domingo, 27 de agosto de 2006

Nasrallah se arrepende de ter deflagrado a guerra (27/08)

O líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, deu entrevista para uma tevê libanesa e afirmou: não teria mandado seqüestrar os militares israelenses se pudesse antever os resultados da guerra que se seguiu. As razões para esse arrependimento de Nasrallah? "Humanitárias, morais, sociais, de segurança, militares e políticas." Clique aqui para ler no site da BBC. Bem, até agora a "análise" que tentavam nos vender era que a guerra tinha transformado Nasrallah no novo grande líder do mundo árabe, por ter enfrentado Israel militarmente. Diziam que as massas libanesas teriam passado a relativizar o próprio sofrimento e a responsabilidade do Hezbollah, diante dos supostos ganhos militares e políticos decorrentes da guerra. O movimento de Nasrallah, porém, indica que a "cultura do martírio" islâmico é mais popular em certos segmentos intelectuais do Ocidente -que buscam razões supostamente ideológicas para o seu próprio anti-semitismo e antiamericanismo- do que entre os árabes. Faz sentido. Costuma ser assim mesmo: um dia a propaganda dá de cara com a realidade, e aí o bicho pega. Outra reportagem interessante para quem não está intoxicado ideologicamente é sobre um artigo do porta-voz da Autoridade Palestina, Ghazi Hamad, culpando em grande parte os próprios palestinos por terem transformado a Faixa de Gaza numa terra sem lei depois da retirada israelense.

Leia também: Nasrallah is still in charge (Zvi Bar'El, Haaretz)

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