segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Lições de História (18/09)

Você sabe que o ex-presidente Getúlio Vargas é tema permanente neste blog. O antigetulismo foi moda durante quase trinta anos na esquerda brasileira (PT), até Luiz Inácio Lula da Silva descobrir que poderia se apoiar em Vargas (e Juscelino Kubitschek) para resistir às pressões dos adversários que o querem fora do Palácio do Planalto. Bem, nesta altura do campeonato você já sabe que um segurança do presidente foi acusado de estar envolvido em um suposta tentativa de compra, pelo PT, de um dossiê contra candidatos tucanos. O segurança nega. Enquanto a coisa rola, talvez você queira ler um pouco sobre as circunstâncias que levaram ao suicídio de Getúlio Vargas, conhecer um pouco mais sobre Carlos Lacerda, Gregório Fortunato, o Major Vaz, a rua Tonelero e a República do Galeão. Separei três links, para três textos do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC), da FGV. São eles:

João Goulart, o aumento do salário mínimo e o Memorial dos Coronéis

O início do fim: das tentativas de impeachment ao atentado da Tonelero

O cerco se fecha: da República do Galeão ao suicídio de Vargas

Na foto acima (clique para ampliar), a multidão toma a Praia do Flamengo no cortejo fúnebre de Vargas, em 25 de agosto de 1954. Este post não tem intenções alarmistas. Getúlio se matou porque não tinha outra arma, além do suicídio, para enfrentar os inimigos que queriam sua deposição. Lula tem uma provável reeleição à frente. Mas a leitura pode ser um roteiro interessante sobre o nexo entre o passado e o futuro. Talvez seja útil para dar pistas sobre o que será o ambiente político num eventual segundo governo de Lula.

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