terça-feira, 13 de junho de 2006

Pois eu acho que o Brasil estreou bem (13/06)

A única estréia maravilhosa de que me lembro do Brasil em Copas do Mundo foi contra a Tchecoslováquia, em 1970. Teve a maior matada no peito de todos os tempos (Pelé no segundo gol dos 4 a 1. Clique aqui para ir à página da Fifa com os vídeos especiais das Copas, com as imagens de 70 que trazem o gol de Pelé contra os tchecos), o chute do meio de campo que quase entrou (de novo Pelé) e a explosão de Jairzinho. Teve também o sinal da cruz de Petras no gol tcheco. De resto, desde que me entendo por gente em Copas (1966), as estréias são duras. Como o são 90% dos jogos. Copas são difíceis de jogar e de ganhar. Credite-se a euforia em torno do atual time brasileiro ao gigantesco investimento em marketing, que precisa dar algum retorno mesmo antes de a competição começar (já que o futebol é mesmo uma caixinha de surpresas). Uma coisa apenas me chamou a atenção. Habitualmente, um dos melhores empregos do mundo é o de goleiro da seleção brasileira de futebol. Os adversários não costumam jogar atacando o Brasil, sem contar que Parreira (assim como Felipão) costuma montar seus times de modo a evitar que a bola chegue ao seu gol, antes de tudo. Desta vez é diferente, o Brasil ataca mais e, em contrapartida, a bola chega mais ao gol de Dida. Vamos ver no que vai dar. Pelo menos assistiremos a mais futebol. E vai ser logo, se, como parece, acontecer um Brasil x Itália ou Brasil x República Tcheca logo nas oitavas. Se você gosta do jogo, responda rápido: se tivesse que escolher, preferiria ganhar um DVD com os teipes da seleção campeão do mundo em 1994 ou da que foi eliminada em 1982?

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7 Comentários:

Anonymous Marcelo Cardia disse...

DVD da seleção de 1982 e também a de 1996, sem pestanejar.Quanto ao jogo, esta Croácia foi tão difícil como a Thecolosváquia de 1970.Aliás o Leste Europeu sempre deu seleções que jogam o fino, como o Romênia de Hagi, ou a Bulgária de Stoichcov.
Mas está estória de quadrado mágico é mais eha que andar para frente, pois este esquema já foi usado milhões de vezes, mas só funciona se não tiver um jogador gordo e sem vontade e com bolhas nos pés, um craque, mas no caso um cone em forma de craque.

terça-feira, 13 de junho de 2006 21:28:00 BRT  
Anonymous Emerson Maria disse...

1982. Claro.

terça-feira, 13 de junho de 2006 22:26:00 BRT  
Anonymous André Pessoa disse...

1982, sem dúvida. A melhor seleção de todos os tempos.

terça-feira, 13 de junho de 2006 23:48:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

82, não tem nem o que pensar. A seleção "italiana" de 94 foi sem dúvida a pior seleção com que ganhamos uma Copa. E pior que várias outras com que perdemos (50, 82, 86, até 98 - e os mais velhos dizem que a de 38 era maravilhosa também).

Quanto ao jogo, estréias são sempre difíceis. Claro, o Ronaldo está pedindo para ser transformado de fenômeno em monumento (imóvel na meia-lua da grande área, como que numa homenagem aos grandes cetroavantes do passado, ele incluído). O Ronaldinho e o Adriano acho que aos poucos se acertam.

A vantagem do Brasil é que raramente não aparece alguém para resolver o problema - num dia em todo mundo estava meio apático o Kaká jogou o suficiente para garantir a vitória. Nenhum outro time pode pode se dar a este luxo - se Riquelme não joga, a Argentina afunda. Se Zidanne está desligado a França não joga. Se Beckmman está pensando no próximo corte de cabelo não sobra ninguém na Inglaterra (sobra a Alemanha, que como sempre tem um jogo conjunto muito bem afinado).

quarta-feira, 14 de junho de 2006 10:39:00 BRT  
Anonymous Luis Carlos disse...

Algo interessante em Copa do Mundo, além de assistir aos jogos, é ver como o jogo é visto de maneira diferente por cada um. Você conversa com um amigo e percebe que ele assistiu a um jogo ligeiramente diferente daquele que você viu, depois você dá uma "zapeada" nos canais e cada mesa redonda viu um jogo na estréia do Brasil. Os comentaristas da ESPN tiveram um visão particular sobre o jogo, longe, por exemplo, do jogo visto pelo narrador oficial do Globo (aliás, bota oficial nisso). A visão do narrador e comentaristas globais, por sua vez, foi diferente dos comentários vistos na SporTV. Aliás, neste último, recordista em mesas redondas e programas especiais, mostrou que em cada programa havia um olhar particular, conforme mudavam os comentaristas do jogo. E assim vai, ontem os comentários sobre o 9 da seleção variaram de "só está precisando de mais jogos para adquirir ritmo de jogo", passando por "não foi o único a jogar mal" até ao radical "esse jogador está acabado para o futebol, já era".
Dá para entender?

quarta-feira, 14 de junho de 2006 17:40:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Lembrou bem Alon, o genial Pele quem viu não esquece. E naqueles tempos não tinham o poder economico, era pura arte, hoje o $ fala mais alto. E era muito bom ir ao estadio todos juntos, sem violencia, e nem havia separação das torcidas. Porque mudou tanto assim??? Acho que eu é sou careta.
Yoshio

quarta-feira, 14 de junho de 2006 22:04:00 BRT  
Blogger Frederico disse...

Post "antigo" mas não me furto a dizer: TAMBÉM não achei a estréia do Brasil na Copa ruim. Vamos esperar o próximo jogo, amanhã, domingo. Abraços.

sábado, 17 de junho de 2006 21:49:00 BRT  

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