quinta-feira, 30 de março de 2006

Mais oxigênio na Câmara dos Deputados, por favor (30/03)

Parece que o PMDB da Câmara dos Deputados está mais perto de encontrar um método e finalmente escolher seu líder. O sistema é revolucionário e inovador: o partido vai reunir a bancada e decidir no voto. Mas há um detalhe: alguns querem o voto aberto e outros, o secreto. Ficar mal com o líder é péssimo negócio para o deputado. Não é nomeado para nada, fica fora da mídia e vira um zumbi.
Quem sabe agora a Câmara se anima e reforma seu regimento interno, acabando com o sistema de listas, que mais parece uma herança da República Velha. É no bico de pena e funciona assim: quem tiver mais assinaturas na sua lista é o escolhido. Esse sistema é sinônimo de coerção, achaque, chantagem e abuso de poder. