A coragem que sobra para algumas coisas escasseia em outras (22/08)
Trecho do artigo Cartel, juros e 'spreads' bancários, do economista Marcos Cintra, na Folha de S.Paulo de ontem:
"É inadmissível que o setor [bancário] continue captando recursos a 15% ao ano e cobrando juros que na média chegam a 38% no desconto de duplicatas, 51% no 'hot money', 32% no capital de giro, 62% no crédito pessoal e 145% no cheque especial. Aplicando os maiores 'spreads' do planeta e cobrando tarifas exorbitantes que cobrem 130% de suas folhas de pagamentos, os bancos no Brasil registram, de acordo com o consultor financeiro Carlos Coradi, lucratividade média de 24,7%, um pouco menos que os 26,9% dos eficientes bancos suíços. Vale lembrar que os dois maiores bancos privados brasileiros tiveram no ano passado rentabilidade superior a 30%."
E os candidatos a presidente? O que dizem? Cadê a coragem? Gastaram tudo em outros temas? Vão tratar do assunto? O que vai fazer o CADE se eles forem eleitos? Como vão quebrar o oligopólio bancário? Vão abrir o mercado (de verdade) para bancos estrangeiros? Ou vão confirmar a tese de que certo liberalismo vale só para os outros?
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"É inadmissível que o setor [bancário] continue captando recursos a 15% ao ano e cobrando juros que na média chegam a 38% no desconto de duplicatas, 51% no 'hot money', 32% no capital de giro, 62% no crédito pessoal e 145% no cheque especial. Aplicando os maiores 'spreads' do planeta e cobrando tarifas exorbitantes que cobrem 130% de suas folhas de pagamentos, os bancos no Brasil registram, de acordo com o consultor financeiro Carlos Coradi, lucratividade média de 24,7%, um pouco menos que os 26,9% dos eficientes bancos suíços. Vale lembrar que os dois maiores bancos privados brasileiros tiveram no ano passado rentabilidade superior a 30%."
E os candidatos a presidente? O que dizem? Cadê a coragem? Gastaram tudo em outros temas? Vão tratar do assunto? O que vai fazer o CADE se eles forem eleitos? Como vão quebrar o oligopólio bancário? Vão abrir o mercado (de verdade) para bancos estrangeiros? Ou vão confirmar a tese de que certo liberalismo vale só para os outros?
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