terça-feira, 30 de maio de 2006

Descobriram! (30/05)

O instituto da reeleição foi aprovado no Brasil por uma aliança entre o então presidente, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os então governadores e prefeitos e os então deputados e senadores. Fizeram uma coisa bem boa para todos eles. Ocupantes de cargos executivos podem disputar a reeleição sem deixar a cadeira. Membros do Legislativo podem concorrer a qualquer cargo sem largar o mandato. Mas quem estiver no Executivo e desejar mudar de ares precisa renunciar. Essa regra é absurda. Por que Luiz Inácio Lula da Silva pode concorrer à reeleição e continuar no Palácio do Planalto, enquanto Geraldo Alckmin teve que renunciar ao governo de São Paulo? Só no Brasil mesmo. Agora, com uma década de atraso, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, descobriu que isso é um problema. No caso da disputa presidencial, bem-feito para os tucanos. Fizeram uma regra para beneficiá-los quando no governo, mas se esqueceram de que um dia poderiam estar na oposição. E depois dizem que só o PT é quem tem projetos para continuar indefinidamente no poder. Clique aqui para ler mais.

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5 Comentários:

Anonymous Fernando disse...

Alon, para quem reclamava de não ter assunto, estranhei você não ter comentado a principal notícia política do Brasil: a entrevista do Tarso Genro à Rádio Gaúcha, onde ele defende o fim dos "direitos adquiridos" e uma nova reforma na Previdência. Uma evolução enorme na posição do partido - será que os petistas estão entrando na idade adulta?

terça-feira, 30 de maio de 2006 09:45:00 BRT  
Anonymous guilherme brittes disse...

A questão é mais grave. A crise que existe entre população e instituições se dá por contra da quebra, permanente, do contrato social que se assina por ocasião das eleições.

O povo tenta, de boa fé e talvez ingenuamente, “sanear” a vida política usando o único e ineficaz instrumento do voto, que serve apenas para legitimar as ações de bandidos que assumem cargos públicos para usar em benefício próprio o poder concedido via eleições.

Os honestos que participam da vida pública são paralisados através de poderosos instrumentos.

As poucas demonstrações de justiça e bondade funcionam como “cortina de fumaça”, como “válvula de panela de pressão”, ou como “bois de piranha” para através de sacrifício de poucos bois expropriarem a população de “boiadas” inteiras.

Eleições e administração pública são na verdade um jogo de cartas marcadas que precisa ser repensado pelos especialistas da área.

guilherme brittes
http://modernizando.blogspot.com/

terça-feira, 30 de maio de 2006 15:53:00 BRT  
Anonymous Marcelo Pinto disse...

Caro Alon, seu Blog para mim hoje é uma referência obrigatória. Parabens pelos seus artigos, apesar de nem sempre comungar com as ideias, são irretocáveis e isentos, raramente dando margem a comentários complementares.

quarta-feira, 31 de maio de 2006 00:23:00 BRT  
Anonymous Leonardo disse...

Reflexos de nossas leis cheias de excessões. Feitas para muitos respeitarem e para poucos terem válvulas de escape.

quarta-feira, 31 de maio de 2006 01:13:00 BRT  
Anonymous Swamoro Songhay disse...

O instituto da reeleição foi colocado como sempre acontece: viciado por casuísmo. Deixou essas aberrantes brechas e incoerências. Pode até ser ingenuidade, mas, aprimorar a norma seria melhor do que revogá-la. Revoga-se num determinado momento, para retomá-la no momento seguinte. As regras devem ser permanentes e aprimoradas para adequá-las à evolução da sociedade. Revogar a reeleição seria mais um casuísmo, sem atingir pontos centrais da questão política e administrativa.

quarta-feira, 31 de maio de 2006 10:54:00 BRT  

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