domingo, 20 de agosto de 2006

Formadores da opinião de si mesmos (20/08)

O jornalista e blogueiro Josias de Souza tem a coragem de abrir um debate saudável, sobre o que ele chama de irrelevância da mídia. Coloquei para download (clique aqui), para o caso de o texto já ter sido lançado no arquivo do blog dele. Em resumo, o Josias diz que a popularidade e as intenções de voto de Luiz Inácio Lula da Silva são a demonstração de que a imprensa (no sentido amplo) perdeu a relevância e não influencia a opinião das pessoas como imaginava influenciar. E você, o que acha? Para entrar nessa discussão, eu diria que a mídia não se tornou exatamente irrelevante, mas tem relevância apenas para um pedaço do público (e do eleitorado). Uma das razões é que lhe falta pluralismo. Vou usar o mesmo caso usado pelo Josias. A última pesquisa Ibope sobre a sucessão presidencial traz dois números sobre a avaliação de Lula e seu governo. Dizem que o governo é bom ou ótimo 41% dos entrevistados. O ruim e péssimo tem 21%. Ou seja, uma diferença de 20 pontos percentuais a favor. Na avaliação pessoal de Lula, 57% aprovam, contra 34% que desaprovam, uma diferença ainda maior (23 pontos). De cada dez brasileiros, quatro acham que o governo é bom e quase seis aprovam o presidente. Mas se você se põe a ler os jornais e as revistas, ou a assistir aos principais programas políticos na televisão, essa ampla fatia do eleitorado não está representada com sua opinião. O peso específico dos colunistas, articulistas e comentaristas que fazem uma avaliação positiva da administração do PT é diminuto, residual (estou sendo generoso: na verdade, o jornalista que disser "Lula está fazendo um bom governo" corre o risco de ser marcado a ferro na testa como "petista"). O público percebe isso, acho eu. Com o tempo, acaba enxergando partidarismo em toda a cobertura. E isso é péssimo para os veículos.

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20 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Prezado Alon, acho eu que a midia deve continuar com o seu dever de informar, denunciar exercer o papel de quarto poder sim. Continua relevante sim a midia escrita e falada, se tendenciosa ou não vai da interpretação de cada um pelo seu time, seu gosto, suas afinidades, tudo dentro da ética profissional de cada segmento. Aqui, a imprensa é implacavel, errou não vai dormir sossegado mais. Vejo, que ainda existe vergonha de se cometer deslizes entre os niponicos, porque eles sabem que o povo a imprensa são implacaveis. Não existe memoria curta. A imprensa quase que faz o trabalho policial nas investigações cientificas, em resumo disseca o ¨defunto¨. Aí no Brazil é o contrario o povo vive prisioneiro da justiça cega,com medo das violencias, e os poderes sem nenhum pudor se corrompem. E o povo desiludido, iludido pelo afago de comida na mesa, sempre vai ao pleito pelo menos pior, e o mundareu de nomes que é obrigado a votar ao mesmo tempo, vai pela numerologia assim como jogar na loteria. Eu na minha opinião Alon, a imprensa é a ponte entre o publico e o privado.
Yoshio - Japão

domingo, 20 de agosto de 2006 02:53:00 BRT  
Anonymous PA disse...

A FSP publicou uma excelente entrevista com o Luis Carlos Mendonça de Barros que acho mais elucidativa para entender as questões que o Josias suscita.

Troco diariamente e-mails com ex-colegas de escola. Médicos, engenheiros, professores, comerciantes. Temos todos mais de 50 anos. A desinformação é a tônica.

