quarta-feira, 13 de setembro de 2006

"É a luta de classes, estúpido!" (13/09)

Alguns amigos fazem chacota com este jornalista porque volta e meia construo linhas paralelas entre acontecimentos atuais e passagens da Segunda Guerra Mundial. Um amigo em especial vive me criticando, por eu tentar enxergar alguma grandiosidade em eventos que no futuro não vão merecer –diz ele- nem um rodapezinho mixuruca nos livros de História. Mas a mim isso importa menos. Não dá para saber previamente que fatos vão ganhar permanência histórica, ficar como marcos do nosso tempo. Portanto, para não comer mosca, é recomendável que você preste atenção em tudo que se passa à sua volta e tente entender o que está acontecendo.

Vamos então recorrer novamente à guerra de 1939-1945. Há uma polêmica, daquelas intermináveis, sobre o lançamento das bombas atômicas americanas em Hiroshima e Nagasaki em agosto de 45. Uns dizem que o foi o último ato da Segunda Guerra Mundial. Outros defendem que foi o primeiro da Terceira. As explosões nucleares contra o império do sol nascente teriam sido –segundo essa última corrente- um ato de dissuasão dos americanos contra os soviéticos. Faz algum sentido, mas só algum. Eu continuo achando que os Estados Unidos fizeram o que fizeram porque contaram quantos soldados americanos teriam que morrer numa guerra convencional até que o Japão capitulasse.

Mas, voltemos à vidinha. Tem gente que não entende por que o PSDB radicaliza nesta reta final de uma eleição presidencial quase perdida. Ora, em primeiro lugar não existe eleição perdida de véspera. Se Luiz Inácio Lula da Silva perder para Geraldo Alckmin, vai ser uma surpresa e tanto. Mas, como se diz em Minas Gerais, eleição e mineração só depois da apuração. Em segundo lugar, e trabalhando com a hipótese mais provável, a eleição de Lula, está na cara que os lances de radicalização retórica de tucanos e pefelistas não são apenas as salvas finais de artilharia da eleição de 2006. Talvez possam ser mais bem caracterizados como os primeiros tiros da eleição de 2010.

A situação eleitoral de Lula é muito boa, mas a política nem tanto. Por uma razão básica: depois de ir às urnas para eleger o presidente, o povo volta para casa e só vai se manifestar novamente, com eficácia, quatro anos depois. Já os canais de participação política da elite estão permanentemente abertos: no Congresso, na imprensa, na sociedade civil e na assim chamada opinião pública. Você pode até se eleger contra a vontade da opinião pública, mas governar sem ela são outros quinhentos.

As estatísticas são cristalinas, basta olhar as pesquisas. Os votos que podem dar mais quatro anos a Lula no Palácio do Planalto vêm dos pretos (e pardos), dos pobres e dos nordestinos. Não fosse por essa turma, Alckmin seria o favorito na corrida presidencial. Mas, se a turma do Lula (os pretos, os pobres e os nordestinos) tem musculatura para eleger os presidentes do Brasil, a turma do Alckmin já mostrou no passado que tem energia e tutano para infernizá-los e fazê-los sangrar. E é bom que ninguém se engane: eleito Lula, haverá algumas semanas (dias) de falsa trégua. Se houver. Depois será pau puro. Os últimos movimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso são um bom esboço do futuro. Como diria James Carville, “é a luta de classes, estúpido!”.

Uma decepção e tanto para os que a imaginavam morta e enterrada.

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Este texto foi produzido para o Blog do Noblat, onde escrevo semanalmente.

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23 Comentários:

Anonymous jose carlos lima disse...

