quinta-feira, 11 de maio de 2006

Para prestar atenção (11/05)

Do resumo da imprensa que a consultoria Tendências enviou hoje a seus clientes, alguns assuntos para acompanhar com atenção, acho eu:

1) URUGUAI NÃO IRÁ À CÚPULA PARALELA DO MERCOSUL EM VIENA - O presidente do Uruguai, Tabaré Vazquez, não participará no sábado de uma reunião paralela entre líderes europeus e do Mercosul, segundo uma graduada fonte diplomática brasileira. A cúpula ocorrerá na Reunião de Cúpula União Européia-América Latina-Caribe, que se iniciará amanhã em Viena. A decisão de Tabaré, se confirmada, será inevitavelmente interpretada como mais um capítulo da crise no Mercosul. Tabaré já alertou que pode abandonar o bloco se os parceiros não aceitarem que o Uruguai negocie um acordo comercial bilateral com os EUA.

2) BRASILEIROS PRÓXIMOS À FRONTEIRA BOLIVIANA PODEM SER EXPULSOS - Brasileiros que vivem na Bolívia poderão ser expulsos. São pequenos agricultores que moram na região de fronteira com Acre e Rondônia. A decisão do governo do presidente boliviano, Evo Morales, pegou todos de surpresa. O fato é que a Constituição da Bolívia proíbe que estrangeiros sejam proprietários de terra em uma faixa de até 50 quilômetros da fronteira. O Ministério das Relações Exteriores informou ontem, no início da noite, que enviará hoje um funcionário diplomático para manter contato com os brasileiros que moram na região.

3) PETROBRAS ACEITA NEGOCIAR PREÇO DO GÁS COM BOLÍVIA - Após cinco horas de reunião, ontem à noite, em La Paz, a Petrobras aceitou negociar o preço do gás com a Bolívia. Participaram da reunião o ministro de Minas e Energia do Brasil, Silas Rondeau; o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli; e o ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada. Em nota, eles anunciam a criação de um grupo de trabalho que discutirá como ficarão os contratos para a produção e comercialização do gás. As partes vão discutir “uma revisão” nos preços, “de forma racional e eqüitativa”, diz o texto. Horas antes, Soliz Rada ameaçara não indenizar a Petrobras, que perdeu seus ativos com a nacionalização das reservas. "Não sabemos ainda se vamos ou não indenizar as petrolíferas." Perguntado se temia a saída da estatal de seu país, o ministro afirmou: "A Petrobras é que deve temer, não nós".

4) PUTIN FAZ ATAQUE AOS EUA E VAI AUMENTAR GASTOS MILITARES - Em seu discurso anual, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, reagiu ontem às críticas do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney, que na semana passada acusou o governo russo de não respeitar a população e de usar as riquezas do país como instrumento de intimidação. "Onde está toda essa retórica sobre a proteção dos direitos humanos e a democracia, quando se trata dos próprios interesses?", disse Putin, ao destacar que o orçamento militar russo é 25 vezes menor do que o dos EUA. Ele anunciou que fará investimentos para fortalecer as Forças Armadas.

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