terça-feira, 8 de agosto de 2006

Uma boa análise sobre a situação militar e diplomática no Líbano, no The Times (08/08)

A proposta libanesa de posicionar o Exército no sul do país para criar uma zona-tampão entre Israel e o Hezbollah é um passo na direção da paz. Resta saber se os militares e o governo do Líbano terão força e autoridade para evitar o rearmamento da guerrilha. Possivelmente, precisarão da ajuda de tropas internacionais. A França é a principal candidata a comandar esse contingente, pela sua ligação histórica com o país e pela influência que exerce nas facções libanesas pró-ocidentais. O Irã e a Síria resistirão a essa solução, pois pretendem manter o Hezbollah como elemento gerador de uma guerra de atrito com Israel na fronteira norte. De todo modo, você que freqüenta este blog já tinha lido no dia 15 de julho (ou seja, há três semanas) que "Israel deixou claro hoje que seu objetivo militar é empurrar o Hezbollah para a margem direita (norte) do rio Litani (além de recuperar os dois militares seqëstrados). A primeira opção dos israelenses parece ser pressionar o governo libanês para que ele próprio desloque o Hezbollah para o norte, e para que coloque seu (do Líbano) exército como uma força tampão, de dissuasão, entre a fronteira israelense e a milícia fundamentalista islâmica, que além disso deverá ser desarmada. A aposta israelense é que a pressão militar sobre o Líbano forçará Beirute a aceitar essas condições e impô-las ao Hezbollah". Bem, se você quer ler uma reportagem analítica bem equilibrada sobre a situação militar/diplomática no Líbano clique aqui para ir ao site do The Times, de Londres, e leia Slow progress towards Lebanon deal, de Richard Beeston.

Clique aqui para assinar este blog (Blog do Alon).
Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

1 Comentários:

Anonymous Daniel G disse...

Aos meus olhos é impressionante a parcialidade nas palavras do analista do The Times. Aparentemente ele não leu o texto dos Estados Unidos e França.

"...a buffer must be built to separate Israel from Hezbollah, particularly its deadly arsenal of long-range rockets."

deadly arsenal ? long-range ?

A França ira liderar um exército de 15,000 soldados ?

Me parece outra guerra.

Os nomes de Syria e Irã são a toda hora ditos. O texto prega claramente a idéia de Irã e Syria por trás do Hezbolla, e em nenhum momento menciona os interesses Americanos na região...

Mortais são os F16 de Israel...

O Libano está destruído e não irá se voltar contra o Hezbollah. O Hezbollah não irá se desarmar.

Ao final das negociações de paz A Sra Rice Irã dizer que os Estados Unidos tentaram de tudo para conseguir a paz mas todas as tentativas se esgotaram, agora só resta destruir o Irã....

como ela mesmo já falou :

“We're going to know who really did want to stop the violence and who didn't,”

A análise é fraca e aparentemente fala de outra guerra.

Na minha opinião melhor é ler:

Jonathan Cook e Stephen R. Shalom no site da Znet nos artigos do dia 8

http://zmag.org/weluser.htm

No Final quem perde é o Libano.

Um abraço.

Daniel

terça-feira, 8 de agosto de 2006 21:55:00 BRT  

Postar um comentário

<< Home