Se Lula quiser dar as costas ao PMDB, já tem apoio (27/08)
Editorial hoje de O Estado de S.Paulo:
"No entanto, o que se assistiu no governo Lula, principalmente este ano, recomenda pagar para ver se as suas ações, a se concretizar o segundo mandato que ele persegue desde que chegou ao Planalto, serão convergentes com as suas palavras em relação a um problema impossível de superestimar, tamanha a sua centralidade para que o Brasil 'encontre, definitivamente, o caminho do desenvolvimento sustentável', como afirmou. Trata-se da política do gasto público. 'Precisamos melhorar a qualidade do nosso gasto, diminuindo as despesas de custeio para investir mais em infra-estrutura e ter condições de reduzir a carga tributária', declarou. Foi o que não fez até agora, e é lícito perguntar se, nos próximos quatro anos - ainda mais se ele não conseguir atrair a oposição para o seu pacto de distensão política -, o enxugamento do custo do Estado não sucumbirá aos velhos vícios dos parceiros peemedebistas de Lula no seu propalado governo de coalizão. Terá ele meios de salvaguardar a administração da voracidade dos políticos?"
Às vezes, a ajuda para realizar os mais íntimos desejos vem de onde menos se espera.
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