segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Duas passionalidades de que se desconfiará sempre (11/09)

O coronel Ubiratan Guimarães, o do massacre do Carandiru, foi morto num crime aparentemente passional. A polícia vai dizer. Pouco importa. É inevitável o surgimento de uma mitologia sobre o coronel e sua morte. Foi assim com João Pessoa, também morto por motivo passional, em 1930. Até hoje tem gente que acha que o crime foi político. Na época, ajudou a desencadear uma revolução. Se a realidade é insatisfatória, que venha a mitologia. Guimarães ficará como mito, especialmente nesta era em que a defesa dos direitos humanos perde aceleradamente prestígio para a defesa dos humanos direitos.

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5 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Peço que explique melhor o que quer dizer com "humanos direitos", em contraponto a direitos humanos? Será OS HUMANOS CORRETOS(?), ou os novos DESC ? (direitos econômicos, sociais e culturais)
???

segunda-feira, 11 de setembro de 2006 21:11:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

humanos corretos, direitos,
versus os manos

direito dos direitos
direitos dos humanos direitos

versus

direitos dos manos
dos humanos errados, não direitos
direitos dos humanos não direitos

difícil de explicar o trocadilho...

resumindo:
direitos dos humanos direitos
versus
direitos dos humanos não direitos

momento de refletir sobre o significado dos direitos humanos...............
a começar pelo direito
à vida, do cel Ubiratan

segunda-feira, 11 de setembro de 2006 21:18:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Nem de longe me perfilo entre aqueles que consideram o Coronel Ubiratan um herói. Acho-o um errático que deveria estar aposentado. Seu crime foi fazer apologia de um massacre ao explorar politicamente uma tragédia, quando usou o número 14.111 com 111 fazendo alusão ao ocorrido.
Mas se fosse jurado em seu julgamento, muito provavelmente absolveria-o. O muito provavelmente é por conta de maiores inforamções que porventura desconheço, e a promotoria poderia apresentar.
Mas duvido que houvessem policiais (incluindo o Cel. Ubiratan) que quisessem assassinar deliberadamente 111 presos. Se assim fosse porque não fizeram o "serviço completo" com mais 200 ou 300 que também estavam rebelados?
Os 111 mortos não deixam margem de dúvida que a invasão foi um desastre. Mas daí a condená-los por assassinato há uma grande diferença.
Falta a motivação para o crime. Não consigo enxergar razões políticas (salvo o Governador Fleury que possivelmente queria mostrar autoridade, ao não negociar por mais tempo e vencer pelo cansaço a rebelião), nem de promoção na carreira policial. Pelo contrário qualquer policial sabe que mortes abririam inquéritos que só poderiam prejudicar suas carreiras.
Tãopouco consigo ver razões passionais presente em dezenas ou centenas de policiais (não haviam policias nem agentes peninteciários como reféns).
Vamos entender que invadir um presídio é algo que nenhum policial gosta de fazer. Se você é emboscado pode virar refém, e sua arma cair nas mãos de criminosos acostumados a seu manuseio. Qualquer movimento brusco, qualquer pessoa escondida muito próxima, induz à atirar. Presos correndo com qualquer coisa na mão poderia ser uma arma.
Quando temos força policial, é para que a força seja usada na medida do necessário, desde que dentro da lei. Condenar por erros advindos do risco, aqueles que tem a responsabilidade legal de correr esses riscos por nós, não considero correto.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006 23:02:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

3 passionalidades: e o PC Farias?

terça-feira, 12 de setembro de 2006 10:44:00 BRT  
Anonymous Frank disse...

Estou com o José Augusto: "Condenar por erros advindos do risco, aqueles que têm a responsabilidade legal de correr esses riscos por nós, não considero correto".
A não que se prove que a orientação do comando da tropa fosse: "vamos matar 111 para dar o exemplo..".
Entrar em uma enrascada dessas, sem a energia e a força necessárias, é - no dito popular - "dar mole".

Fosse eu a perfilar como policial naquele epsódio, entraria com o dedo firme no gatilho e não hesitaria de, na dúvida, atirar primeiro e perguntar depois. Invadir um presídio amotinado não deve ser brincadeira.

terça-feira, 12 de setembro de 2006 13:10:00 BRT  

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