00 BRT  
Anonymous Fernando Silva disse...

Prezado Alon, um jornalista tarimbado como você pode se dar ao luxo de tudo, menos de ser ingênuo.Se fosse a primeira vez que o PT tivesse sido pego em delito, ainda vá lá, mas um partido que tem Delúbio, Valério, Okamotto, Dirceu, Palocci, João Paulo na folha corrida, sem contar o escândalo do Francenildo, é suspeitíssimo, pois demonstra respeitar somente a sua estranja ética de botar a mão na m(****), como disse Paulo Betti. Essa tese de que o Lula "não precisava comprar pois já ganhou", só favorece a ele e ao PT e não à frágil democracia brasileira. Vejam bem: EXISTEM ESCUTAS TELEFÔNICAS DE DOIS PETISTAS NEGOCIANDO DOSSIÊ CONTRA UM CANDIDATO. EXISTE O DINHEIRO.
EXISTE UM ALTO ASSESSOR DO PRESIDENTE SENDO ACUSADO POR DOIS HOMENS DO PRÓPRIO PARTIDO DO PRESIDENTE. O que mais vocês querem?? O PT já demonstrou pelos exemplos citados acima que não se incomoda em burlar a lei se isso favorecer a seu projeto de poder. O que teria de estranho no partido do presidente querer comprar um dossiê, uma vez que já assumiu publicamente que praticou caixa dois, crime previsto pela lei??
Mais: o Lula tem responsabilidade sim SOBRE ATIVIDADES DE UM ASSESSOR PARTICULAR QUE PODEM INFLUENCIAR TODO O PROCESSO ELEITORAL, QUE DIZ RESPEITO A TODOS NÓS BRASILEIROS, MESMO QUE ELE NÃO SAIBA DISSO. O que vocês querem? Um grampo com voz do Lula combinando a compra do dossiê?
Se mais uma vez, a sociedade brasileira poupar o Lula estaremos criando a figura do presidente decorativo, café com leite, que diante de qualquer problema, simplesmente dá de ombros e diz:"eu não sabia". Sr o Freud matar, atropelar algupem, é um crime só dele, mas se ele interfere no processo eleitoral, está sim envolvendo o presidente da República. Repito: essa tese de que o Lula "não precisava", não tem validade jurídica nenhuma e é furadíssima, pois o Lula tem interesse sim em prejudicar a candidatura Serra em São Paulo.
Ou será que viramos uma nação de 170 milhões de otários??
Fernando Silva

terça-feira, 19 de setembro de 2006 16:13:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Veja só, Fernando. Estamos aqui navegando nesse mar revolto, sem absolver previamente ninguém e sem condenar ninguém a priori. E acho que vamos indo bem. Esse plural não é majestático: o "nós" inclui todos os que freqüentamos este blog, inclusive eu. Repito: a investigação vai dizer quem está envolvido nisso e até que ponto. Por isso, é necessário ter alguma tranqüilidade. Mas respeito sua opinião. E obrigado por se dar ao trabalho de escrever a este blog.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 16:31:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

Pois para ficar só no terreno da investigação, o noticiario do uol informa que os dólares, ao contrário dos reais, são notas novas e sequenciais.
Como se vê, toda armação tem uma falha.
Fiquemos no aguardo Sr Fernando Silva.
O Sr terá uma bela surpresa.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 16:43:00 BRT  
Anonymous Daniel Negrini disse...

A sujeira desta marmelada toda cola mais em quem? Vamos ao que o povão deve entender (segundo minha opinião, óbvio)... Ora, se alguém tinha provas contra Serra e demais tucanos, por mais que estas provas tenham sido compradas, negociadas, roubadas ou qualquer outra coisa... De qualquer maneira são provas. Ou seja, para mim, fica melhor para Lula/Mercadante que para Alckmin/Serra... Olha o segundo turno despontando aí, mas não é para presidente e sim para governador de SP... Agora é esperar para ver...

terça-feira, 19 de setembro de 2006 17:19:00 BRT  
Anonymous Fernando Silva disse...

