sábado, 2 de setembro de 2006

Mais detalhes do Ibope e um gáfico de barras revelador (02/09)

Se você gosta de fuçar em pesquisas, a do Ibope divulgada ontem pela TV Globo está aqui para download. Você verá que o respiro de Geraldo Alckmin aconteceu principalmente por causa da recuperação de votos em segmentos mais permeáveis ao tucano (Sul, maior renda e instrução). Alckmin continua sem penetrar no eleitorado de Lula. Vejam, por exemplo, o gráfico acima (retirado do relatório do Ibope; clique para ampliar). Há uma estabilidade espantosa no share de Luiz Inácio Lula da Silva no Nordeste.

Atenção a um trecho do relatório do Ibope:

"Por representarem uma proporção menor de eleitores, do que o Sudeste e Nordeste, os resultados das regiões Norte/Centro-Oeste e Sul estão sujeitos a maiores margens de erro amostral e, portanto, as variações entre rodadas devem ser analisadas com maior cautela.De qualquer maneira, conforme ilustram os gráficos abaixo [neste blog, acima], as predisposições eleitorais parecem muito mais estáveis no Nordeste e Sudeste, enquanto observa-se quedas e subidas mais significativas especialmente junto ao eleitorado do Sul do país."

Bem, vale para as regiões e também para qualquer outro tipo de segmentação. Por exemplo, o grupo que ganha mais de 10 salários mínimos (R$ 3.500,00) representa menos de 5% da amostra. Seria interessante o Ibope dizer qual é a margem de erro nesse subgrupo. Deve ser bem alta. Os institutos e veículos costumam informar sobre as variações de intenção de voto dentro de subgrupos da amostra sem esclarecer que, nesse caso, as margens de erro são muito maiores. Tiram-se conclusões de oscilações estatísticas que podem não significar rigorosamente nada. Mas é preciso fazer justiça ao Ibope, pelo menos neste caso: é a primeira vez que vejo um instituto fazer essa advertência publicamente.

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10 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Já não é de hoje que as pesquisas não conseguem refletir as verdadeiras tendências no país. Desnecessário citar exemplos, não é verdade ? Muita gente desconfia de mera corrupção (não creio que seja o caso inteiramente, embora ela haja também principalmente no início), mas na verdade parece existir um erro de amostragem dos entrevistados, cujo origem está no próprio IBGE . O fato é que a pergunta mais comum é "onde está o eleitor de Lula ? " Está no Nordeste, sem dúvida, mas o Nordeste não decide eleição, quem decide é São Paulo, Minas, Rio e Rio Grande do Sul.

Jarbas Machioni

sábado, 2 de setembro de 2006 20:30:00 BRT  
Anonymous Cesar Cardoso disse...

Jarbas: o Nordeste não decide eleição? Decide, sim, como está decidindo agora, ao votar em massa pela reeleição do presidente. Com 2/3 do eleitorado da região votando em Lula, Alckmin teria que impor uma vitória devastadora no Triângulo das Bermudas para pagar a aposta. Como isso não está acontecendo - o candidato da oposição não consegue se descolar nem em São Paulo - vamos caminhando para termos um só turno.

sábado, 2 de setembro de 2006 20:53:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Há no blog do Gadelha uma interessante análise da pesquisa Ibope da sexta feira:
Os novos números Ibope divulgados pela Rede Globo trouxe a repetição de um dado importante: os adversários de Lula trocam intenções de votos entre si. Na pesquisa anterior, Lula teve 49% contra 22% de Alckmin, 9% de Heloísa Helena, 7% dos Outros-Candidatos e 12% de Não-Votantes (Brancos+Nulos+Indecisos), ou seja, Lula tinha 55,68% dos Votos Válidos. Nesta agora Lula tem 48% contra 25% de Alckmin, 9% de Heloísa Helena, 2% dos Outros-Candidatos e 10% de Não-Votantes (Brancos+Nulos+Indecisos), ou seja Lula subiu para 57,14% dos Votos Válidos. Não adianta inventar manchetes diferentes. É isso que conta no momento.

domingo, 3 de setembro de 2006 00:28:00 BRT  
Anonymous Antonio disse...