Vale a pena ler
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi1408200607.htm

Depois de falar do populismo cambial, carga fiscal de 39% do PIB e, mesmo assim, déficit no governo, Barros arrisca uma avaliação sobre o porquê da taxa de juros cair tão lentamente, já que as condições para isso nunca foram tão boas:

"Alguém no governo tem que ser o chato que era o Palocci. De falar: "Não dou, não deixo, não faço". Quem faz isso hoje? A Dilma [Rousseff, ministra da Casa Civil]? Aquele cara do Paraná lá [Paulo Bernardo, ministro do Planejamento], ex-bancário, caixa? Ele sempre pagou, nunca recebeu.
Acho que isso é que inibe o Banco Central. Ele fica com medo de ir mais adiante na velocidade dos juros. O BC é hoje o bastião de uma certa ortodoxia do governo. E se eu me vejo como o último bastião de uma certa racionalidade, como é que eu vou dar sinais de que vou entrar na onda dos outros?
Até acho que, como a inflação tem hoje uma outra dinâmica, o BC vai baixar o juro. O problema é que ele vai muito lentamente por causa do lado fiscal. E está certo. Esse é o drama do momento. É duro. Temos de reconhecer que quem vai votar no Lula está certo, porque a vida dele melhorou. Como é que eu vou dizer a esse sujeito que está comendo mais, o filho comendo mais, que isso tudo vai voltar em cima dele daqui a três ou quatro anos? Esse é o drama.
O Lula está a favor dessa política porque está dando certo para ele. Ele tem uma identificação com os mais pobres e colocou a economia nessa direção. Como é que você mostra que isso tem problemas? É mui-to di-fí-cil. Aí não adianta. Quando olhamos para trás, há momentos em que a história nos coloca nessas armadilhas."

domingo, 20 de agosto de 2006 03:51:00 BRT  
Anonymous Metatron disse...

Mídia brasileira não tem credibilidade pois é espelho da minoria que a dirige. Expressa seus valores de classe, que não são os valores majoritários do Brasil.

Aliás a mídia ofende o povo brasileiro e está muito aquém da média da civilização brasileira.

Muito arrogantes, escrevem mal, devem pagar mal, é parcial, menosprezam a cidadania e a pluralidade de pensamentos...

Esse Josias por exemplo é uma lástima, mas é tido como "conceituado" jornalista!?

Hoje me convenci que a única coisa que ainda dá alguma relevância a mídia brasileira é o fato que ela usa, ainda, o português. Uma salvaguarda, verdadeira aos nossos valores nacionais.

domingo, 20 de agosto de 2006 06:46:00 BRT  
Anonymous Rogério disse...

Alon, a grande mídia é mesmo enviesada contra Lula e o PT, sempre foi assim, torcendo o nariz para esses "intrusos" do poder. Um exemplo q vc bem q poderia comentar em seu blog, para não passar em branco (n o vi ecoar nos blogs de Fernando Rodrigues, Josias, Noblat, por exemplo): não faz muito tempo, os grandes jornais estamparam na capa a bomba "Em 3 anos de Lula, bancos já lucram mais que nos 8 de FHC". Todos os blogs políticos e "de opinião", aí incluídos aqueles q são claramente anti-Lula, como o Primeira Leitura, ecoaram a tal manchete para tocar o pau no governo. Note que muita gente não lê jornal nem blog, mas olha todos os dias as manchetes de capa nas bancas por onde passa. Daí vai formando um mosaico da realidade.

Hoje, porém, a Folha deixou lá dentro da edição, escondidinha, uma matéria entitulada "Setor não-financeiro supera bancos e lucra 162% sob gestão Lula". A matéria comenta uma pesquisa encomendada pela própria Folha, q concluiu q o lucro de 193 empresas de capital aberto subiu 162% com Lula em relação ao período FHC. O lucro dos bancos aumentou 80,5% no mesmo período (os valores são atualizados com a inflação). Siderurgia e metalurgia aumentaram em 441% os lucros, o setor químico em 242% e papel e celulose, 180%. A pesquisa conclui também q o aumento do lucro de 80,5% dos bancos NÃO se deve às taxas de juros, já q elas estão em média mais baixas com Lula q com FHC. O lucro se deve ao maior volume de empréstimos.

Ou seja, as empresas também estão surfando no crescimento, não são só o "povão" dos "grotões" e os bancos que estão crescendo com Lula.