Pois é,Marcos, então eu te pergunto: você já entrou no site da revista Época agora à tarde?? Acho que a grande surpresa vai ser sua, ao ver o presidente nacional do PT despencar, tadinho do Berzoini....a Época caguetou o Berzô...O tal do Lorenzetti foi vender material "explosivo" contra o PSDB para a revista Epoca, antes de a Isto É comprar o babado. E o Berzoini, segundo a Época, sabia da barganha. E com a maior cara de pau ele disse ontem que acredita em "armação dos tucanos". Esse cara não é homem. Como diria o saudoso Jacinto Figueira, o Homem do Sapato Branco, "como é que fica agora, otoridade?"
Sr.Marcos, em verdade vos digo: já fui petista. 15 anos de militância.
Me alimentei só de ideologia. Conheço o partido a fundo.
Isso que está no governo é uma cloaca fétida, nem de longe semelhante aos ideais dos eternos Florestan Fernandes (pai) e Caio Prado.
E vai cair de podre, escreva o que estou lhe dizendo, amigo.
Abs.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 17:27:00 BRT  
Anonymous Fernando Silva disse...

Prezado Alon,
Obrigado pela sua resposta e consideração. Sou do time que adora suas comparações de fatos atuais com situações da Segunda Guerra. Sinto que essa cultura geral, essa visão de mundo, faz muita falta a vários jornalistas da nova geração./
Depois do elogio, é claro, vem o sarrafo...às vezes percebo que o Dimenstein, o Kennedy, às vezes o Josias, às vezes você mesmo, têm um ranço antitucano desgraçado.
Parece que os longos anos do PT da oposição criaram um elo de confiança´entre o partido e os jornalistas, difícil de ser superado por boa parte da categoria. Só que descobriu-se agora que o PT, que era o herói, virou Darth Vader. E vocês, viúvas do PT verdadeiro, precisam, à guiza de isenção e equilíbrio, malharem os tucanos na mesma proporção. Se você é isento mesmo, sabe que esse dossiê contra o Serra não prova nada, certo? E que o crime cometido pelo comitê eleitoral do Lula - veja o site da revista Época - é gravíssimo. Então porque não deixar isso evidente nos seus textos???
A essa altura do campeonato, nessa lama desgraçada, essa tese do "tem que provar na Justiça" só favorece quem fez o mal feito, muito mais que os inocentes. Tem hora em que o jornalista precisa deixar claro de que lado está, se quer mesmo que o leitor acredite que ele pelo menos busca a isenção e equilíbrio.
Abs e sucesso para o seu blog!!!

terça-feira, 19 de setembro de 2006 17:47:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Caro Fernando, respeito o seu ponto de vista. Acho que tenho deixado claro de que lado estou. Estou do lado dos que desejam que o presidente termine o seu mandato e que o eleitor escolha livremente o sucessor. Malhar os tucanos? Aqui eles só foram malhados por não apresentar ao país uma mísera idéia do que pretendem fazer se chegarem novamente ao governo. E não houve aqui qualquer iniciativa de dar vazão a denúncias infundadas. Isso levou a que algumas vezes eu deixasse de dar vazão a denúncias fundadas. É o preço a pagar. Mas vamos em frente, para saber onde tudo isso vai dar. Um abraço e novamente obrigado.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 18:07:00 BRT  
Anonymous jose carlos lima disse...

Nesta história ( ou estória? ) há coisas que somente sendo muito ingênuo para acreditar: o cara formado em direito, advogado, ex-policial federal, não sabendo a pronuncia correta de Freud a quem ele se referiu como "Froude" ou Freud. Ainda por cima, já sendo, conforme ele deu a entender, conhecido seu. Isto se chama contradição e indica que o cara tá mentindo o querendo montar um teatro. Outra coisa que não dá pra engolir é o fato de este mesmo ex-policial, com uma vasta experiência em arapongagem, não saber que os Vedoin estavam submetidos a escuta telefônica. Enfim, é claro que ele sabia que, ao falar com qualquer um dos Vedoin, sua conversa estava sendo gravada, escutada. Que circo grosseiro! Outra farsa: os meios de comunicação, ao se referirem ao caso, não fazem a menor referência ao Serra, preferindo chamar o caso, de forma genérica, de "tentativa de compra de provas contra políticos do PSDB." Você entendeu? Esta corja é a mesma que opera na Venezuela e no México contra a vontade do povo. Não aceitam um governo que não esteja nas mãos deles. Não aceitam que os pobres sejam ajudados. Morrem de ódio vendo que, somente nesta semana, mais de 80 mil pessoas foram ao encontro de Lula para apoiá-lo. Quanto ao Geraldo com sua cara de febre amarela, quantos foram recebê-lo? Talvez uns oitenta. No máximo isso. http://abandon.zip.net

terça-feira, 19 de setembro de 2006 18:27:00 BRT  
Anonymous Fernando Silva disse...