Na Região Norte o instituto IBOPE disse ter dificuldades para uma analise mais aprofundada! Dando um giro nos jornais da Região eu constatei a larga vantagem do Lula sobre o Alckmin, a diferença nesta Região chega a ser igual a do Nordeste. Sendo assim eu acredito que o 1% de “queda” do Lula não se confirma, acredito até que o Lula no IBOPE esteja com os mesmo 50% dos outros Institutos. Belém e Manaus se constituem dois grandes centros.

domingo, 3 de setembro de 2006 15:06:00 BRT  
Anonymous Antonio disse...

Na Região Norte o instituto IBOPE disse ter dificuldades para uma analise mais aprofundada! Dando um giro nos jornais da Região eu constatei a larga vantagem do Lula sobre o Alckmin, a diferença nesta Região chega a ser igual a do Nordeste. Sendo assim eu acredito que o 1% de “queda” do Lula não se confirma, acredito até que o Lula no IBOPE esteja com os mesmo 50% dos outros Institutos. Belém e Manaus se constituem dois grandes centros.

domingo, 3 de setembro de 2006 15:07:00 BRT  
Anonymous jose carlos lima disse...

Tenho me perguntado se o programa de Lula na TV tem desmentido a grande mídia.Refiro-me a necessidade de ser dito que o combate à corrupção tem sido mostrado pelos bandidados da mídia como prática de tal crime. Bastaria um infográfico comparativo entre os últimos 3 anos de governo Lula e os 8 de governo tucano para se colocar a questão em pratos limpos. Se bem que o TSE está fazendo muito bem o seu papel de tribunal tucano ao não permitir que um candidato a governador pelo PT cite o nome de Lula, ao não permitir que se compare o governo Lula com o desgoverno FHC. Dentre outras aberrações, como por exemplo o ministro Marco Aurélio, presidente do TSE, vir a público com sua voz de louça para, assim como se fosse candidato, combater propostas políticas de Lula, como por exemplo a da reforma política através de uma constituinte. Interessante notar que, há mais de um ano, a grande mídia criou sorrateiramente o slogan=pauta destas eleições: a ética. Após incessante lavagem cerebral, a mídia conseguiu fazer uma interface entre Lula e a corrupção mesmo se sabendo que, ao invés de praticar tal crime, o que Lula tem feito é dar duros golpes contra quadrilhas que atuavam bem antes de ele ter assumido a Presidência da República. Na verdade, tem muita gente torcendo para que Lula não seja reeleito pois asssim sendo, estes malandros não voltarão a roubar. Quanto ao TSE, é lamentável que não faça seu papel de Juiz que, assim, como num jogo de futebol, deve manter o jogo limpo. Só assim, pode ser garantida a tranquilidade aos jogadores e às torcidas, no caso, nós eleitores. O TSE chegou a proibir orientações instituições contra as queimadas temendo que isto pudesse ajudar na reeleição de Lula. Como o TSE está permitindo que o consório PFL/PSDB faça o papel de Zidane, cartão vermelho para a Justiça Eleitoral. Incrível a rigidez do TSE. Rígido sim, mas não para probir que o PFL/PSDB calunie, minta, agrida, difame. O TSE precisa, de fato, fazer seu papel de Juiz para, assim, como num jogo de futebol, garantir tranquilidade aos jogadores e torcedores. O México não é aqui.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006 07:49:00 BRT  
Anonymous jose carlos lima disse...

O tucanato e seus jornalistas chinfrins festejam por aí o baixo crescimento do PIB brasileiro. Eles deixam de citar, por exemplo, que o Japão também teve um crescimento próximo ao PIB brasileiro. Interessante verificar a qualidade de cada um dos textos. É de morrer de rir.


http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult1470u2.shtml


Fernando Canzian
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04/09/2006
O PIB e "as paradinha" de Lula
Rio de Janeiro, quinta de manhã. Minutos antes de o país saber que o PIB do último trimestre cresceu só 0,5%. A economia não vai bem.