Você viu o gol do gandula durante a disputa Santacruzense x Sorocaba? A atitude do meu xará me lembra a mídia com seu papel ridículo de tentar derrubar Lula tentando fazer gol a favor do incompetente Geraldo 69 CPIs Enterradas Alckmin. Pelo visto, a mídia terá de submeter-se ao ditame das urnas, leia-se povo. Interessante de Tereza Cruvinel no seu blog no portal O Globo. Segundo ela, ao contrário do que ocorreu noutras eleições, nestas são os de baixo da pirâmide social que estão influenciando no voto dos de cima. A midiocracia fez de tudo para derrubar Lula. Inventaram mentiras, como por exemplo o mensalão, na verdade prática de caixa 2 entre candidatos a deputado e empresas privadas. Nada a ver com o governo Lula. Quanto aos vampiros, sanguessugas, e outras quadrilhas, não passam de máfias da Era Tucana desbaratadas pelo excelente Lula. Só se fôssemos loucos para trocar Lula pelo engodo chamado Geraldo. Seria a vitória da empáfia e da mentira. Há mais de um ano, através de charges, novelas, programas de humor, jornais e até caravanas de telejornais, leia-se Priscilão do Pedro Bial, batem sem parar no presidente. De um lado os cães latem em suas redes de TV, jornais e rádios. Do outro, o povo resiste como nunca. Haja coração!!!! Por tudo isso, a mídia brasileira me faz lembrar o José Carlos Vieira, o gandula conhecido como Canhoto, que fez um gol para o Santacruzense. Por sinal gol validado pela Juiza Silvia Regina. Assista a este vídeo para ver e ouvir o gol do gandula eveja as semelhanças com estas eleições, inclusive no que diz respeito ao papel do TSE que, no caso, está em campo para dar uma mãozinha para o Geraldo 69 CPIs Enterradas Alckmin. http://www.youtube.com/watch?v=h1qxIz8_BQ4

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 08:53:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Ia criticar seu post, Alon, como pessimista, prevendo que a tradição adesista da maioria dos políticos (incluindo governadores) após as eleições levaria à uma acomodação de pelo menos 2 anos, e não de poucos meses.
Depois me lembrei de Getúlio Vargas de 1950 a 1954. E da tumultuada posse de JK, de Jango, até o desembocar no golpe de 64.
Além da tradição adesista, há também a tradição golpista, sempre presente na política brasileira. Será que os redemocratizadores que hoje estão na oposição esqueceram-se do destino de JK, Lacerda e Jânio? Lacerda, arauto do golpe, cassado. JK omisso, à espera da eleição cancelada de 65 cair em seu colo, também cassado.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 09:29:00 BRT  
Anonymous Tales Faria disse...

Brilhante

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 09:38:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Muito se tem falado sobre o princípio da "Pedra no Lago". Alguns colocam em dúvida a validade deste princípio e outros acreditam que é pura balela achar que ele não vale mais.

O fato incômodo para os que ainda acreditam na "pedra no lago" é a reeleião de um presidente no primeiro turno considerando que ele apanhou durante um ano, sem trégua, destes "formadores de opinião".

Acredito e espero que a reeleição do Lula abra uma nova fase na política brasileira, na qual a opinião não seja monopolizada por um grupo tão restrito (como hoje é a mídia nacional). É pagar pra ver, Lula ainda tem muito à nos surpreender.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 10:10:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A foto da senhora Alckmim oferecendo um santinho a um jovem soteropolitano neste 13/09, e este recusando-o, retrata a geografia eleitoral destas eleições 2006. Confirma e representa a veracidade do voto espontâneo nas regiões norte e nordeste. É o epitáfio dos "formadores de opinião", que terão que reciclar para recuperar credibilidade.

Rosan de Sousa Amaral

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 11:17:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A foto da senhora Alckmim oferecendo um santinho a um jovem soteropolitano neste 13/09, e este recusando-o, retrata a geografia eleitoral destas eleições 2006. Confirma e representa a veracidade do voto espontâneo nas regiões norte e nordeste. É o epitáfio dos "formadores de opinião", que terão que reciclar para recuperar credibilidade.

