domingo, 28 de maio de 2006

Na entressafra (28/05)

Recebo reclamações pela diminuição no ritmo do blog. O fato é que a entressafra anda brava. Os assuntos vão envelhecendo e morrendo um a um, sem que novos surjam no lugar. O PMDB, por exemplo, normalmente é um celeiro de notícias e ótima fonte de fatos que geram comentários. Alguém ainda se anima a comentar qualquer coisa sobre o PMDB? Outro tema recorrente é a candidatura Geraldo Alckmin. Ela é dada como morta por alguns, coisa com que não concordo. O que falta dizer sobre as razões das dificuldades do tucano? Nada. Principalmente depois do editorial de hoje da Folha (Oposição sem rumo). Diz o jornal que "chama a atenção na candidatura de Geraldo Alckmin, até agora, a sua falta de mensagem substantiva de mudança". Sim, foi animador ver o editorial criticando o "udenismo". Ah! Tem a Bolívia. Bom exemplo de montanha que pariu um rato. A Petrobrás está embrenhada numa negociação sobre o preço do gás, que só despertaria algum interesse se viesse a resultar em aumentos para o consumidor. Não vai acontecer. Bem, há o PCC (Primeiro Comando da Capital). Eu poderia dizer que um bom sinal da recente mudança nas idéias e nos costumes é ver a desenvoltura com que alguns podem defender a matança de criminosos. Década e meia atrás, os que apoiaram o massacre do Carandiru precisaram ao menos exibir alguma contenção.
Acho que não vai ter jeito. Este é um blog de política, mas vou acabar tendo que discutir futebol.

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4 Comentários:

Anonymous augusto disse...

Futebol!! Legal, vamos nessa... Só não vale falar de administração de clube...Porque, você sabe, jornalistas, tb, entendem de administração, em especial clubística. Mas, tô dentro. Um abraço.

domingo, 28 de maio de 2006 21:32:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Tendo a considerar a entresafra algo positico, considerando-se que estamos em um regime democrático. E se você não for palmeirense, pode ficar feliz comentando futebol.

domingo, 28 de maio de 2006 21:36:00 BRT  
Blogger Marcelo, da Sala de Literatura do Portal Terra disse...

Concordo com você quando afirma não considerar "morta" a candidatura de Alckmin. Mas é quase certo que você não concordará com o que direi a seguir.
Por algum dia desses devo ter acordado com as pernas para cima, e assim permanecido; suspeito que para mim o mundo esteja mesmo de cabeça para baixo, pois não consigo partilhar da compreensão geral sobre as duas pesquisas de voto recém-divulgadas.
Segundo essa impressão majoritária, parece que Lula avança para decidir o pleito ainda no primeiro turno, com folga. Que as chances de Alckmin, já tidas desde o início como muito pequenas, acabam de desmoronar.
Ora, não sei onde ambas as pesquisas autorizam tal interpretação.
Não vejo nenhuma linha nas pesquisas indicando tendência da candidatura Lula para "bombar". Diria mesmo que os dados da pesquisa desmentem completamente tal possibilidade.
Se Lula ganharia hoje no primeiro turno, não é porque cresceu demais, e sim porque houve uma alteração no contexto do quadro de candidatos. De fato, essa modificação beneficia tanto Lula quanto Alckmin, que há um mês tinha Garotinho em seus calcanhares.
Os rumos que a eleição vai tomando parece obedecer cada vez mais à lógica partidária, com a previsível disputa entre PT e PSDB pela hegemonia nacional.
O fato de que certos ventos favoráveis beneficiam atualmente a candidatura de Lula é algo em si extremamente volátil. Não sabemos qual será o cenário real daqui a três meses. Nem o peso que cada fato novo terá então sobre a decisão do eleitorado.
O fato é que essa polarização - já muito clara nas duas pesquisas recentes - favorece um candidado nacionalmente pouco conhecido como Alckmin, e isso até agora eu não ouvi ninguém dizer.
Também parece não ter passado nas cogitações de ninguém que Alckmin, sendo um adversário muito mais frágil do que seria Serra ou FHC no primeiro turno, talvez se constitua numa ameaça muito maior a Lula, do que qualquer um desses dois, no segundo.
Eu tendo a pensar que seria preferível, do ponto de vista do governo atual, que o segundo turno se colocasse como um choque comparativo entre as administrações de FHC e a de Lula. É o que de fato aconteceria com Serra ou FHC disputando a presidência.
Com Alckmin é diferente.
Alckmin é o candidato desconhecido da maioria do país, cuja face neutra pode absorver melhor o sentimento, presente em qualquer eleição, de oposição ao governo, seja ele qual for. Com Alckmin a comparação mencionada fica num segundo plano: antes, é na sua figura neutra de "picolé de chuchu" que deve refletir-se aquilo que será a tônica do segundo turno: o julgamento, o voto de aprovação ou reprovação do atual governo, sem mais nenhum parâmetro.
Eu poderia mesmo apostar que FHC ou Serra não seriam páreo para Lula. Bem mais cômoda, a meu ver, é para Alckmin a situação que se prepara no segundo turno.
Alckmin tem boas chances, sim.

domingo, 28 de maio de 2006 21:56:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

Não parece o arrefecimento ser motivado por falta de assunto. Talvez a profusão deles provoque uma sensação de enfado. Não pelo fato de não serem importantes, ou novos, ou graves, mas, talvez, por serem, quase todos, decorrência dos demais. O enfado fica evidente quando uma frase (lida numa análise em outro blog)- “O susto moral provocado pela crise do mensalão passou, e o real tornou-se novamente o grande eleitor. Isso é a chave de tudo nesta eleição” - tem o atributo de acender alguma ira. Mesmo sugerindo moral com prazo de validade. Quanto ao futebol, foi até discutido com o presidente da França. É o assunto do momento. As festas juninas também serão assunto. Mas, talvez nem mesmo as fogueiras em profusão sejam um farol. A verdade, porém sem nenhuma novidade, é que nenhum protagonista ou coadjuvante estará só grudado nas estripulias do Ronaldinho Gaúcho(ou do Robinho), com a bola nos pés, nos campos europeus. Pode até ser, mas não o tempo todo. Sobrará algum espaço para discutir a tal concertação ou pacto para garantir a estabilidade. Do Real, lógico, pois, a cerebral necessitará de muito mais para relaxar um pouco.

segunda-feira, 29 de maio de 2006 15:00:00 BRT  

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