quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Entendam-se, pelo amor de Deus (10/08)

O combate ao crime organizado em São Paulo (bem como no resto do país) exige a coordenação e a colaboração entre as autoridades de todos os níveis. Talvez essa coordenação seja mais importante na área de inteligência, mas é igualmente indispensável na dissuasão. Especialmente quando o crime deriva para táticas de terror. Você que acompanha este blog sabe da minha opinião, desde quando começou a crise do Primeiro Comando da Capital. Penso que todas as forças policiais e militares disponíveis devem ser colocadas em campo, para ao menos intimidar o crime-terror. O governo de São Paulo resiste a aceitar a presença da Guarda Nacional e do Exército na ruas do estado. Diz que a oferta federal é manobra política. E se for? E daí? Se ao menos uma morte for evitada, terá valido a pena. O que não dá é morrer gente porque o governador Cláudio Lembo e o candidato Geraldo Alckmin temem que Luiz Inácio Lula da Silva fature. Hoje, Alckmin disse que o papel do Exército é fazer manobras militares, não políticas. A frase deve ter sido bolada pelo mesmo assessor que o preparou para a entrevista na bancada do Jornal Nacional. Não, governador, o papel último dos militares não é participar de manobras. A vocação de qualquer exército é fazer a guerra. E tentar ganhá-la. Se na guerra contra o crime o glorioso Exército brasileiro puder ajudar a tornar menos insegura a vida dos habitantes de São Paulo, não há por que deixar de mobilizá-lo.

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