Apesar de tudo isso, a Folha preferiu destacar na capa a matéria "Endividamento chega ao limite e inibe crescimento". Como sempre, notícias negativas para o governo devem ir para as manchetes, enquanto as positivas devem ser dadas em doses minúsculas ou escondidas.

Agora eu lhe pergunto, plagiando sua pergunta feita a um tucano: "O que o brasileiro empresário ou banqueiro ganha se trocar nos próximos quatro anos Lula por Alckmin?".

domingo, 20 de agosto de 2006 06:46:00 BRT  
Anonymous augusto disse...

Prezado Alon: Meus parabéns. A imagem que parte da mídia tem de si mesma, parece algumas vezes, ingenuamente infantil, egocêntrica e por ser fomentada num ambiente de auto-bajulação tonifica (como gostam de dizer) uma visão distorcida da realidade. Ilhados em fantasias de um passado onde não existia feedback, alguns soam magoados, aparentemente, com a contínua perda de um suposto poderio (no qual parecem acreditar piamente) que se dilui a cada dia com a propagação da inesperadamente revolucionária Internet. O colunismo amestrado, na expressão do Hélio Fernandes, parece tonto ao perder o caminho dos palácios e não se conforma ao ceder seu espaço para a verdadeira opinião pública que parece insistir em lhe desobedecer. Nesse ambiente que dá impressão nítida de ressentimento os mais experientes ajustam-se e os mais jovens (às vezes não tão jovens assim) desesperam-se ao se esquecer do principal ou seja, que eles são tão úteis, pelo exercício do contraditório e da crítica, à democracia como cada um de nós. Só falta calibrar a Emoção pois como diria Michael Corleoni no Poderoso Chefão III: Não odeie seus inimigos, pois isso atrapalha o Raciocínio. Um abraço.

domingo, 20 de agosto de 2006 10:07:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

A mídia cavou sua irrelevância. Se o pessoal tivesse ouvido mais o Observatório da Imprensa isto talvez não tivesse acontecido. Outro problema é a promiscuidade entre os jornalistas e seus patrões, criticada pelo Ricardo Kotscho e Mino Carta. Patrões e empregados tem interesses diferentes e os jornalistas fingem desconhecer isto. Para não falar das ondas denuncistas que nivelam os políticos por baixo e acaba por prejudicar a própria democracia (não é atoa que tem tanta gente pregando o voto nulo). Não se pode falar em um mínimo de controle que a gritaria é geral (mas quase ninguém reclamou da censura à revista "Retrato do Brasil"). Qualquer notícia boa relativa ao governo é desqualificada, desprezada ou rejeitada para evitar patrulhamento e ser acusado de "estar fazendo o jogo do governo". A irrelevância da imprensa se deve a sua própria irresponsabilidade e desonestidade intelectual. Corrigir isto só depende só.

domingo, 20 de agosto de 2006 12:11:00 BRT  
Anonymous augusto disse...

Prezado Alon: Meus parabéns. A imagem que parte da mídia tem de si mesma, parece algumas vezes, ingenuamente infantil, egocêntrica e por ser fomentada num ambiente de auto-bajulação tonifica (como gostam de dizer) uma visão distorcida da realidade. Ilhados em fantasias de um passado onde não existia feedback, alguns soam magoados, aparentemente, com a contínua perda de um suposto poderio (no qual parecem acreditar piamente) que se dilui a cada dia com a propagação da inesperadamente revolucionária Internet. O colunismo amestrado, na expressão do Hélio Fernandes, parece tonto ao perder o caminho dos palácios e não se conforma ao ceder seu espaço para a verdadeira opinião pública que parece insistir em lhe desobedecer. Nesse ambiente que dá impressão nítida de ressentimento os mais experientes ajustam-se e os mais jovens (às vezes não tão jovens assim) desesperam-se ao se esquecer do principal ou seja, que eles são tão úteis, pelo exercício do contraditório e da crítica, à democracia como cada um de nós. Só falta calibrar a Emoção pois como diria Michael Corleoni no Poderoso Chefão III: Não odeie seus inimigos, pois isso atrapalha o Raciocínio. Um abraço.

domingo, 20 de agosto de 2006 12:19:00 BRT  
Anonymous Humberto Pimentel disse...

