terça-feira, 8 de agosto de 2006

3 em 1: um dia horroroso para Alckmin (08/08)

Pouco há a comentar, além de dizer que 8 de agosto de 2006 foi uma data para Geraldo Alckmin esquecer. Como aquele velho 3 em 1 (vitrola, toca-fitas e rádio), o tucano sofreu três revezes dolorosos em um único dia:

1. A pesquisa CNT-Sensus, que deu durante o dia Alckmin em queda livre, Heloísa Helena e Luiz Inácio Lula da Silva subindo e o petista ganhando folgadamente no primeiro turno. A tendência foi confirmada pelo Datafolha à noite. Durante o dia, Alckmin e aliados procuraram desqualificar a pesquisa da Sensus, apenas para dali a poucas horas ter que engolir o sapo a seco.

2. Alckmin transmitiu insegurança e pouco preparo no Jornal Nacional de ontem, e o efeito disso multiplicou-se após o desempenho desenvolto e afirmativo de Heloísa Helena hoje diante de William Bonnner e Fátima Bernardes.

3. Heloísa Helena manteve Bonner e Fátima o tempo todo na defensiva e se impôs no telejornal de maior audiência do país. O que só fez aumentar a impressão de Alckmin havia ido mal.

Se eu disser a vocês que esperava a queda do tucano nas pesquisas, estaria mentindo. Aliás, duvido que alguém esperasse. Palpites para a movimentação detectada nos dois levantamentos (vamos esperar para ver o que diz o Ibope):

1. Alckmin cavalgou a onda da retirada dos outros candidatos em junho e de sua alta exposição na tevê nesse período. Mas a onda não quebrou e ele não está conseguindo surfar. É grave. No momento em que o eleitor se aproximou dele, o tucano não conseguiu reter a freguesia. Uns dirão que faltou bater mais em Lula. Já eu acho (e tenho dito aqui) que Alckmin não consegue dizer ao brasileiro comum por que o governo dele seria melhor que o do PT.

2. O ambiente de radicalização e exacerbação política favorece mais Lula e Heloísa do que Alckmin. Desde Charles Darwin, sabe-se que o ambiente seleciona as espécies mais equipadas para sobreviver nas condições dadas em certo momento. Se o sujeito lê todo dia no jornal, ouve todo dia no rádio, vê todo dia na tevê, lê o tempo todo na internet que o país é um mar de lama, uma bagunça, que é preciso fazer mudanças radicais, vai votar em quem? Na aliança PSDB-PFL? Duvido.

Mas posso estar errado, claro. Se alguém tiver uma outra idéia, para isso existe o blog.

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8 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Realmente Alon, quantas chances perdidas e de descontinuidades a cada governo, estamos mais perdidos que Cabral, ficando a duvida se foi ocasional ou intencional a descoberta. Quando criança houvia: este é um país essencialmente agricola, já fomos o primeiro do mundo em café. Já tinhamos o oleo de ricinio (mamona) que era usado pelos corredores em Interlagos, ¨pegas¨ entre JK (Alfa-Romeo) e Sinca Chanbord, eram lindos. E o Copersucar com o patrocinio do ProÁlcool, isso tudo entre anos 60/70. Tudo isso virou pó??? É Alon, alguem incorruptivel que de uma guinada de vez neste país de brincadeira se faz necessário.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006 07:45:00 BRT  
Blogger Angelo da C.I.A. disse...