No caminho para o IBGE, o taxista aposta que Sérgio Cabral (PMDB) leva o governo do Rio no primeiro turno. É o mais provável. Diz, "arrassstando" os "s": "Ele vem na mesma linha dos Garotinho, com 'umas paradinha' aqui, 'outras paradinha' ali. É igual ao Lula, a mesma coisa". (...)Na reta final da campanha eleitoral, fala-se agora em duas coisas: 1) em estelionato eleitoral da parte de Lula, que, assim como os Garotinho e sucessor, vai se reeleger montado "nas paradinha" pagas pelo Estado e; 2) que, entendida a lição e o esgotamento desse modelo, virá um responsável ajuste no segundo mandato de Lula, encolhendo o Estado para baixar impostos e libertar os que produzem.

É esperar para ver. A ausência do segundo ponto será a confirmação do primeiro. Fernando Canzian, 39, é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de Brasil e do Painel e correspondente em Washington e Nova York. Escreve semanalmente, às segundas-feiras, para a Folha Online.

E-mail: fcanzian@folhasp.com.br Leia as colunas anteriores



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PIB do Japão tem crescimento de 0,8% no segundo trimestre


Da FolhaNews
http://www.correioweb.com.br/noticias/materias.php?id=2678130&sub=Economia



11/08/2006
10h36-A economia do Japão registrou expansão de 0,8% no segundo trimestre (dado anualizado) e apenas 0,2% na comparação com o primeiro trimestre do ano, informou nesta sexta-feira o gabinete do governo japonês. Mesmo com resultados modestos, o trimestre passado foi o sexto seguido de expansão na economia japonesa, segundo o governo.

Os resultados baixos refletem, segundo o governo, uma redução nas exportações - devido a um desaquecimento da economia dos EUA, um dos principais destinos das exportações japonesas - e uma queda nos gastos do governo - esta, resultado dos esforços de reformas para diminuir o tamanho da máquina governamental. A expectativa dos analistas era de um crescimento anualizado em torno de 1,5% e de 0,4% na comparação trimestral.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006 09:11:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Comparar o Japão, uma economia plenamente desenvolvida, onde a população diminui vegetativamente com um país pobre e cujo crescimento vegetativo está acima dos 2% ou é má-fé ou pura burrice. Prefiro optar pela má-fé, pois duvido que um leitor deste blog seja ignorante ou faça uma comparação destas isenta.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006 10:53:00 BRT  
Anonymous jose carlos lima disse...

Ricardo, não foram os seguidores de Alckmin que alerdearam por aí que o crescimento do PIB brasileiro em 2005 só havia sido superior ao do Haiti? O tucanato adora comparar o crescimento da economia brasileira com a do Haiti, mesmo se sabendo da disparidade entre uma e outra em termos de desenvolvimento. O Brasil, se não me engano, é a 14a. economia do mundo. Jà a do Haiti deve ser quase a ducentésima. Não mudo minha opinião acerca do que comentei.

segunda-feira, 4 de setembro de 2006 17:52:00 BRT  
Anonymous jose carlos lima disse...

Ricardo, para encerrar o papo, prefiro fazer minha este comentário publicado no blog www.edu.guim.blog.uol.com.br [Vera] [Rio de Janeiro] [professora]
Não aguento mais essa história do crescimento pígio do PIB brasileiro com o crescimento espantoso da China, da Índia, da Coréia do Sul, da Argentina? Alguém aqui já foi a Bombaim para ver como é miserável a vida população de um país de crescimento espantoso? Esta semana um intelectual indiano afirmou isso com todas as letras no Globonews. Alguém já foi aos arredores de Pequim para ver como vivem os trabalhadores chineses após o crescimento "espantoso" do país? E à Coréia do Sul? E a Argentina que feliz e heroicamente conseguiu voltar a crescer depois de anos de enorme deflação? Partiu de menos de zero para 8% mais ou menos ao ano.Logo voltará ao nível anterior. Parabéns, mas já se deram conta do tamanho da população argentina, que deve caber dentro da Bahia? E o Brasil talvez seja o único país de quase 200 milhões de habitantes que se propõe crescer com inclusão social e distribuição de renda. Nem sei se isso é possível.

04/09/2006 21:24

terça-feira, 5 de setembro de 2006 07:25:00 BRT  

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