Alon,

Você é uma excessão na mídia. A grande manada de jornalistas se acretitam independentes por fazer um oposicionismo cego ao governo Lula. Creio que sempre é possível ser equilibrado mesmo demontrando (não existe jornalismo imparcial) preferência por este ou por aquele. O que não pode haver e é condenável é o massacre que ora assistimos. Mas o povo não é bobo e percebe a manipulação. A situação chegou a tal ponto que simpatizantes do governo Lula, como eu, não podem sequer colocar suas opiniões em reuniões com gente da classe média de SP. Somos "desistimulados" a emitir nossas opiniões e para justificar a censura citam logo um jornalão ou a revista Veja. Creio que não pode haver democracia sem diversidade de opinião na mídia. E não podemos esperar isso dos donos de mídias e sim dos jornalistas, trabalhadores e não "sócios" dos donos de jornais, comprometidos com informação e com a ética jornalista.
Abraço,
Humberto Pimentel
São Paulo SP

domingo, 20 de agosto de 2006 12:58:00 BRT  
Anonymous Kleber disse...

Essa conversa é necessária. Poderia habitar nais o espaço de entrada. A política de informação e conhecimento no Brasil jamais teve expressão. Míngua aqui e ali, como agora. è complicado pensar o jornalismo destrelado da mídia em geral. Josias joga a bola fora ao não perceber o potencial latente de ingerência da mídia numa opinião média entre os brasileiros. A estratégia parecer ser verder muita nestesia e alguma excitação, quando convier. É complexa essa conversa, faço aqui apenas, algumas divagações. abs!

domingo, 20 de agosto de 2006 16:31:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Parabéns por por o dêdo na ferida. A história registrará os erros e acertos do atual governo, os erros e acertos dos últimos governos, bem como registrará os erros e acertos dos jornalistas, colunistas, e da mídia em geral. A nação se manifestará soberanamente nestas eleições de 2.006. Seja qual for o resultado será justo e democrático o respeito a tal decisão. Mas até aqui, estamos vivenciando um "marcatirismo" silencioso e covarde.

domingo, 20 de agosto de 2006 17:38:00 BRT  
Anonymous Paulo disse...

Seria desejavel um maior equilibrio e pluralidade por parte da midia, que atualmente está atuando uma "ditadura da informação".
Solidarizo com Humberto Pimentel, pois moro no interior do estado de S.Paulo, onde a "fonte da verdade" para a classe média são a revista Veja e o jornalista Boris Casoy (que felizmente saiu do ar).
Um abraço.
Paulo
Bebedouro SP

domingo, 20 de agosto de 2006 18:30:00 BRT  
Anonymous Alexandre Porto disse...

O artigo até pode ser interessante, mas no final ele lança uma frase quase fascista: Se os meios de comunicação fossem levados a sério, Lula deveria estar debatendo agora com os tribunais, não com os eleitores.
Para o Josias, a Justiça é irrelevante? Para Josias o procurador ter inocentado Lula é irrelevante? Para finalisar, uma pesquisa mostrando a simpatia partidária dos colunistas da nossa imprensa seria bem educativo.

domingo, 20 de agosto de 2006 19:06:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

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domingo, 20 de agosto de 2006 20:05:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

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domingo, 20 de agosto de 2006 20:06:00 BRT  
Anonymous Bernardo Duarte Bueno disse...

A mídia, no mundo todo, é de direita.

Capitalista, neo-liberal e golpista.