Rosan de Sousa Amaral

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 11:17:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Discordo de vc, Alon. Se eleito, creio que Lula vai tentar montar uma "nova política", onde a fundação de um novo partido não está descartada. Se Lula governar com o povo, a oposição vai tentar, mas vai conseguir pouca coisa. Quem manda é o povo (se ele perceber que manda), não é a oposição e se Lula governar com ele (o povão), terá um aliado muito forte.
Com Lula, o povão percebeu que tem valor, dái o fim do tal efeito "pedra na lagoa". E é isso que mais incomoda as "Folhas, Estadões e Vejas", a mídia não quer aceitar o fato de ter se tornado desimportante nessa escolha de candidato. As águas ainda vão rolar, as mídias tucanas vão se armar, mas vão perceber que as coisas estão diferentes agora, ainda mais se Lula conseguir apoios e fizer um governo ainda melhor num eventual segundo mandato.
E tudo isso deve-se a FHC e sua tropa tucano-pefelista. Inventaram a reeleição, fizeram um governo tão ruim que elegeram Lula. Agora estão desesperados e não aceitam a nova escolha do eleitor.
Meu jovem, como nós todos sabemos, tem muita coisa em jogo. Até cargo de reitor em Universidade Federal está envolvido nesta disputa. As águas vão rolar e bastante...

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 11:24:00 BRT  
Anonymous SERGIO MAIDANA disse...

Interessante sua opinião sobre "luta de classe".

Da mesma forma que a imprensa fazia a leitura de Vargas, faz agora de Lula.

Ninguém comenta que o dono do Itaú falou que vota no Lula e que a maioria dos grandes investidores apoiam Lula. Todo mundo esqueceu ou se vendeu, e ainda vem dizer que "Lula é esquerda", é povo, etc.

Ninguém questiona que é compra de voto aumentar de 3 milhões de famílias para 11,2 milhão em apenas 3 anos o bolsa família (ou voto família).

Se fosse a "direita" que tivesse feito isso, seria uma coisa de coronel, mas como é a "inocente esquerda" passa a ser uma "revolução" no Brasil.

Pior do que perder a noção da realidade é perde o senso crítico e a visão da decência.

Quanto ao seu artigo (que li no Noblat): Nota 5 - comece a pensar que a história sempre se repete e que todos demagogos sempre escondem que roubam e dizem que estão com o povo (geralmente eles compram os "formadores de opinião" como está ocorrendo nesta eleição que a maioria dos articulistas venderam a sua opinião)

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 12:10:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Obrigado pela nota 5. Significa que fui aprovado. Já é alguma coisa. Obrigado principalmente por participar do meu blog. A idéia é essa mesmo: debater.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 12:25:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Concordo completamente com o leitor Sergio. Lula faz políticaria, não Política. Seu coronelismo eletrônico nada tem a ver com "esquerda" ou "pobreza", mas com compra de votos na base do dinheirinho (ou alguém me mostra que os índices de tratamento de esgoto na Paraíba melhoraram nos últimos 4 anos?).
Seu marketing atual é ancorado no televangelismo e auto-ajuda, o que explica sua "canonização em vida" que acontece nos estados do Nordeste. Nada tem a ver com o que ele faz, mas somente com o que "representa". Ou seja, discurso e prática completamente díspares.
Eu rejeito a idéia de que minha educação e opinião deva se "ajustar" à vigarice nacional vigente. Os nazistas também pediam aos intelectuais e judeus para se ajustarem ao "chamado nacional", e deu no que deu.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 13:00:00 BRT  
Anonymous evelin@unisystem.com.br disse...

Lula já ganhou,nao epenas , pelos Nordestinos e negros, mas porque 90% da população é pobre, e está cansada de partidos de direita como PFL e PSDB, onde o Brasil, foi privatizado para mais de 27 empresas, onde tinhamos divida com o FMI, onde nao tinhamos programas de inserção social,onde jovens tem facil acesso á Universidade, um governo que nao gosta de pobre, como o José Serra, que com a higienização do Centro, expulsou mais de 400 familias do Centro de São Paulo. Lula, vai ganhar, porque é o primeiro governo, onde tem programas de inclusão social, entre outros e auto-suficiencia no Petroleio, entao os Nordestinos e Pretos que voce fala não são obtusos, são um povo que está cansado de ser manipulado.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 13:20:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Não sou preto, não sou pardo, não sou pobre, não sou nordestino...E acho que Lula é o mais importante presidente da hisatória deste país, desde Getulio Vargas. Voto, com mais alguns milhões de iguais a mim, nesse nordestino apertador de parafusos, que tira o sono das elites.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 15:50:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

