terça-feira, 1 de agosto de 2006

Reforma Política (III): Maioria estável e voto distrital (01/08)

Nos países em que o voto nacional em lista é inviável (a maioria dos casos), a única forma de contruir maiorias razoavelmente estáveis é o voto distrital para o Parlamento. Aliás, o voto no Brasil já é distrital, só que o distrito é muito grande. O distrito brasileiro é o estado, dentro do qual se estabelece algum tipo de proporcionalidade. Certo seria redesenhar os distritos pelas zonas eleitorais e eleger nestas os deputados por algum sistema de dois turnos. Os dois turnos seriam desejáveis por causa do grande número de partidos.

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4 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

É Alon, já foi dito há um bom tempo atrás, não lembro de quem, que a reforma mãe de todas as reformas é a politica, e tambem nesse tempo Dr. Nelson Jobim ora no lesgilativo tinha um belo projeto de reforma politica. Só que no caminhar da carruagem eis que Jobim virou ministro do STF e o tal projeto virou pó??? E hoje o famoso homem das mordaças me parece esta voltando ao lesgislativo ou executivo, será que ira abraçar novamente a bandeira da reforma??? E o principal, a sociedade aprender a cobrar o que de direito lhe é assegurado pela Constituição.
Yoshio - Japão

quarta-feira, 2 de agosto de 2006 04:34:00 BRT  
Anonymous Sergio Praca disse...

Alon, estranho você dizer que o voto no Brasil é "distrital". A ciência política usa essa alcunha para sistemas majoritários - no qual, geralmente, elege-se um candidato (por maioria absoluta ou relativa) por distrito eleitoral. O Brasil é um sistema de representação proporcional de lista aberta...

quarta-feira, 2 de agosto de 2006 06:59:00 BRT  
Anonymous Luis Carlos disse...

Alon, sou cético sobre a possibilidade de reforma política decente. Acho interessante o que você escreveu. Mas, olhando a realidade ao se redor aí, em Brasília, você acredita que é possível uma reforma que faça uma correção mínima das distorções das regras atuais? Será que é viável, diante do quadro político que se desenhará a partir de outubro? Que grupo político, a partir de 2007, teria hegemonia e isenção suficiente para impor uma reforma política decente, sem ser influenciado pelos interesses imediatos de parlamentares, governadores e presidente? Até que ponto o casuísmo não iria contaminar qualquer projeto? Alias, projeto é uma palavra que ficou pequenininha. É só olhar a turma que governa há 12 anos: nem PSDB, nem PT discutem isso seriamente. E mais: das regras para política brasileira, as únicas mudanças importantes nos últimos quinze anos foram a redução do mandato de presidente de 5 para 4 anos (governo Itamar) e a adoção da reeleição (governo FHC). Ambas pautadas pelo casuísmo. E o jeitão brasileiro de ser político não muda, a prova é a atual discussão sobre o fim da reeleição, cujo final depende do resultado da eleição deste ano. Se houver, casuísmo e corporativismo vão parir uma reforminha bem ruizinha, no nível dos políticos e partidos do país. Quem viver, verá

quarta-feira, 2 de agosto de 2006 18:19:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A grande vantagem do voto distrital é que impede que candidatos com alta rejeição sejam eleitos, principalmente se for um sistema em dois turnos.

Severinos, Barbalhos, e etc só só elegem por não termos o voto contrário que ocorre nas eleições majoritárias.

Apóio 100% a implantação do voto distrital no Brasil.

quinta-feira, 3 de agosto de 2006 13:05:00 BRT  

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