As licenças de canais de tv, todas elas, são concessões advindas do período militar, fruto do golpe de 64. Portanto, todas elas estão sob suspeição. deveriam ser revogadas imediatamente. Quem os Marinho, Sirotsky, Saad pensam que são? Pois eu mesmo respondo: barões do Brasil, donos do Brasil. Pensam que podem tudo. ou pensavam, pois estão vendo que não é bem assim. O feitiço está virando contra o feiticeiro. é o ditado mineiro que diz: "a esperteza, quando é muita, fica maiór que o dono e come o dono". E o que dizer das retransmissoras? Jereissati, ACM, Sarney...

E a mídia impresa? Estadão, Folha, Zero Hora, Gazeta do Povo... Toda ela de direita. Toda ela PFL/PSDB.

E os sites e blogs? Todos metendo, impiedosamente, o maiór pau que se viu em todos os tempos em um presidente e seu partido, e ninguém para ousar defender que fosse o contraditório, o pluralismo! Só carnificina, notícia manipulada e requentada, tendenciosa e caluniadora, maquiada e mal intencionada.

E os colunistas "independentes"? O que fizeram nestes ultimos anos senão ideologização e proselitismo político escondidos atrás do biombo da livre imprensa? É só ler o que escreveram e disseram Boris Casoy, Clovis Rossi, Noblat e outros menos cotados, ou seriam coitados?

Agora estão aí, com cara de tacho, morrendo de raiva por constatar que o rei está nú. Ou melhor, os reis estão nús rs.

As bonecas do status-quo estão nuas.

Os ditadores da comunicação, os "publishers", os capitães da indústria da comunicação estão aí com a cara no chão.

O povo, na sua sabedoria, está dizendo o óbvio: vocês pensam que são os donos da gente, mas não são não!

E agora José?

A mídia vai engolir o sapo barbudo, calçar a sandalinha da humildade e cair na real, ou vai se aventurar em alguma coisa à la ACM et caterva?!

E agora José?!

domingo, 20 de agosto de 2006 22:01:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

Independente de partidarismos contra ou a favor, uma certa imprensa que gosta de posar de "neutra" confundiu, em algum momento, neutralidade com oposição eterna a tudo e a todos. O que passa hoje, por exemplo, o conjunto da Folha de São Paulo, é um ceticismo vazio: nada é bom, ninguém servem para nada. A Folha parece buscar incessantemente o lado negativo de tudo - no limite eles seriam bem capazes de dar um "Outro Lado" a Gobbels se cobrissem Nuremberg.

Se passamos para a mídia que se divorciou completamente da realidade dos leitores, como Veja e o Estadão, o que se vê é uma oposição ideológica raivosa sem qualquer compromisso com fatos. Imagino que um suposto "Manual de Redação" da Veja deve trazer em letras garrafais, na primeira página: "É expressamente proibido elogiar, direta ou indiretamente, o governo Lula, a pessoa do Presidente ou o PT". Não deve existir uma segunda página.

Não é o caso de querer uma mídia "petista" - precisávamos de uma mídia mais isenta, que não achasse "brega" ou "entreguista" expor também os fatos positivos de cada governo ou de cada notícia.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006 13:20:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Interessante a postura do Alon e do Josias de Souza. Finalmente alguém da mídia consegue deixar de olhar o próprio umbigo e se conscientizar da própria irrelevância!

segunda-feira, 21 de agosto de 2006 14:55:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Achar que a midia é parcial por não elogiar o lula mostra também sua parcialidade. Eu acho que a mifia escrita é muito boa, sobretudo o Estado, com muito boa cobertura sobre os ataques do PCC, sobre internacional, cultura.
Agora o problema é que as pessoas emburreceram e não lêem mais jornais e o pior é que isso é por motivo de política no pior sentido. Veja a Marilena Chaui, uma [de]formadora de opinião que afirma que não lê a imprensa burguesa. Como no Brasil só tem imprensa burguesa vai daí que ela é analfabeta em política. E essa sra. ensina alunos, quer dizer, os deforma com seus preconceitos e idéias pré-concebidas, com suas catilinárias à stalin.
Eu conheço muitos ptelhos (como eu era) que deixaram de assinar um jornal (FSP ou Estado) pois acharam que o jornal criticava sem justificativa os mensaleiros e as mentiras lúlicas. Ora, alguams destas pessoas dizem com a maior cara de pau que o mensalão não existiu. Ora, o nome é fantasia, mas a corrupção e o roubo existiram sim. E são todos denível universtário, ou seja, formados emboaas faculdades.
Isso é analfabetismo ideológico, fanatismo doentio de Jin Jones, Rev. Moon e outros.
Se estes, que se pode dizer que estão na elite (que tanto criticam) têm essa burrice, o que esperar dos miseráveis da periferia, onde os assessores do PCC dizem: cuidado, se o lula perder você perde a bolsa-família.
A esquerda é muito cafageste. É por isso que o Brasil está no rumo do fim.