É meu amigo o certo e, que poucos consequem ver é que a opinião publica tomou dimensões como nunca visto antes, hoje em dia os pretos, os pobres e os nordestinos, estão, sem sombra de duvidas, jogando suas pedrinhas no lago, mostrando o que eles pensam em alto e bom som e o que é legal em condições de igualdade com a outra parte da opinião publica, ao analizar a opnião publica velha e tradicional(TV,Radio,Jornal impresso...)logo se conclue que ela tem peso quase nulo, pouco relevante na atualidade, na internet então nem se fala, os velhos representantes e formadores da mesma OP, são patrulhados e quando fogem da realidade com comentarios que não agrada A mais B são masacrados em praça publica, logo a sua teoria na pratica terá quase nenhuma chance de dar certo, nós os pretos, os pobres e os nordestinos, estaremos prontos p/ rebater qualquer tentativa de golpe.Em tempo no primeiro semestre do ano, 835 mil pessoas compraram seu primeiro computador. Outras 535 trocaram as máquinas antigas por outras mais novas. Desse total de 1,37 milhão, 240 mil foram conseguidas por meio do programa Computador para Todos.

Os dados foram divulgados na última terça-feira (12) pela Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica, conclusão: aumenta a diversidade na opinião publica.A classe C quer falar... saudações Jorge.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 16:15:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

Como o anonônimo acima, também não sou preto, pardo, pobre ou nordestino. Mas minha posição é ainda mais radical. Acho que Lula é, em termos de significado histórico, o mais importante presidente que a República teve. Getúlio, com a modernização que seu governo representou, ainda foi o resultado de um rearranjo exclusivamente elitista.

Com Lula, pela primeira vez na História alguém que se origina, representa e se identifica diretamente com camadas sociais fora da elite se elegeu Presidente. O significado e a importância disto não devia escapar a ninguém que queira pensar sobre o que está acontecendo no Brasil nestes anos.

E Alon, obrigado por trazer à tona o conceito de "luta de classes". O estranhamento e o quase pãnico que a expressão causa me valeram umas boas risadas no blog do Noblat.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 16:44:00 BRT  
Anonymous Fernando Trindade disse...

Alon, não sei se você viu mas a Veja, (isso mesmo, a Veja!) não a desta semana mas a da semana passada finalmente enxergou o fenômeno que as pesquisas nos trazem e do qual você trata. Júlia Duailibi assina a matéria, que apesar do título e entretítulo marotos, está até interessante.A certa altura, meio incrédula, meio brigando com a realidade, a autora indaga:"Estaria o Brasil reeditando o anacronismo da luta de classes em pleno alvorecer do século XXI?" Ora, não há anacronismo na luta de classes. Há uma confusão aí. Anacrônicos são a teoria e a prática (economicistas) que trataram da luta de classes nos Sécs. XIX e XX. Daí o nonsense das candidaturas do Rui Pimenta e, em grau menor, da Heloísa Helena.

Tal economicismo vinha 'fazendo água' desde o pós-segunda guerra e acabou de naufragar com o fim do Comunismo. Mas o naufrágio do economicismo não é o naufrágio da questão econômica, nem da luta de classes,nem do materialismo. Só que agora a questão econômica (e a luta de classes) são mediadas, cruzadas, mescladas, mesmo relativizadas, com as questões de gênero, 'raça', ecologia, enfim, com as diversas linguagens do humano.Com todo respeito ao velho Marx, temos que ler mais o Segundo Wittengestein do que ele hoje.


Enfim, para mim você acertou na mosca, mais uma vez. Apenas acho que a expressão 'luta de classes' tem significado diferente do que tinha na época dos PCs.E atenção: para aceitar que a luta de classes é um fato e que no momento ela se agudizou no País não é necessário ser marxista não. Aliás, nem mesmo ser de esquerda.

