sexta-feira, 18 de agosto de 2006

A malandragem dos juros de Lula (18/08)

O programa eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva comemorou os juros de 2% no crédito consignado. Talvez por precaução, não disse que são 2% ao mês. Ou 27% ao ano. Ou quase o dobro da taxa Selic. Ou mais de 23% de juro anual real (descontada a inflação). Isso num empréstimo de risco zero (ou quase isso) para os bancos. O sujeito que compra uma televisão em prestações com esses juros, se pagar em três anos terá comprado um aparelho para si e outro para o banco. A oposição está atrás de um escândalo que possa abalar o favoritismo de Lula. Mas esse tipo de escândalo nossa oposição não parece interessada em explorar, não é?

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9 Comentários:

Anonymous Rodrigo disse...

E tirar o leitinho das crianças?

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 02:08:00 BRT  
Anonymous Luis Carlos disse...

Os juros cobrados pelo sistema financeiro brasileiro é como a jabuticaba, só existe por essas bandas. Qualquer estrangeiro que viu esse programa do Lula exaltando as tais taxas de 2% ao mês, ficou estarrecido. Caro Alon, oposição não explora porque neste departamento, da economia, o governo Lula capitulou e é igualzinho ao seu antecessor. Com quase quatro anos do atual governo, agora sabemos que há pouquíssimas diferenças entre um Tucano ou um Petista na condução das políticas econômicas, sejam macros ou micros. Quando fazem um "auê", é para exaltar aquilo que não passa de perfumaria, como esse negócio do empréstimo consignado.
Nos últimos anos, analistas vêm dizendo que a condução da economia serviu para blindá-la da política. É uma pena, pois é no âmbito da política que poderíamos discurtir alternativas e realmente implementá-las. A persistencia dos juros excessivos são apenas sintoma da impotência do País em resolver problemas cruciais. Você acha que há possibilidade de mudanças nesta área? Nem com Alckmin Nem com Lula II (nem vamos cogitar sobre um cenário impossível do país colocar outro na presidência). O fato é que tá tudo dominado e a Febraban já sabe disso há muito tempo.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 02:25:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Mas se comparar com a taxa de juros de cinco anos atrás que era de 170% ao ano já é alguma coisa, não?

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 05:38:00 BRT  
Anonymous Daniel G disse...

Nesse assunto não existe oposição...Eles todos mamam dessa vaca gorda.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 08:32:00 BRT  
Anonymous Antonio Lyra Filho disse...

Alon:
Você esta certo quanto aos juros.
Mesmo com os juros altos, é o menor do mercado e possibilita as pessoas a ter em sua residência os benenficios da modernidade.
Bom seria que os juros fossem mais baixos, mas o consumidor ao comprar, verifica se tem condições de pagar aquele prestação.
Além de atender a populaçõa, os juros consignados, é um gerador de impostos e crescimento da indústria e comércio.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 10:03:00 BRT  
Anonymous Marcos disse...

Alon, você esqueceu de dizer como a oposição pode criticar os juros altos. Lembre-se que nesta eleição cabe sim a comparação deste governo com o anterior. Agora podemos ter uma idéia do estrago feito pelo governo FHC nesta eleição. Seu governo foi tão ruim que eu nem consigo lembrar algo que possa contar como positivo numa comparação entre PSDB vs PT.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 10:14:00 BRT  
Blogger diasba disse...

Sabemos que os juros ainda são altos. Mas convenhamos na época de FHC os trabalhares e aposentados não tinham nehuma facilidade para tomar emprestimos a não ser cair nas mãos dos agiotas que cobravam de 10 a 30% ao mês. Hoje tomas ao banco a 2 % será que ha diferença? Vocês perceberam que a figura do agiota praticamente sumiu, principalmente das repartições públicas. Será que isso não é melhorias para a classe mais sofredora desse país?

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 11:18:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O crédito consignado, apesar de alto a 2% ao mês e 27% ao ano. é exponencialmente melhor do que os 10% (214% ao ano) cobrados por agiotas (ou +/- o que cobram cartão de crédito ou cheque especial). Ou seja, ainda que não seja um opção civilizada, já oferece algum refresco para milhões de pessoas que o escolheram e para outros que pedem sua expansão para atender às pequenas empresas e aos profissionais liberais. Um pequeno passo é verdade e com direção e sentido corretos.

Para a semana surgirão novas medidas para reduzir ainda mais o spread bancário e melhorar o crédito.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 11:41:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

As pessoas que tomam empréstimos deste tipo, ainda consideram apenas se o valor das parcelas é condizente com a sua condição momentânea de pagar e sentem como se tivessem melhorado de vida. A oposição não deve ter encontrado a maneira de dizer, a estas pessoas, que esta situação é passageira, pois, na realidade está se endividando acima de sua capacidade de pagamento.

sexta-feira, 18 de agosto de 2006 13:47:00 BRT  

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