sexta-feira, 14 de abril de 2006

O impasse entre o desejo do establishment e o da maioria, na Europa (14/04)

Deu no The New York Times: "Após a eleição extremamente apertada na Itália esta semana, há uma forte percepção na Europa de que governos fracos e opinião pública dividida impedem os três grandes países do continente de fazer as mudanças econômicas que a maioria dos líderes políticos consideram essenciais para a retomada do crescimento. 'Todo mundo na Europa concorda que as coisas não podem continuar como estão', diz Wolfgang Nowak, economista alemão que comanda o Forum Internacional do Deutsche Bank. Nowak se refere ao crescimento perto de zero de economias com altos déficits, às rígidas leis trabalhistas, aos níveis intoleráveis de desemprego e aos altos orçamentos sociais".

A reportagem é de Richard Bernstein, escrevendo de Berlim (Alemanha). Ela tem um problema. O "todo mundo" a que o repórter se refere não parece ser tão "todo mundo" assim, já que a maioria do eleitorado tem bloqueado reformas liberalizantes radicais na Itália (derrota de Silvio Berlusconi), na França (derrubada da Lei do Primeiro Emprego) e na Alemanha (governo de coalizão com os social-democratas levou ao recuo de Angela Merkel em relação aos compromissos reformistas assumidos na campanha eleitoral). Como na Europa não pega bem propor golpes de estado, infelizmente não resta ao establishment liberal outro caminho a não ser negociar suas propostas com a sociedade, incluídos aí os movimentos sociais. Lá, como cá, não dá para trocar o povo.

Clique aqui para ler a reportagem do NYT.

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