sábado, 19 de agosto de 2006

Um bom programa de Alckmin (19/08)

No programa de hoje (noite), Geraldo Alckmin começou a falar mais decisivamente sobre o futuro. Foi a primeira vez em que seu programa esteve melhor que o de Lula, na minha opinião, claro. Parou de querer competir com Lula no "social" e começou a falar mais diretamente para o seu público (menos impostos, mais empregos). Afirmou diversas vezes que tem um plano nacional de desenvolvimento. O eleitor gosta de planos, gosta de sonhar. Lula esteve bem, como já vinha bem antes, ainda que continue muito focado no passado. Alckmin foi que melhorou. Vamos ver como os marqueteiros de Lula fazem a ponte entre o passado e o futuro. Os fundamentos dessa ponte estão no conceito de que é melhor continuar o que está dando certo, em vez de começar de novo. Mas será preciso especificar, concretizar mais. O jogo está ficando bom.

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6 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Não se iluda Alon, não vai dar em nada esses programas do Alckmin. Lula vai aguardar para ver os efeitos e se, por um acaso, esse "estilo" de programa funcionar (o que não acredito , pois já tem um ano de "não-funcionamento"), Lula tb vai atacar Alckmin e "zerar" as coisas. Besteira.
O horário eleitoral, por si somente, não tem condições de mudar os rumos da eleição, só um fato econômico muito grave e a curto prazo, que gerasse uma alteração negativa no bolso do pessoal.

domingo, 20 de agosto de 2006 01:34:00 BRT  
Anonymous Diogo RO disse...

Este blog assim como o do Noblat está muito partidarista... ou melhor muito lulista...
Mas ainda assim qualidade dos textos éh excepcional... olhe a opinião de cinco mil pessoas de qual foi o melhor programa eleitoral até agora em
eleicoes.uol.com.br

domingo, 20 de agosto de 2006 02:04:00 BRT  
Anonymous Paulo Araújo disse...

Olá Alon

Eu me situo no grupo de eleitores que hoje não encontra representação política, considerando o atual quadro partidário brasileiro. Voto para derrotar um candidato e suas idéias.

Penso que a derrota política do lulo-petismo neste 2006 seria um bem para o país. Minhas razões não são muito diferentes das que correm pelos blogs. Não vou enumerá-las porque você e seus leitores certamente as conhecem.
Hoje, Lula fez uma enfática defesa da reeleição, dizendo que “mudou de idéia”. Tudo indica que Lula deve vencer. Além dos seus méritos (suas escolhas morais, certo?) Lula tem a seu favor uma oposição doce. O “bom-mocismo” psdebista atua candidamente para a reeleição do Chefe. Na minha opinião, 2006 são favas contadas. O que está em curso já é com vistas a 2010.

O que pensar sobre a “mudança de idéia” do Lula no quesito “reeleição”, considerando seu notório oportunismo político? Não estaria ai uma explicitação do desejo do terceiro mandato?

Falando francamente, quais as chances de continuidade do projeto petista (estado democrático de direito como instrumento para um projeto de poder que se quer universal) sem a personalidade do Chefe? Você, que tanto aprecia história, sabe que partidos políticos alicerçados no personalismo do Chefe não sobrevivem se este se vai. Enfim, para quem Lula iria transferir sua “herança política” em 2010? Patrus Ananias?! Luis Dulci?! Dilma?! Mercadante (argh!)?! Suplicy?! Berzoine?! Quem?

Não sei se você acompanha a política mineira. A foto de hoje no jornal Estado de Minas é emblemática: Aécio e Pimentel, prefeito petista de BH, juntos. E você sabe que por aqui uma imagem como essa vale mais que mil discursos. Aécio articula o seguinte com apoio de setores do petismo mineiro: Pimentel ocuparia a vaga aberta em 2010 e Aécio sucederia Lula. Aécio é o plano B de Lula. Obviamente, Lula sempre preferirá Lula. Mas essa preferência esbarra nos limites constitucionais. No entanto, nada que uma “reforma política” não dê conta de ajeitar, sobretudo se sua popularidade estiver alta e a corrupção da política permanecer método. Lula, como fez em 2003, vai continuar em campanha. Não sei se terá força para mudar a constituição. Acredito que não. Mas, como estamos no Brasil...

Por último, um comentário a respeito do teu comentário sobre a campanha de Alckmin. Pertenço à corrente de opinião que pensa ser necessário usar o horário eleitoral para a desconstrução do mito (do homem e do partido). Serra, desse ponto de vista, seria muito mais eficaz. Tem preparo intelectual e político que conhecemos de longa data. Alckmin foi a escolha do fraco para derrotar o forte. Um erro (será?) do PSDB. Pelo menos São Paulo ficará, ao que parece, livre do Sr Moustache.

