quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Datafolha sem novidades (06/09)

Notícia é sinônimo de novidade. No dicionário. No jornalismo, notícia é algo que tem atualidade e interesse geral. Não necessariamente é uma novidade. Às vezes, a notícia está em não haver novidade alguma. O Datafolha de hoje não traz novidades. É uma ótima notícia para Luiz Inácio Lula da Silva e uma péssima notícia para Geraldo Alckmin. O tucano continua com o mesmo problema de sempre. Ninguém se elege presidente no Brasil se for esmagado eleitoralmente no nordeste e na base da sociedade (os pobres). Aliás, ninguém se elege a nada importante no Brasil se não tiver apoio político entre os pobres. Bem, faltam pouco mais de três semanas para o primeiro turno. Pode ser que os tucanos ainda tenham coelhos para tirar da cartola? Sei lá. Mas, pelo andar da carruagem, o PSDB vai levar desta eleição o troféu de maior "viajada na maionese" da história político-eleitoral do Brasil: apostar num levante das classes médias em defesa da moralidade pública como o caminho para derrotar um líder político popular com a musculatura de Lula.

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5 Comentários:

Blogger Paulo C disse...

Ainda não me convenci que o plano dos grão-tucanos não era perder mesmo para deixar o caminho de 2010 aplainado (e se livrar do incômodo Alckmin e suas estripulias de aparelhamento). Neste momento Serra e Aécio já devem estar montando seus planos para a próxima eleição. Não acredito muito que a liderança do PSDB tenha entrado nesta às escuras. Até Tasso se benefiou, podendo apoiar sem remorso o candidato de Lula no Ceará.

Já Alckmin, este nunca existiu, é só uma ilusão de ótica, uma daquelas imagens que ficam depois que olhamos para uma luz muito forte. A luz no caso se chamava Mario Covas. Se nosso gerente parar com a escalada retórica e voltar ao normal, deve conseguir sair da armadilha que lhe armaram, com cacife para atingir seu objetivo político natural, a volta triunfal á prefeitura de Pindamonhagaba. Se continuar esperneando acaba em terceiro e se elege quando muito a deputado estadual.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006 01:50:00 BRT  
Anonymous Kleber disse...

Disso tudo muita coisa a ser feita. Uma com urgência: o jornalismo. Para que não se perca, aquilo que era a flor do acontecimento. Os blogs podem encaminhar um pouco essa empreitada, mas só no papel ela se realiza. O papel ainda é a materialidade mínima para a transcendência popular. Abraços, saúde e sorte!

quarta-feira, 6 de setembro de 2006 08:25:00 BRT  
Anonymous jose carlos lima disse...

Noto que o portal UOL/Folha, diante destaca de forma escondida que, mesmo após os ataques de Alckmin contra Lula, este continua subindo. Quando este assunto deveria ser a manchete do dia, o portal tucano prefiriu destacar em letras garrafais que, segundo o TSE, "50 % dos votos nulos não anulam eleição". Pelo jeito, arrrumaram mais um candidato para derrubar: o Doutor Nulo. Que coisa mais esquisita esta nossa imprensa. Ainda não se deram conta de que, se antigamente os cismas ocorriam contra o poderio do Papa, hoje a ruptura é contra os meios de comunicação com toda a tecnologia a seu dispor. Um aparato que, incluido programas de humor, novelas, charges, jornais, rádios, atacam Lula. De um lado os cachorros latem contra Lula. Do outro, o povo defende o nosso querido presidente. Haja coração!!!! Ah, estou em Nova York, no vale do Rio Paranaíba, no Maranhão. Estou de férias. Nova York é Lula de cabo a rabo. O Geraldo está jogado às cobras. É de dar pena.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006 09:34:00 BRT  
Anonymous Cesar Cardoso disse...

O jogo está praticamente terminado.

A grande lição desta eleição é que continua valendo a máxima de James Carville, "it's the economy, stupid". A campanha do candidato da oposição e boa parte das classes A e B não entenderam, ou não quiseram entender, isso e se encaminham para uma derrota acachapante.

Aí botam a culpa no povo. Coitado do povo. Culpado por não pensar como a elite... :P

quarta-feira, 6 de setembro de 2006 09:55:00 BRT  
Anonymous Tanuz Azar disse...

Deputado, Ontem participei, aqui no Belenzinho, de um jantar em que estavam presentes, entre outros, vários funcionários públicos municipais. Fiquei impressionado com os comentários que ouvi sobre as eleições, mais impressionado ainda com a estratificação das opiniões. De umas trinta e poucas pessoas que ouvi opinar, mais de vinte votarão no Serra, sendo que as poucas que disseram que não votarão são funcionários do município, e têm lá seus argumentos para votar contra ele mesmo sabendo que não mudarão o resultado da eleição. Das mesmas trinta e poucas, outras vinte, ou mais, votarão no Suplicy, as que não o farão, na maior parte, declararam detestar a Marta; ao contrário desses últimos, os funcionários municipais votam em Suplicy para contestarem o voto que deram a Serra prefeito. Para Presidente o quadro é dividido, tendendo para o Alckmin, mas foi interessante notar que todos os que eu sabia serem funcionários municipais, declararam votar em Lula, por motivos diversos, mas a maior parte por oposição a Alckmin; houve quem dissesse que Alckmin tem um discurso "muito para os ricos" e que por isso perdará a eleição. Outra coisa interessante é que mesmo os que declaram voto em Alckmin dão a eleição dele como perdida e alguns usam o mesmo argumento do discurso para os ricos. Para deputados, tanto estaduais com federais, quase nenhum dos presentes tinha definido seu voto, e olhe que são pessoas que, pelo menos eu imagino, estão bem acima da média em termos de informação. Aali seria um ótimo local para os que já definiram seus votos tentarem conseguir mais alguns para seus candidatos, mas ninguém fez isso, ninguém mesmo! As pessoas pareciam até ter vergonha de citar nomes de deputados!
ps. Esto repetindo aqui comentário que fiz nos blogs do Jefferson e do Zé Dirceu.

quarta-feira, 6 de setembro de 2006 11:09:00 BRT  

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