sexta-feira, 19 de maio de 2006

"Não me parece razoável supor que o Brasil tem o direito de fazer os bolivianos garantirem o crescimento brasileiro, contra os movimentos do mercado."

A frase é do prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz. Leia mais notícias relacionadas, da sinopse de imprensa distribuída hoje pela Consultoria Tendências aos seus clientes.

BRASIL VAI ANTECIPAR EM 4 ANOS A PRODUÇÃO DE TODO GÁS IMPORTADO DA BOLÍVIA - O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, informou que o Brasil antecipará a produção de gás de suas reservas de 2012 para 2008. A meta é produzir 24,2 milhões de metros cúbicos a mais do insumo por dia, volume que corresponde a quase todo o gás importado da Bolívia e metade do consumo nacional. Essa foi uma das medidas aprovadas na reunião de ontem do Conselho Nacional de Política Energética, cujo tema foi a independência energética do País. Também foi definido que a Petrobras desenvolverá, para 2007, um combustível inédito - batizado de H-Bio -, que permite o uso de óleo vegetal, como o de soja, no refino do diesel. A crise com a Bolívia, que nacionalizou a indústria de petróleo e gás, foi o pano de fundo da reunião.

GOVERNO PODE TER PROBLEMAS COM TROCA DE GÁS POR ÁLCOOL EM USINAS - A troca de gás por álcool nas usinas térmicas pode criar um novo problema para o governo. Isso porque ainda não há um marco regulatório claro para o setor sucroalcooleiro. Além disso, fonte do Ministério da Agricultura advertiu que o Brasil não tem combustível para a demanda adicional. "No curto prazo não dá para fazer muita coisa. Não temos álcool para atender à demanda adicional, ainda mais se houver necessidade de grandes volumes", disse. Ontem, em reunião do Conselho Nacional de Política Energética com o objetivo de discutir a independência do Brasil no setor de energia, ficou acertado que, em setembro, a Usina de Seropédica (Rio) começará a operar com gás, álcool, diesel, gás liquefeito de petróleo e gás natural. A troca já vem sendo testada, com sucesso, pela Petrobras, com o objetivo de tornar o Brasil mais independente do gás importado da Bolívia.

STIGLITZ DEFENDE AUMENTO DO PREÇO DO GÁS PELA BOLÍVIA - O economista Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia, acredita que a Bolívia tem razão ao pressionar o Brasil e outros importadores de gás pelo aumento de preço. "Se o preço da energia está subindo em todo mundo, o do gás deve subir também", observou. "Não me parece razoável supor que o Brasil tem o direito de fazer os bolivianos garantirem o crescimento brasileiro, contra os movimentos do mercado." Stiglitz está na Bolívia a convite do governo do Estado para dois encontros com o presidente Evo Morales. O economista defendeu o direito do país de nacionalizar a indústria de petróleo e gás. "É uma forma de permitir que a população usufrua dos recursos naturais do país, coisa que nunca aconteceu antes", afirmou.

Clique aqui para assinar gratuitamente este blog (Blog do Alon).Para inserir um comentário, clique sobre a palavra "comentários", abaixo.

0 Comentários:

Postar um comentário

<< Home