Não dá para não rir (19/04)
A oposição passou o dia esbravejando contra o artigo proposto pelo governo para a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) nos casos em que o Congresso não vota o orçamento até 31 de dezembro. Pela proposta, enquanto não for votado algum texto, vale o enviado pelo Executivo. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), não economizou:
- A idéia é grotesca, um delírio. A pessoa que escreveu isso não estava em seu juízo perfeito.
À noite, ao chegar em Brasília vindo do Mato Grosso, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, não apenas disse ser favorável à proposta do governo, mas, pasmem!, afirmou que ela já vigora em São Paulo. Transcrevo despacho da Agência O Globo:
"Política - 18/04/2006 10:50:38 PM
Regra de LDO criticada por PSDB era adotada em SP, diz Alckmin
Adriana Vasconcelos
BRASÍLIA - Apesar da indignação da maior parte dos líderes do Congresso, inclusive os do PSDB, com o dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que garante que a proposta de Orçamento de 2007 a ser encaminhada pelo Executivo ao Congresso este ano seja executada sem qualquer alteração, caso os parlamentares não aprovem o projeto até 31 de dezembro, o candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, admitiu nesta terça-feira que essa era a regra que prevalecia em São Paulo.
- Esta medida nós tínhamos em São Paulo. Se não tinha orçamento aprovado, valia a proposta encaminhada pelo governo. Por isso não posso criticar. Se o Orçamento não é aprovado, é preciso ter uma regra - disse Alckmin."
Vão acabar tirando o emprego do Bussunda.
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- A idéia é grotesca, um delírio. A pessoa que escreveu isso não estava em seu juízo perfeito.
À noite, ao chegar em Brasília vindo do Mato Grosso, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, não apenas disse ser favorável à proposta do governo, mas, pasmem!, afirmou que ela já vigora em São Paulo. Transcrevo despacho da Agência O Globo:
"Política - 18/04/2006 10:50:38 PM
Regra de LDO criticada por PSDB era adotada em SP, diz Alckmin
Adriana Vasconcelos
BRASÍLIA - Apesar da indignação da maior parte dos líderes do Congresso, inclusive os do PSDB, com o dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que garante que a proposta de Orçamento de 2007 a ser encaminhada pelo Executivo ao Congresso este ano seja executada sem qualquer alteração, caso os parlamentares não aprovem o projeto até 31 de dezembro, o candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, admitiu nesta terça-feira que essa era a regra que prevalecia em São Paulo.
- Esta medida nós tínhamos em São Paulo. Se não tinha orçamento aprovado, valia a proposta encaminhada pelo governo. Por isso não posso criticar. Se o Orçamento não é aprovado, é preciso ter uma regra - disse Alckmin."
Vão acabar tirando o emprego do Bussunda.
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7 Comentários:
Mais uma bola fora do ALckmin. Depois de dizer que é contra o impeachment de Lula (ora, que se dane o fato dele ser popular: a Lei não é - ou deveria ser - diferente para ninguém!), mais uma dele... A lei paulista é ruim, que seja revogada.
Rir para não chorar desta turma. Mas o senador tá mais para o Moe dos "Três Patetas", aquele que só ficava dando porrada nos outros dois.
Segundo um famoso personagem humorístico, que acordou do coma, e soube da redemocratização: "Tirem o tubo. Tirem o tubo!".
Alô Alon, quem se entende no Brasil? Creio que a categoria de políticos por profissão e interesse privado, grande parte dela, está num mundo outro. Não escuta ou não quer escutar o que na rua não é segredo: "Se não está bom, parece, um pouco que seja, melhor". O esforço dos picolezeiros, me disse o sr. Nostradando Q'cê Recebe, no máximo conseguirá levar ao Planalto o Sr. Itamar um tanto quanto Franco. Aí só chamando o FHC para passar o cargo e; "devolvo-lhe o que jamais ter tirado". Psicanalítico? Nem tanto.
Abraços, saúde e sorte!
Pode ser engraçado, mas pelo menos o Alckmin não foi intelectualmente desonesto nesse caso. Não é o que acontece na maioria das vezes com outros líderes que se vê por aí.
O Ricardo esquece que o impeachment é um julgamento político, e não jurídico.
Só sofre impeachment quem está em baixa na sociedade. Afinal, não é o povo que decide quem é que deve sentar na cadeira de Presidente?
O Ricardo esquece que o impeachment é um julgamento político, e não jurídico.
Só sofre impeachment quem está em baixa na sociedade. Afinal, não é o povo que decide quem é que deve sentar na cadeira de Presidente?
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