terça-feira, 11 de julho de 2006

Uma longa jornada até outubro (11/07)

O dramático no bloguismo é você ter sempre que comentar alguma coisa. A pesquisa CNT-Sensus de hoje, por exemplo, não apresenta qualquer novidade em relação aos mais recentes Datafolha e Vox Populi. Em resumo:

1) Geraldo Alckmin já agrupou em torno dele cerca de 80% do voto anti-Lula

2) Heloísa Helena está mais para os 5% do que para os 10%, também em função do crescimento de Alckmin

3) Lula tem no 1º turno (cerca de) 10 pontos percentuais acima dos (cerca de) 45% de votos válidos que teve quatro anos atrás

4) Lula tem no segundo turno pouco menos do que os (cerca de) 60% de quatro anos atrás

Nesses quatro anos, Lula perdeu eleitores de classe média e classe alta (que migraram para Alckmin) e ganhou, com vantagem, musculatura entre os pobres. Especialmente no Nordeste.

Alckmin já perdeu a eleição? Longe disso. Uma diferença de 10 pontos no segundo turno (média de Vox, Datafolha e Sensus) é pequena, pois cada voto que sai de um teoricamente vai para o outro. Em tese, Alckmin precisa mudar a opinião de cinco milhões de eleitores num universo de 100 milhões.

A missão de Alckmin é simples? Longe disso. É duríssima. Lula já está no osso na classe média e pode ganhar terreno aí quando começar a campanha no rádio e TV. Em outubro, a economia estará num momento excepcional (já está) e não será fácil para Alckmin convencer os pobres a mudarem o que vem dando certo. E a esterilização da cobertura jornalística de rádio e TV no período eleitoral ajuda Lula.

Se tivesse que quantificar, diria que a eleição hoje está 70% a 30% para Lula contra Alckmin, quanto às possibilidades de vitória. Bem melhor para Lula do que se poderia prever no final do ano passado. Um pouco melhor para Alckmin do que se chegou a prever no começo deste ano.

Ah! Uma informação. Parece que a campanha de Alckmin mandou para a reserva os gurus do vale-tudo eleitoral. A turma "propositiva" vai estrear com poder total no horário gratuito. Se o resultado vier rapidamente, continuam no time. Se não, as pressões que desabaram sobre Parreira e companhia serão fichinha perto do que espera pelo tucano.

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