Muita calma nessa hora, João Carlos Lima...
O povo náo é confiável, já dizia Shakespeare. Você duvida que se fosse feito plebiscito pela pena de morte, o seu adorado povão não aprovaria na hora? Você viu como o seu povão aprovou o porte de arma no referendo? Você sabia que o povão adorava Hitler? O povão pode ser lindo como massa de manobra da esquerda, mas não confie muito nele não, viu? Deixa o Lula cortar o Bolsa-Família para você ver se o amor pelo presidente-candidato não acaba rapidinho...

terça-feira, 19 de setembro de 2006 18:48:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

Pois é Sr Fernando Silva. Parabéns. Após este seu ultimo comentário vou votar com mais firmeza no Lula.
E vou votar no Serra também. Como o senhor vê, os eleitores do Lula não são na imensa maioria petistas e fanáticos.
Alias, fanatismo é uma coisa comum aos militantes dos dois partidos.
E só para deixar claro: continuo achando que foi tudo armação.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 19:39:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Espere um pouco Alon, ou você é muito ingênuo ou muito petista. è claro que o Presidente do PT e o Lula estavam sabendo da armação e é claro que torciam que fosse verdade.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 20:54:00 BRT  
Anonymous Fernando Silva disse...

Sr.Marcos,
Claro, na democracia não se discute voto, pode-se no máximo lementá-lo. Se você quer votar no presidente que sequer sabe escolher direito seus amigos e assessores (até o final do segundo mandato , ele conseguirá o feito inédito de ter trocado toda a sua equipe de governo, por denúncias de corrupção), é um problema de consciência seu. Vote na corrupção, vote mesmo, afinal somos todos corruptos, não é mesmo?
Não é isso o que diz o PT de hoje?
O PTzão da antiga não tinha isso, não. Mas é claro que isso ficou no passado, hoje a moda é sujar a mão na m (****) e ainda receber voto por isso. Tô fora!!!!!
Abs.

terça-feira, 19 de setembro de 2006 23:37:00 BRT  
Anonymous Ernesto disse...

Alon,
Gostaria de fazer um perguntinha que está me incomodando: o MTB disse que os tempos são outros e que não pode mostrar o Dinheiro.... Mas porque foi liberado as fotos em que aparecem o Serra, e o Alckmim? È para ajudá-los? Paciência tem limites! Desculpem-me, mas não li nada sobre esse ponto. Vamos para o 2º e Abraços a todos.
Ernesto

quarta-feira, 20 de setembro de 2006 01:02:00 BRT  
Anonymous Paulo Araújo disse...

Seguisse eu o que manda a razão, deveria estar na cama. Mas vamos lá porque o boteco é animado e cachaça é boa.

Você escreveu: “E quando o objetivo é contaminar pelo contato, como agora se faz com Luiz Inácio Lula da Silva?”

Não me venha com essa de que são factóides. Lula não nasceu ontem para a política. Para quem não lembra, ou não sabe, a história política do presidente da República começa na liderança de uma chapa urdida por gente nem um pouco comprometida com os valores da democracia, mas muito interessada em derrotar os comunistas do Partidão em São Bernardo. “Inocente útil”? Pois sim. Voltem aos jornais da época. Voltem aos jornais da época e leiam o que Lula dizia. Leiam o que dizia a Zelite sobre o “novo” e “moderno” “sindicalismo de resultado”.
Veio a abertura e os ventos sopraram forte para um outro oriente. Muda , então, o discurso de oportunidade. Nasce o “cristo operário”. Sendo grosso, descuidado, zombeteiro e violento digo que Lula entrou na política para se dar bem. Nesse sentido, é um vitorioso. Esse é o meu ponto de vista alicerçado em fatos que não inventei.
E se formos debater o assunto, não me incomodem com as suas “nobres razões”. Tragam-me apenas fatos que desconheço.

