sexta-feira, 15 de setembro de 2006

Até agora, a campanha negativa é um furo n'água (15/09)

Saiu hoje a pesquisa Ibope-CNI. Até agora, é um furo n'água a campanha negativa contra o presidente/candidato Luiz Inácio Lula da Silva. A bem da verdade, por enquanto só quem se sai bem na área da oposição é o marqueteiro do tucano. O programa de tevê do ex-governador é só um pouco menos bem avaliado que o de Lula. Uma façanha, dado o abismo de intenções de voto entre os dois. Alguns números sobre o (nenhum) efeito dos ataques ao presidente:

* Fora o idílio pós-posse, o governo Lula tem hoje o seu mais alto ótimo+bom (49%)
* A aprovação do governo está no nível mais alto desde o início da crise política, em maio de 2005 (62%, contra 32% de desaprovação)
* A nota do governo está no nível mais alto desde o início de 2004 (6,6)
* A confiança no presidente voltou ao mesmo nível estatístico (58%) em que estava antes da eclosão da crise
* Nunca tantos (61%) acharam o governo Lula melhor do que o FHC
* E, finalmente, para espanto geral, Lula e Alckmin têm hoje a mesma taxa estatística de rejeição (32% x 31%). Ou seja, pelo menos como hipótese, a campanha negativa de Alckmin gerou mais rejeição a ele mesmo do que a Lula

Clique aqui para ter a pesquisa na íntegra e ver a intenção de votos (nada mudou, apenas alguns indecisos se decidindo, sem influir no resultado) e outras informações.

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6 Comentários:

Blogger Paulo C disse...

Considerando que 12% dos eleitores ainda declaram desconhecer Geraldo Alckmin, há espaço para que ele termine a campanha com rejeição maior que a de Lula.

Acho que aí ele cai para a segunda divisão e vai disputar a Prefeitura de Pinda.

sexta-feira, 15 de setembro de 2006 14:50:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

Meu, quando terminar essa eleição vou colocar uma foto bem grande do Serra no meu quarto. Primeiro é que é pra espantar mosquito e segundo é que graças aos esforços dele, Lula conseguiu o primeiro e o segundo mandato.

sexta-feira, 15 de setembro de 2006 16:13:00 BRT  
Anonymous Fernando disse...

Houve um tempo em que o eleitorado se mobilizava por causas mais nobres. Nas últimas quatro eleições presidenciais, não faltaram temas a centralizar a atenção do eleitor. A campanha presidencial deste ano, ao contrário das campanhas anteriores, se ressente da ausência de uma grande causa, ou de um tema consistente que empolgue o eleitorado, e o mobilize em torno de um ou mais candidatos. Por paradoxal que pareça, num momento em que o país atravessa uma de suas maiores crises éticas, em que o crescimento econômico é medíocre, em que a segurança do cidadão corre riscos, em que o ensino público e a saúde estão em completo abandono, o eleitorado parece não estar sensibilizado por nenhuma destas questões ou, de fato, não acredita que algum dos candidatos seja capaz de resolve-las. Diante da incapacidade ou falta de credibilidade da oposição de empunhar uma bandeira que, de fato, mobilize a sociedade, Lula ocupou o seu espaço, e usando e abusando da máquina governamental, empunhou a única bandeira que lhe restou após quatro anos de medíocre governo, ou seja, o assistencialismo. E com isso conseguiu o apoio maciço das camadas mais carentes da população. Resultado: muitíssimo mais do que a educação, a segurança, o crescimento econômico e a ética na política, o que está mobilizando o eleitorado em favor de uma candidatura é a dependência desta esmola governamental intitulada Bolsa Família, que os membros do governo preferem denominar “política de transferência de renda”. Desta forma, esta campanha, que já ganha o titulo de a mais desanimada dos últimos tempos, corre o risco de se transformar na mais medíocre de todas.
VEJA MAIS: http://blogdofasoares.blogspot.com/

sexta-feira, 15 de setembro de 2006 17:12:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

ai ai, os tucanos continua a chamar o Bolsa família de esmola. Não aprendem mesmo. Deve ser difícil entender o mundo real a partir da Daslu.

sábado, 16 de setembro de 2006 10:55:00 BRT  
Anonymous Cesar Cardoso disse...

Ganhando um ponto por semana, a oposição conseguiria forçar o segundo turno... se a eleição fosse no final de novembro.

Pena que é daqui a 15 dis.

sábado, 16 de setembro de 2006 11:22:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Errado, Alon. A campanha negativa funcionou muito bem. Alckmin está crescendo mais aceleradamente agora do que antes. Isso é um fato inegável. Além disso, nos estratos mais informados, deixa Lula comendo poeira, e este crescimento se deu a partir das lembranças de lambanças petistas.
Mas é que a quantidade de votos que Lula consegue no Nordeste, em cima de sua cristianização canônica, o mantém na liderança.

sábado, 16 de setembro de 2006 11:49:00 BRT  

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