terça-feira, 23 de maio de 2006

Presente de grego na Palestina (23/05)

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh (Hamas), propôs uma trégua "de muitos anos" a Israel, em troca da total retirada israelense dos territórios tomados duante a Guerra dos Seis Dias, em 1967. A proposta tem dois problemas, pelo menos. Não garante que os grupos rivais do Hamas (Fatah principalmente) deixem de lado as ações armadas. E, principalmente, pede a Israel um recuo estratégico oferecendo em contrapartida apenas uma concessão tática. Teoricamente, Israel estaria alimentando um vizinho que tem por objetivo destruí-lo. Não faz sentido. A melhor solução seria a Autoridade Palestina comandada pelo Hamas admitir a existência de Israel como um Estado Judeu e, finalmente, aceitar a partilha da Palestina decidida pela ONU em 1947. A atual posição expressa por Haniyeh só fará acelerar a separação manu militari de Israel em relação aos Palestinos e a demarcação unilateral, pelo governo israelense, das fronteiras entre os dois países.

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3 Comentários:

Anonymous Anônimo disse...

Admitir a existência de Israel é a única cata que o Hamas tem. Se a joga, fica sem nada nas mãos e acaba como a OLP. E Israel continuaria a agir unilateralemnte.

terça-feira, 23 de maio de 2006 10:02:00 BRT  
Anonymous Fernando disse...

Caro anonymous, essa carta já foi jogada pelos palestinos em Oslo quando a OLP reconheceu o estado de Israel em troca do estabelecimento da Autoridade Nacional Palestina. Não dá para recolher a carta para jogar de novo.

Mas você não deixa de ter razão - o Hamas não tem nenhuma outra carta mesmo. Ele é incapaz hoje de realizar ações terroristas contra Israel, e por isso a tal "trégua" proposta não tem valor nenhum. Sem nada para oferecer, o Hamas vai assistir Israel demarcar as fronteiras que quiser.

terça-feira, 23 de maio de 2006 10:58:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Fernando,
É que no meu entendimento, a carta (e não a cata) é repetida e foi só jogada pela OLP.

terça-feira, 23 de maio de 2006 15:12:00 BRT  

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