Enfim, o comentário. Você escreveu neste post sobre a melhora na campanha do tucano: “e começou a falar mais diretamente para o seu público”. Este é o ponto da minha discordância: o que está em disputa nesta campanha não é o “público” que já é do Alckmin. O que está em disputa é crescer eleitoralmente sobre o “público” do Lula. É retirar “votos intencionais” do seu principal adversário. Aparentemente, e espero estar equivocado, o candidato que poderia derrotar Lula não está dando conta do recado.

Quanto a “partir para o pau”, te pergunto se o petismo teria perdido as oportunidades que as oposições desperdiçaram quando Duda confessou que recebeu por fora e no exterior? E não se trata de “dar o troco”, como muitos dizem. Você conhece a fábula do sapo e do escorpião, né?. Pois é, na condição de sapo eu não carrego escorpião nas costas. O Sr Moustache não perdeu a oportunidade nem quando SP parou por conta dos ataques do PCC. Mais recente, a distorção canalha de uma entrevista de Serra ao SPTV.

“Impeachment das urnas”, bradaram as “oposições responsáveis” contra os que não se conformavam com a impunidade dos quadrilheiros. Bem feito para Alckmin? Não sei. Mesmo perdendo, seguramente volta para disputar Senado ou governo de SP em 2010.
Aécio e Tasso finalmente concluirão sua obra: romper a hegemonia paulista no PSDB. Aécio, esperto como o tio, só tem olhos para 2010.

Há quem o odeie. Mas eu gosto e tomo a liberdade de transcrever um trecho da sua coluna na Veja desta semana:
"Lula só conseguiu chegar até o fim de seu mandato porque tucanos e pefelistas calcularam que seria melhor poupá-lo, aplicando-lhe um astuto ‘impeachment nas urnas’. O que nenhum deles parece ter compreendido foi que a contrapartida do impeachment nas urnas era a anistia nas urnas. Foi para isso que Lula trabalhou nos últimos meses." (Diogo Mainardi)

Abs
Paulo Araújo

domingo, 20 de agosto de 2006 02:42:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Alon, concordo que o programa melhorou. Contudo, permanece, até nas cores, misturado ao do candidato à reeleição. Ambos fixam-se na imagem dos candidatos, sem vices, sem militantes, sem candidatos a federal, senadores e a governadores. Dá a impressão que ambos querem demonstrar que estão sozinhos, que poderão vencer sozinhos, falando para uma massa amorfa que venha apoiá-los em uma missão, apesar de tudo (da crise de segurança e da crise política). Interessante, mas a sensação é a de que não estão vendendo ilusões, mas sim incorporando-se como ilusões.

domingo, 20 de agosto de 2006 09:38:00 BRT  
Anonymous Geraldo G. Brasil disse...

Prezado Alon,

Tenho visto a propanda eleitoral na TV e acho que de uma forma geral, falta conteúdo mais específico, falta foco no dia a dia, no que tem acontecido no último ano em nosso país.
Tenho visto na mídia, e me assusta, que cerca de 95% dos deputados não tiveram votos suficientes para sereme eleitos deputados. Estão na Camara por conta dos votos que o partido recebeu e distribuiu pelos seus candidatos.
Então, a questão que fica, como nós eleitores vamos cobrar dos deputados ou ainda mais, que compromisso os deputados assim eleitos podem ter com relação a quem os elegeu?
É claro que é um assunto complexo, mas gostaria muito de ver as opiniões dos candidatos (inclusive para presidência) e suas propostas para melhorar essa nossa legislação eleitoral.
Outro assunto, ainda sobre sistema eleitoral, é como se formam as bancadas do governo e de oposição.
A razão de estar tocando nesses assuntos chatos reside no fato deles serem a CAUSA MAIOR DE TODA A ENCRENCA que estamos vivenciando.
Além de planos economicos, precisamos saber como vão ser tratados os valores morais que norteiam a vida de um cidadão comum.
Muito obrigado.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006 11:05:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

O principal do problema do Alckmin falar para "o seu público" é que este público é bem diminuto - em algumas regiões do país não passa de uns 7%, intenção de voto espontâneo em Alckmin no Nordeste (Datafolha, 08/08) contra 47% de Lula. A estimulada não melhora nada, piora - Geraldo vai a 13% mas Lula sobe a patamareas "aécicos", 61%.

Ou seja, se Alckmin e o PSDB ficarem falando para seu público (basicamente os frequentadores do eixo Massimo-New York-Paris mais uma certa classe média subserviente e medrosa), ele vai acabar a eleição em terceiro lugar, atrás da outra candidatura "nacional e popular".

segunda-feira, 21 de agosto de 2006 13:30:00 BRT  

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