quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Duas boas (e rápidas) leituras (17/08)

Dois textos interessantes na Folha de S.Paulo de hoje: Encontro em Teerã, de Demétrio Magnoli, e O Poder dos Bancos no Brasil, de Paulo Nogueira Batista Jr.

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6 Comentários:

Anonymous carcamano disse...

Sabia que perderia meu tempo lendo o Magnoli, mas como foi você quem indicou.... Combater o revisionismo é atividade incessante e que não para com a geurra, mas temos que saber como abordar o assunto em um momento como esse. Fica a péssima impressão de que qualquer crítica a Israel tem origem anti-semita. Sei que você não pensa assim (quanto ao Magnoli, tenho minhas dúvidas), mas quando as pessoas estão morrendo como moscas, o racionalismo vai para o mesmo saco que a verdade.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006 13:40:00 BRT  
Blogger Fernando disse...

Alon,

Ai não. É melhor parar. Criticar a exposição sobre o Holocausto no Irã e não escrever uma virgula sobre as charges que colocam a cabeça de Maomé numa bomba ?!?

Parcialismo. Vc está se perdendo(já havia mandado um comentario te falando isso, mas acho q vc não publicou por causa da expressão "b* gorda dos livros de historia").

Toda isençao e sensatez que vc buscou construir vai se perdendo nessa guerra insana entre Israel e, como diziamos nas peladas da rua, a "rapa e a panela".

Não vi nenhum post seu sobre as 2 reportagens do The Guardian.

1 - Dizia que o "factoide" que criou essa guerra (o sequestro dos soldados israelenses) pode ter sido 100mts pra dentro da fronteira do Libano. Como vc diz, é pouco é pouco, mas é tudo.

2 - A materia do jornalista Seymour Hersh do The New Yorker que fala que Israel e os falcões de Bush já estavam combinando essa ação a meses.

Vamos parar de teorizar um momento (se é que isso é possivel) e falar a verdade.

O regime islamico pro EUA na Arabia Saudita esta no fim. Os EUA usam a PARANOIA do 11/9 pra invadir e dominar (economicamente) o Afeganistão, Iraque, e no meio do caminho está o Irã.

Os falcões precisam arrumar um motivo pra atacar o Irã, se esse motivo não existir, eles vão incitar seus parceiros a consegui-los, se mesmo assim não der certo, eles vao inventar.

Como inventaram as WMD do Saddam.

O resto, o resto é detalhe.

Aquele Abraço,

quinta-feira, 17 de agosto de 2006 16:56:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Fernando, respeito seu direito de gostar de caras como o Hersch e o Chomsky mas para mim não dizem nada. São pessoas que não têm compromisso com os fatos, mas só com as próprias idéias e paranóias. Afirmar que o seqüestro dos soldados foi no Líbano é algo totalmente sem base. Se tivesse sido assim, o próprio Líbano o teria dito, e teria denunciado Israel à ONU por estar ilegalmente em seu território. Veja bem que a ONU, em sua resolução 1701, afirma claramente que Israel foi vítima de agressão nesse caso. Outra coisa é essa história de que o ataque teria sido premeditado. Só rindo. Israel foi pego de calças curtas pelo Hezbollah. Fique à vontade para achar que não sou um cara isento. Mas cuidado para não acabar achando que isentas são só as pessoas que concordam com você. Um abraço.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006 17:20:00 BRT  
Anonymous Daniel G disse...

Chomsky não tem compromisso com os fatos ?!!...deve ser outro chomsky...

Na minha opinião, ignorá-los é talvez cair nos mesmos erros que você cita: não ter compromisso com os fatos, mas só com as próprias idéias e paranóias.

A verdade é que a informação está aí, e é fortemente manipulada em todos os sentidos. È difícil atingir essa isenção, principalmente tratando-se de assuntos como esse que inflamam tanto os "corações e mentes" de todos...

Como alguém nesse mundo pode saber, ou provar se os caras foram sequestrados 100m pra dentro ou 100m pra fora da fronteira, isso vai cair sempre na especulação e não resolve nada.

Na minha opinião não podemos ignorar são todas as resoluções da ONU barradas ou não por israel e EUA, que denuciam enormes e absurdas violações da lei internacional por Israel. Isso é fato. È fato também o apoio incondicional dos EUA a empreitada de Israel, como também é fato as inumeras incursões ilegais israelenses nos territórios Palestinos em Gaza. Tudo vai depender de onde começa sua linha de tempo.

Israel não foi pego de surpresa nem estava despreparado, simplesmente perdeu essa batalha (por não ter conseguido seu principal objetivo que era libertar os soldados)..Digo a batalha, pois a guerra continua e continuará...indefinidamente.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006 17:52:00 BRT  
Anonymous Daniel G disse...

Alon,

desculpe postar outro comentário...

Gostaria de saber sua opinião, já que citou também Chomsky, Hersch..etc, sobre Finkelstein...o que você acha sobre as idéias dele a respeito do Holocausto..As diferenças que faz entre Holocausto Judeu e Holocausto Nazista...E outras idéias presentes em livros como a industria do Holocausto. Você não acha que elas são baseadas em fatos ?

Considero ele isento, não o acho paranóico e acredito que suas idéias são interessantes e devem ser debatidas.

Pergunto isso pois textos como esse de Demétrio Magnoli me deixam assustado.

Cito como boa leitura, não tão rápida, esse texto de Finkelstein da ZNET, grupo do qual as idéias você obviamente não compartilha.

http://www.zmag.org/content/showarticle.cfm?SectionID=107&ItemID=10759

Daniel

PS. Gosto muito do seu blog, e é praticamente o único em que comento, pois o considero bastante sensato e correto na exposição de suas idéias. Pontos de vista diferentes sempre existiram e isso não tem nada a ver com isenção.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006 18:09:00 BRT  
Blogger Paulo de Tarso Soares disse...

Caro Alon, você achou mesmo esse texto interessante? O que ele conta de novidade? O que ele acrescenta ao que já é sabido por todos? O mérito do texto está na respeitabilidade do seu autor? diga-se de passagem que ele fico nos devendo contar o que soube que tanto o indignou? Superficialidades não ajudam a combater o poder dos bancos, apenas o sanciona, pois os engrandecem perante o senso comum. Um abraço,
Paulinho.

quinta-feira, 17 de agosto de 2006 20:53:00 BRT  

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