Putz, agora eu me confundi todo. Como se pode cavalgar uma onda, Alon? Já sei, você é de Brasília mesmo. Só assim para explicar o que veio logo a seguir, o "a onda não quebrou e ele não está conseguindo surfar". Se a onda tivesse "quebrado" ( o mais comum é dizer arrebentado ) aí é que não se dá mais para manobrar. Fica uma espumeira só e por ali a prancha fica instável. O melhor momento para manobrar numa onda é o instantâneo que precede o estouro da onda. É quando o "lip" atinge seu pico de velocidade. Por isto que as manobras no surfe não são feitas em linha reta ou sempre seguindo lateralmente: porque cada vez mais você se afasta do "lip" prestes a quebrar. Assim, o surfe bem feito é um revezamento entre acelerar onda avante, manobrar e depois voltar para repetir tudo com o maior número de manobras.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006 11:25:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Por incrível que possa parecer, o candidadto da oposição tem um largo espaço a conquistar para tentar virar o jogo: no rol de seus próprios aliados. Até agora, foi uma campanha modorrenta, incapaz de aproveitar os momentos mais favoráveis. E os há. As pesquisas mostram que cerca de 80% dos eleitores pesquisados recusam-se a votar em envolvidos em escândalos, por exemplo. Já há pesquisas mostrando estrangulamento financeiro dos que pegaram empréstimos consignados, outro exemplo. A agricultura desacelerou, mais um. É impossível que não tenha um discurso para mostrar o que pretende para o País, dentro dessa modorra que os outros estão a propor. Não é do estilo bater forte? Então, parte para outra. É mais propositivo? Então, mostra. Portanto, se virar a mesa para cima de sua própria equipe e aliados (todo candidadto tem liderança, senão, não brigaria tanto para sê-lo) e mandar todo mundo para cima de votos (pegar no breu, sujar as botas, comer poeira), poderá recuperar seus índices. Há significativa parcela de eleitores que não vota nem em Lula nem em Heloisa Helena. Sua exposição na entrevista, apesar de apertado em pontos críticos, não passou artificialismo, teve 45 pontos no horário, na Grande São Paulo, houve aprovações, apesar de ressalvas. Portanto, tem qualidades que podem fazê-lo avançar além dos 30%. Um boa forma de mostrar a que veio é chutar o pau da própria barraca, dar um baita chacoalhão. Às vezes ajuda. Ainda mais nas proximidades do horário eleitoral na TV e no rádio. Afinal, vale uma vitória.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006 11:33:00 BRT  
Anonymous Rodrigo disse...

o Alckmin é bem fraquinho...

quarta-feira, 9 de agosto de 2006 11:35:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Todo mundo parece ter se esquecido do voto espontâneo, que não se mexeu em nenhum dos institutos. Ele mostra que 51% dos brasileiros ainda não tem o nome do candidato a presidente na cabeça. Continua tudo como dantes. Exceto que os jornalistas estão felicíssimos com a ascensão da mais nova "incompetente" política brasileira, Heloísa Helena - aliás, qual o projeto dela mesmo? Expropriar terras produtivas?

quarta-feira, 9 de agosto de 2006 11:48:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

O Alckmin é muito fraco. O PSDB entregou a eleição para o Lula quando escolheu ele e descartou o Serra.

Agora contra o Lula só mesmo a Heloisa Helena.

quarta-feira, 9 de agosto de 2006 12:03:00 BRT  
Anonymous Luis Carlos disse...

O ex-governador pode até virar o jogo, mas por enquanto a candidatura ainda não embalou. Alon, sabe quem é a 2ª pessoa mais feliz com o dia de ontem? O Lula, porque a 1ª é o Serra. Quando, lá atrás, pensavamos como essa eleição seria decidida, uma variável importante era como se daria o processo de escolha do candidato tucano. O processo não foi adequado para quem almeja ganhar esta eleição. A candidatura do ex-governador não se impôs naturalmente, pois havia um postulante forte: o ex-prefeito Serra. O PSDB acabou escolhendo um candidato que não era unanimidade dentro do partido e entre os aliados (embora o Serra também não fosse). Além disso, escolheram aquele com piores índices de intenção de voto (praticamente 6 meses após a sua escolha, o ex-governador ainda não atingiu a marca que o Serra tinha nas pesquisas em fevereiro!!).
O jogo ainda não acabou (o PT não tem alianças regionais fortes e o divórcio do Lula com a opinião pública foi litigioso) mas o candidato PSDB/PFL poderia estar em entrando em melhores condições na fase do horário eleitoral...

quarta-feira, 9 de agosto de 2006 12:23:00 BRT  
Anonymous MinasBlog disse...

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quarta-feira, 9 de agosto de 2006 15:00:00 BRT  

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