Para terminar, que já tá longo, a polarização que as pesquisas estão mostrando tem a dimensão da nossa desigualdade. Assim quem quiser acabar com o 'mal estar' da polarização deve trabalhar pesado para diminuir a desigualdade..
Atenciosamente. Fernando Trindade

quarta-feira, 13 de setembro de 2006 19:17:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Minha avó, que nasceu analfabeta e assim morreu, certamente diria a respeito da tese da luta de classes nas eleições de 2006 no Brasil: "mentes que acreditaram por mais de uma década no materialismo dialético são capazes das mais vertiginosas elocubrações, especialmente aqueles que pisaram em Pyongyang".

De um lado da luta, os rentistas dos juros Palocci-Malan, os financistas do câmbio sobrevalorizado e o lúmpen que recebe a migalha que cai dessas mesas faustosas; do outro, o proletariado da Wolkswagen, os 45% de desempregados que são jovens menores de 24 anos e os "burgueses" que ganham mais de cinco salários mínimos ou têm mais que o segundo grau.

Ah, ah, ah. Luta de classes! O marxismo já esteve mais bem servido neste mundo! Os caras cortavam cabeças no atacada, mas pelo menos tinham uma sobre o pescoço. Gramsci, por exemplo, costumava lembrar do "pacto" entre os ricaços do Norte e os ignaros do Sul para manter o status quo na Itália.

Bons tempos, bons tempos.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006 12:39:00 BRT  
Anonymous Guilherme Barroso disse...

Bela análise.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006 13:03:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Anônimo, Volkswagen é com "v". E quem foi que pisou em Pyongyang?

quinta-feira, 14 de setembro de 2006 14:00:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Volkswagen é com V? Desculpe. É que eu fui alfabetizado pelo Prof. Delúbio, professor lá em Goìás. Se eu me expresso desse jeito em português, imagine em alemão...

Mas que o seu comentário foi de uma importância transcendental, isso foi! Nunca se fez neste País um comentário tão inteligente como esse!

quinta-feira, 14 de setembro de 2006 14:33:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

E o Delúbio é professor de matemática, não de português.

quinta-feira, 14 de setembro de 2006 14:36:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

É mesmo. O Klinger é que é Professor de Ética, he he he.

Deve ser uma luta ficar acordado nessa classe. Uma luta de classe!

quinta-feira, 14 de setembro de 2006 14:42:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Anônimo, você deveria sair do anonimato. Você é o cara mais bem humorado que já apareceu neste blog. Ah, sim, quem esteve em Pyongyang fui eu. Contei isso neste blog. Está no link http://blogdoalon.blogspot.com/2006/08/
balano-preliminar-de-uma-guerra-que-no.html
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quinta-feira, 14 de setembro de 2006 15:04:00 BRT  
Anonymous Evelin Medeiros Lisboa- evelin@unisystem.com.br disse...

Alias, esta eleição, é um dos maiores atos históricos , de mídia preconceituosa e sem ética. Os nordestinos e negros, estão sendo vitimas de preconceito, de uma mídia que quando a população não concorda com suas ‘’opiniões formadas’’, ela é considerada, obtusa. Engraçado, estes mesmos eleitores pobres, nordestinos e negros, quando fizeram o que a mídia impôs, ao votarem na reeleição do FHC, eles não eram obtusos, mas quando tomam suas decisões sem influenciarem-se, são considerados ignorantes. O povo nordestino é digno, Pernambuco, como exemplo, é um dos estados, com maiores historias de revolução, o nordestino tem um valor histórico e cultural gigantesco e a mídia os julgam como ignorantes. Como se o povo do Sul e Sudeste, fosse uma raça superior, é incrível preconceito de brasileiros para brasileiros. Parem de fazer esta analogia de pobres, pretos e nordestinos, felizmente o povo está cansado da manipulação e reconhece um governo que trabalha com a inclusão, por isso Lula já ganhou, estou dizendo isto, indiferente da minha agnação político, pelo mesmo.

terça-feira, 26 de setembro de 2006 14:04:00 BRT  

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