quarta-feira, 19 de abril de 2006

Não dá para não rir (19/04)

A oposição passou o dia esbravejando contra o artigo proposto pelo governo para a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) nos casos em que o Congresso não vota o orçamento até 31 de dezembro. Pela proposta, enquanto não for votado algum texto, vale o enviado pelo Executivo. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), não economizou:

- A idéia é grotesca, um delírio. A pessoa que escreveu isso não estava em seu juízo perfeito.

À noite, ao chegar em Brasília vindo do Mato Grosso, o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, não apenas disse ser favorável à proposta do governo, mas, pasmem!, afirmou que ela já vigora em São Paulo. Transcrevo despacho da Agência O Globo:

"Política - 18/04/2006 10:50:38 PM

Regra de LDO criticada por PSDB era adotada em SP, diz Alckmin

Adriana Vasconcelos

BRASÍLIA - Apesar da indignação da maior parte dos líderes do Congresso, inclusive os do PSDB, com o dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que garante que a proposta de Orçamento de 2007 a ser encaminhada pelo Executivo ao Congresso este ano seja executada sem qualquer alteração, caso os parlamentares não aprovem o projeto até 31 de dezembro, o candidato tucano à Presidência da República, Geraldo Alckmin, admitiu nesta terça-feira que essa era a regra que prevalecia em São Paulo.


- Esta medida nós tínhamos em São Paulo. Se não tinha orçamento aprovado, valia a proposta encaminhada pelo governo. Por isso não posso criticar. Se o Orçamento não é aprovado, é preciso ter uma regra - disse Alckmin."

Vão acabar tirando o emprego do Bussunda.

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7 Comentários:

Blogger Ricardo disse...

Mais uma bola fora do ALckmin. Depois de dizer que é contra o impeachment de Lula (ora, que se dane o fato dele ser popular: a Lei não é - ou deveria ser - diferente para ninguém!), mais uma dele... A lei paulista é ruim, que seja revogada.

quarta-feira, 19 de abril de 2006 02:28:00 BRT  
Anonymous Luis Carlos disse...

Rir para não chorar desta turma. Mas o senador tá mais para o Moe dos "Três Patetas", aquele que só ficava dando porrada nos outros dois.

quarta-feira, 19 de abril de 2006 02:40:00 BRT  
Anonymous Anônimo disse...

Segundo um famoso personagem humorístico, que acordou do coma, e soube da redemocratização: "Tirem o tubo. Tirem o tubo!".

quarta-feira, 19 de abril de 2006 08:23:00 BRT  
Anonymous Kleber Matos disse...

Alô Alon, quem se entende no Brasil? Creio que a categoria de políticos por profissão e interesse privado, grande parte dela, está num mundo outro. Não escuta ou não quer escutar o que na rua não é segredo: "Se não está bom, parece, um pouco que seja, melhor". O esforço dos picolezeiros, me disse o sr. Nostradando Q'cê Recebe, no máximo conseguirá levar ao Planalto o Sr. Itamar um tanto quanto Franco. Aí só chamando o FHC para passar o cargo e; "devolvo-lhe o que jamais ter tirado". Psicanalítico? Nem tanto.
Abraços, saúde e sorte!

quarta-feira, 19 de abril de 2006 11:01:00 BRT  
Blogger Mauricio Savarese disse...

Pode ser engraçado, mas pelo menos o Alckmin não foi intelectualmente desonesto nesse caso. Não é o que acontece na maioria das vezes com outros líderes que se vê por aí.

quarta-feira, 19 de abril de 2006 12:24:00 BRT  
Anonymous Marcus disse...

O Ricardo esquece que o impeachment é um julgamento político, e não jurídico.

Só sofre impeachment quem está em baixa na sociedade. Afinal, não é o povo que decide quem é que deve sentar na cadeira de Presidente?

quarta-feira, 19 de abril de 2006 12:28:00 BRT  
Anonymous Marcus disse...

O Ricardo esquece que o impeachment é um julgamento político, e não jurídico.

Só sofre impeachment quem está em baixa na sociedade. Afinal, não é o povo que decide quem é que deve sentar na cadeira de Presidente?

quarta-feira, 19 de abril de 2006 12:28:00 BRT  

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