segunda-feira, 12 de junho de 2006

Anvisa vs. Conar e a boçalidade do ano (12/06)

O Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) trabalha para evitar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avance na regulamentação da publicidade de produtos potencialmente danosos à saúde. É um debate importante. Ou se toma alguma providência ou, por exemplo, caminharemos para taxas norte-americanas de obesidade infantil em poucos anos. Modestamente, seguem algumas sugestões para um projeto de lei mais amplo sobre o assunto publicidade:

- proibir toda e qualquer publicidade de bebida alcoólica, inclusive o merchandasing

- proibir toda e qualquer publicidade de medicamento, inclusive o merchandisig

- proibir toda e qualquer publicidade de brinquedo, inclusive o merchandising

Os dois primeiros itens me parecem auto-explicativos. Sobre o terceiro, espero as críticas para aprofundar o debate. E sobre a propaganda de bebidas, se ela já estivesse proibida teríamos sido poupados da maior boçalidade publicitária da temporada, o filmete "Trave". Chega a dar vontade de torcer pela Argentina.

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4 Comentários:

Anonymous Marcus disse...

Toda essa campanha da Skol, e não só esse comercial, é de uma extrema boçalidade. Ela é, em última instância, um elogio da bebedeira. Disfarçado, mas claríssimo.

O que é aquele comercial onde os velhinhos ficam todos serelepes e fazem uma festa?

Não tenho palavras.

segunda-feira, 12 de junho de 2006 01:44:00 BRT  
Blogger Paulo C disse...

Acho que tempos duros exigem medidas duras. Sou a favor de perder os objetos indiretos: "Proibir toda e qualquer publicidade, inclusive o merchandising" soa melhor. Ficam-se as TVs educativas e os jornais que prefiram vwnder informação a vender olhos para produtos. Para não ferir muito a liberdade de expressão, permitem-se comunicados (na forma "A empresa X comunica que está disponível o novo modelo do produto Y com as seguintes características técnicas"). Mesmo assim, em caderno separado no jornais e só após as 22:00 em TVs e rádios.

segunda-feira, 12 de junho de 2006 01:49:00 BRT  
Anonymous Fernando disse...

Acho que todas as três seriam proibições estúpidas. Sugiro debatermos o que é realmente importante:

- proibir toda e qualquer publicidade do governo, inclusive o merchandising.

segunda-feira, 12 de junho de 2006 06:16:00 BRT  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

Obrigado por concordar com minha opinião, Fernando. Veja o que propus em 5 de março deste ano, no post Neil Armstrong e o debate sobre um programa para o Brasil (05/03) (http://blogdoalon.blogspot.com/
2006/03/
neil-armstrong-e-o-debate-sobre-um.html):

"(...)Talvez seja a oportunidade de os blogs lançarem ao debate algumas idéias sobre o que o próximo governo deveria fazer.(...) "Propor a proibição constitucional de publicidade oficial que tenha qualquer conteúdo laudatório a governos. Propor que a lei determine um teto (baixo) para gastos com comunicação oficial e restrinja essa despesa a casos (realmente) de utilidade pública. Proibir que governos tenham símbolos próprios e determinar que a comunicação oficial seja feita com os símbolos do Estado. Isso é outra coisa que quem está na oposição critica, mas usa até se lambuzar quando chega ao governo. Talvez seja um dos traços mais gritantes do nosso subdesenvolvimento político. O dinheiro do povo é usado para tentar convencer o povo de que o governo é bom. Ainda por cima, como os serviços e produtos de comunicação são em larga medida intangíveis, a publicidade oficial torna-se outra (grande) fonte potencial de corrupção."

segunda-feira, 12 de junho de 2006 08:01:00 BRT  

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