sexta-feira, 14 de julho de 2006

O sintoma do isolamento (14/07)

O candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, terá bem mais tempo de televisão e rádio que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É um sintoma do principal problema, da principal fraqueza da candidatura petista: o isolamento político. Não deixa de ser espantoso que um ocupante do Executivo candidato à reeleição tenha se mostrado incapaz de costurar um arco de apoios que lhe desse, na propaganda gratuita, pelo menos tempo igual ao de seu principal concorrente. E que isso tenha acontecido porque o PT se recusou a ceder um mínimo de espaços regionais para atrair, por exemplo, o PSB, um partido que apoia Lula desde 2003, nos bons e maus momentos. O PT parece confiar muito mesmo em sua base social, para crer que ela poderá enfrentar (quase) sozinha o amálgama de forças econômicas, políticas e sociais que se unem contra Lula. É uma aposta e tanto. O PT quer fazer da candidatura Lula uma escada para consolidar o poder do PT. Só que escada serve para subir e também para descer. Pode ser que o PT suba por essa escada, mas ela também poderá ser usada pelos adversários para fazer Lula descer de onde está.

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8 Comentários:

Anonymous Valério Bastos disse...

Alon, sou tucano e sou obrigado a reconhecer que você foi um dos únicos jornalistas que nunca considerou Alckmin morto. Fiz uma pesquisa no seu blog e percebi que você sempre ressaltou a competitividade do Geraldo. Parabéns por sua isenção.

sexta-feira, 14 de julho de 2006 13:40:00 BRT  
Blogger Ricardo disse...

Lula acredita que esta eleição servirá de alforria para todos os crimes cometidos pelo partido no poder. E vai tentar, como bem disse Cristóvam Buarque e Chico de Oliveira, dar um by-pass na democracia e aplicar uma tal democracia direta no Brasil. De outra forma, não governará.

sexta-feira, 14 de julho de 2006 15:31:00 BRT  
Blogger Xico Dias disse...

Concordo com você. O jogo é jogado e lambari é pescado. Ninguém está morto e eleição não se ganha de véspera. É bom todo mundo tirar o sapatos de salto alto.
Abs

sexta-feira, 14 de julho de 2006 15:49:00 BRT  
Anonymous Antonio Lyra Filho disse...

ALON: Antes de ler o seu comentário, estava fazendo uma analise do despreparo do menbros que estão a frente do PT. No caso do PSB, caso em Pernambuco tivessem sacrificado a cadidatura de Humberto costa, o PSB teria entrado na coligação. Mas a vaidade e aprepotência, fizeram com que no Estado tivessemos dois cadidatos da esquerda se degladiando.
Além do tempo menor tempo que o PT terá nos Guias Eleitorais, temos de levar em conta que os politicos do PSDB/PFL, são profissionais e sem nenhuma compustura.
Ao meu ver, esta elelição está praticamente perdida. As últimas pesquisas com o crescimento de Heloisa Helena demostra isto.
Aguardo a próxima pesquisa do IBOPE, caso ela siga a mesma tendências das que foram publicadas recentemente, a derrota esta consolidada.
A prepotência do PT, será responsável pela derrota.

sexta-feira, 14 de julho de 2006 16:02:00 BRT  
Anonymous swamoro-palavra@yahoo.com.br disse...

O que fica claro é o arranhão no mito da imbatividade de Lula. A campanha e as alianças foram nele baseadas. Agora, quando o momento exige soluções dos governantes, a percepção é de uma enorme fragilidade. Para o PT, será difícil articular um discurso consistente, pois, há muitas frentes a cobrir ao mesmo tempo, faltanto pouco mais de 3 meses para as eleições. A base social do PT causou receios pelas invasões, de algumas de suas vertentes, notadamente a centros de pesquisas e à Câmara do Deputados. Ela só teria sucesso pela sua capacidade de multiplicação de votos em outras áreas mas, prejudicada pela má imagem construída, fica difícil obter o sucesso pretendido. Sem falar das lideranças envolvidas nos escândalos. Não se sairam bem, apesar de absolvidas pelo plenário da Câmara dos Deputados, o que reduz em muito suas chances de carrear o mesmo sucesso de 2002. Assim, é mais provável a acentuação do descolamento de Lula tanto do PT, como das bases tradicionais de apoio, do que o contrário. Pode ser que na base da reação de Alckmin, estejam algumas destas percepções do cidadão.

sexta-feira, 14 de julho de 2006 16:17:00 BRT  
Anonymous Marcos Simões disse...

Não acredito que a reeleição está em perigo, mas não se pode encostar e descansar à espera da vitória. Acho que Lula está certo em não lotear o governo para alcançar aliados. A história recente nos diz como foram ruins esses apoios. O presidente confia no povo humilde agraciado com os programas sociais e sua militância aguerrida que sabe o que quer. As pesquisas são assim mesmo. A imprensa "brasileira" tem a característica dos Cisneros da Venezuela, faz espuma, insinua números e factóides até ás portas da eleição na tentativa de carregar a massa eleitora para o candidato de melhor índice. Creio que vão dar com o burros n'água. Assim aconteceu na Venezuela e na Bolívia.

sexta-feira, 14 de julho de 2006 19:28:00 BRT  
Anonymous Renato Guimaraes disse...

Realmente o que me assusta é que estamos de fato sem opcoes. Geraldo Alckmin e a parcela do PSDB e do PFL que representa me dá engulhos. O Lula vencendo, com quem governará? Com essa coisa em que se transformou o PT? Diretamente com o povo. O Lula como sonho, acabou. O que resta é uma realidade indigesta. E olha que sempre votei no Lula...

sábado, 15 de julho de 2006 01:34:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Realmente um partido que perdeu Cristovam Buarque, Heloisa Helena dois candidatos ora presidenciaveis e considerados ex-notáveis do PT, algum problema existe lá dentro do partido, pois, dizer simplesmente que os companheiros foram perseguidos pela oposição, elite e imprensa é muito estranho, estranhissimo. Se, eles tivessem certos, que o diga o santissimo pres. lula, o ABC-SP continuaria sendo a maior renda per-capita brasileira (1979), com pelo menos uma industria automobilistica genuinamente brasileira.
Yoshio-Japão

sábado, 15 de julho de 2006 08:07:00 BRT  

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