Você escreveu: “gente supostamente ligada ao PT”

Concordo que a instância máxima de decisão sobre se houve ou não crime são as instituições que, no Estado de Direito, são os poderes ao qual os cidadãos estão submetidos. Ninguém está acima de qualquer suspeita quando vige plenamente o Estado de Direito. Por isso, indivíduos, grupos ou partidos têm sim o direito de representar contra quem quer que seja quando indícios de crime existem. E eles existem. E se as investigações levarem o crime até o presidente da república e o judiciário julgar procedente o que se investigou?
E se eu resolver ultrapassar um sinal vermelho e atropelar o passante na faixa de pedestre? Posso alegar em minha defesa que ele intrometeu-se entre meu carro possante e os meus “nobres fins”?

Finalmente, você, eu e os seus leitores sabemos que a política profissional (nada contra) é sim um tipo de jogo que é jogado por profissionais da guerra. Enfim, quando se vai para a guerra política, tática de ataque, estratégia e arsenal de alto poder destrutivo são fundamentais. Ao que parece, o arsenal em questão saiu pela culatra. Tudo indica que há autonomia na PF. Conclusão: Thomas Bastos não controla com mão de ferro todos os seus subordinados. Uma alma genuinamente petista dirá que são PFs do PSDB?. Sei.

abs.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006 01:32:00 BRT  
Blogger André Lux disse...

O problema, caro Alon, é que existe uma grande diferença entre o jornalismo investigativo e a mera reprodução de press releases. O que vemos hoje na nossa patética imprensa corporativa é somente a reprodução de "notícias" e "factóides" passados em on ou em off por figurões da política como se isso fosse uma verdade factual, incontestável - logicamente quando são dirigidas contra o PT.

Isso não é jornalismo, mas sim canalhice panfletária pura e simples. Jornalismo investigativo exige uma apuração séria dos fatos denunciados e, acima de tudo, pressupõe dar o mesmo destaque para o outro lado se defender. Isso simplesmente não acontece e em alguns veículos (como VEJA, por exemplo) o outro lado simplesmente não é nem ouvido.

Desculpe, mas não tem como defender esse tipo de prática espúria que se escora na liberdade de imprensa e no mito da imparcialidade jornalística para justificar linchamentos públicos feitos a partir da manipulação dos fatos e da publicação de denúncias partidárias.

Jornalistas realmente não aceitam críticas e acabam se achando os donos da verdade, o que acaba apenas servindo para reduzir ainda mais o valor da profissão e prática do jornalismo, cada dia menos confiável no mundo todo - com raríssimas excessões.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006 11:09:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Comparar a atual situação brasileira com a da Venezuela ou do México, cai no erro de tentar levar para o terreno da ideologia, fatos que já estão, claramente, em outras esferas. Os fatos, atuais e de passado recente, não foram gerados por fantasmagorias midiáticas ou por delírios de quem abomina tais atos. Insistir nisto, embora sabendo não ser verdade é, meramente, reverberar extemporâneos discursos. Contudo, se mérito há, é o de rememorar táticas diversionistas.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006 11:17:00 BRT  
Anonymous SERGIO MAIDANA disse...

Alon,

vou dar uma alfinetada. Postei lá no meu Blog (que tem 10 visitas por dia), a história do Nazismo, e se ver alguma semelhança com os dias de hoje, fique esperto (os autoritários sempre se transveste de democratas para aliciar as boas cabeças). Veja uma parte:

"Fortalecido o Führer lançou mão de uma propaganda sedutora e de violência policial para implantar a mais cruel ditadura que a humanidade já conhecera. A propaganda era dirigida por Joseph Goebbles, doutor em Humanidades e responsável pelo Ministério da Educação do Povo e da Propaganda. Esse órgão era encarregado de manter um rígido controle sobres os meios de comunicação, escolas e universidades e de produzir discursos, hinos, símbolos, saudações e palavra de ordem nazista.Já a violência policial esteve sob o comando de Heinrich Himmler, um racista extremado que se utilizava da SS (tropas de elite), das SA (tropas de choque) e da Gestapo (polícia secreta de Estado) para prender, torturas e eliminar os inimigos do nazismo."

Por que você não faz um paralelo entre a história do partido Nazista e um dos partidos em atuação no Brasil? tem muitos pontos em comum.

quarta-feira, 20 de setembro de 2006 12:42:00 BRT  

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