segunda-feira, 21 de agosto de 2006 18:11:00 BRT  
Anonymous José Carlos disse...

É inacreditável que ninguém abra uma guerra pela justiça célere e eficaz.
Voces jornalistas, ja perceberam que neste país, tudo, absolutamente tudo, está emperrado porque a "justiça" não funciona, mesmo assim nada fazem.
Os ingleses, através do "Financial Times" já perceberam que o problema maior do Brasil é esse! Uma classe social escraviza outros segmentos da sociedade através da completa falta de "JUSTIÇA".

Todas essas celeumas tipo "imprensa safada", "jornalistas safados", PCC Geraldo Alkmim, Lula, Color, Banqueiros, Briga de galo, Juíz ladrão, briga de vizinhos, espancamentos, estupro, defesa do consumidor, patrão que demite, abusa e nada paga e ainda diz: Vai procurar seus direitos na justiça.
As altas taxas de juros é problema de justiça pois o credor nunca sabe se vai ter que cobrar nos tribunais.

A JUSTIÇA LENTA está levando este país ao caos, este problema de imprensa tendenciosa e caluniadora poderia ser resolvido pela justiça, se ela fosse rápida, aposto como os "Boris Casois" da vida, os "Clovis Rossis" da vida, as "Lúcia Hipólitos", os "Diogos Mainardis" os "Heródotos", as "Cantanhedes" os "Dimenstaiens", etc, etc, todos esses manipuladores de opinião teriam que "baixar a bola" . Os "Civitas" os "Frias" os 'Mesquitas" os "Marinhos" os "Saades" os "Abravanéis" se metem com os jornalistas, tiran-lhes a independëncia, porque sabem que a justiça não funciona, daí o ABUSO!
Alias, aí está o ABUSO de tudo! Leis nós temos mas não temos JUSTIÇA RÁPIDA!!!

terça-feira, 22 de agosto de 2006 12:23:00 BRT  
Anonymous José Augusto disse...

A imparcialidade na mídia foi evidente.
Mas acho que a lógica dos donos dos veículos é capitalista: notícia ruim é que vende jornal. Se o governo quiser que saia notícias boas tem que pagar publicidade. Isso na melhor das hipóteses, quando o dono do veículo não é a própria família do oposicionista.
Agora um fenômeno foi pouco abordado. Ao superfaturar as crises, quando as consequências não atingiram a dimensão catastrófica que a mídia imputava, Lula saiu com a imagem de bom administrador de crises. Foi assim com a crise boliviana. Todos esperaram um apagão de gás, como em termos de resultados práticos deu em nada, parece que foi Lula quem resolveu bem o problema.
A história de anunciar o maior escândalo de todos os tempos.... muito pior do que Collor... etc... Ninguém viu Delúbio construindo mansão em Miami, nem Zé Dirceu comprando apartamento na 5a. Avenida. Seu sigilo bancário e fiscal foi quebrado e não havia nada de irregular. Em termos de corrupção pessoal, tudo ficou restrito ao Land Rover do Silvio Pereira.
Por noticiar além dos fatos, o Feitiço virou contra o feiticeiro.

quarta-feira, 23 de agosto de 2006 02:44:00 BRT  

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