terça-feira, 15 de agosto de 2006

Gostei do Cristovam (15/08)

O debate na TV Bandeirantes foi morno, com os participantes tentando tirar o máximo proveito da ausência do candidato do PT (ele não foi, então não há por que citar o nome dele). Eu gostei mesmo foi do desempenho do senador Cristovam Buarque (PDT). Pode parecer uma idéia maluca, mas acho que faz sentido essa obsessão dele com a Educação. Ora, tudo o mais constante (inflação baixa, crescimento em torno de 4% a 5% ao ano, criação de 1,5 milhão de empregos anuais com carteira assinada), se o governo se dedicar integralmente à universalização e ao aumento da qualidade do ensino, o país dará um grande salto. Não sei se Cristovam vai ganhar votos com esse discurso, mas ele me parece o mais consistente até agora entre os candidatos. A senadora Heloísa Helena (PSOL) desempenha bem, mas é um pouco voluntarista demais para o meu gosto. Geraldo Alckmin (PSDB) me deu a impressão de estar um pouco sem foco e perdido em generalidades.

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9 Comentários:

Blogger Ricardo disse...

O brasileiro não acredita em educação, ponto. A própria mídia tira sarro do "papo único" do candidato, o que reforça minha crença de que o Brasil não está preparado para ser país ainda, preferindo manter a quadrilha no poder.

terça-feira, 15 de agosto de 2006 01:14:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

Achei o grande vitorioso Lula, pelo fato de nehum outro conseguir de fato fazer sombra a ele no debate. Passou a imagem exata de que Lula fez falta no debate, e faria na presidência.
Concordo com sua avaliação (de Alon) sobre o Cristóvam. Acho que foi quem se saiu melhor porque conseguiu marcar posição, ser mais consistente. Em marketing seria aquilo como criar uma marca.
Não deveria, mas educação é um tema elitista, porque as pessoas vêem resultado para a próxima geração. E acredito que a maioria dos eleitores concordam com o discurso, mas está priorizando coisas imediatas: emprego, salário, casa, comida.
Com esse discurso acho que Cristovam pode chegar a 4 ou 5% de votos (acho uma bela votação para um candidato que está correndo por fora e fazendo uma bela campanha cívica ao colocar a educação no centro das discussões de um verdadeiro projeto nacional).
Se ele conseguir a proeza de tornar a educação um tema verdadeiramente popular, aí sim, pode fazer a diferença.
Alckmin e Heloísa Helena acho que erraram ao não conseguirem ser contundentes. Entraram e saíram do debate do mesmo tamanho. Comportaram-se como bons candidatos a 2010, mas não a 2006. Faltando 46 dias para as eleições, o comedimento de ambos, foi como em uma corrida de fórmula-1, quando há demora na troca de pneus durante o Pit-Stop. É o suficiente para perder a corrida.
O debate foi tão insosso que sobressaiu-se Eymael, não pelo discurso, mas pela fluência no domínio de mídia. Talvez, por isso, tenha sido o verdadeiro vencedor, arrebatando votos que seriam dos "cacarecos".

terça-feira, 15 de agosto de 2006 02:40:00 BRT  
Blogger Marco Aurélio disse...

Alon

É bem possível que se o PCC não for desarticulado rapidamente, o Brasil vire uma Colômbia com suas Farc. Tomara que não!

Um abraço

Marco Aurélio

terça-feira, 15 de agosto de 2006 09:18:00 BRT  
Blogger Angelo da C.I.A. disse...

Caramba ALon, eu não falei que te admirava por não ser um esquerdista fanático e irresponsável como a maioria o são? Pois então, vá lá na caixa de comentários do Blog do Noblat sob seu artigo: Os esquerdistas estão p* da vida contigo! E, acredite, te acusando de nazista.
Não entenderam o teu recado passado à esquerda. Eles são a prova de que tua teoria tem pouca chance de se concretizar pois os esquerdistas já escolheram o lado do terror islâmico-fascista. Não há raciocínio lógico que os façam mudar de idéia

terça-feira, 15 de agosto de 2006 15:17:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Votei em Cristovam 3 vezes e não voto mais,mas ele esta certíssimo, educação é prioridade 1,2,3,4...
Agora o que eu gostaria é que alguém com o portefolio do Alon me falesse sobre o que segue:
"Não se engane. A crise ética que abateu todo o país é a crise de todo o sistema político e não apenas de alguns partidos ou de determinadas pessoas. Os que COMETERAM ERROS precisam ser punidos".
Não foram erros , foram crimes tipificados em lei.

terça-feira, 15 de agosto de 2006 16:45:00 BRT  
Anonymous Luciano Martins disse...

O Alon, você que está ai em Brasília podia esclarecer uma coisa pra nós: Qual a avaliação que se tem sobre o trabalho do Nilmário Miranda à frente do Ministério dos Direitos Humanos (ou Secretaria Nacional)? É que ele, durante a campanha para o governo de Minas, não fala nada sobre a atuação dele à frente do ministério. Não se sabe o que ele está escondendo. Uma avaliação que já recebi da atuação dele à frente do Ministério tem como base um artigo do ex-vice prefeito de São Paulo Hélio Bicudo, que acusa a gestão dele de omissa, incompetente etc. É isso mesmo? Ele não fala nada na campanha em Minas por que não quer ou por que realmente não tem do que comemorar?

terça-feira, 15 de agosto de 2006 17:14:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Realmente o Cristovam esteve melhor no debate. A falta do Lula não o deixou com um discurso manco, apesar dele mencionar a falta daquele em algumas intervenções/provocações (aliás ninguém lembrou da ausência do Ruy Pimenta, coitado). O Cristovam pode estar participando da eleição errada. Ele teria boas chances no DF, principalmente com as atuais candidaturas. O governo do DF também poderia servir como plataforma/laboratório para suas propostas de governo voltadas para educação. Como ocorreu com o Bolsa-família, que ele implantou no seu governo anterior, a experiência, sendo bem sucedida, daria crias depois num escopo maior. Se bem que acho que ele pode crescer sim, mantendo o discurso consistente. Tem o mérito de ser original e sincero.

terça-feira, 15 de agosto de 2006 19:36:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

O instigante tema da educação pemeia os debates e as políticas de governo desde sempre. A universalização da educação dos governos a partir de 1964, também eram consistentes. Lograram a desejada e benfazeja, diga-se, universalização. Mas não o grande salto de qualidade: a educação alavancando e consolidando o crescimento e o desenvolvimento. No momento atual temos as mesmas promessas dos candidatos e o triunfalismo do governo. Porém, persiste o apelo à sociedade, que ainda é chamada a promover a revolução na educação. A meu ver, mais do mesmo.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006 11:42:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Alon!

Vc. achou, de fato, o Alkmim sem foco e perdido em generalidades, mesmo respondendo as perguntas feitas? Tem dó meu vc. é espanhol?

quarta-feira, 16 de agosto de 2006 17:20:00 BRT  

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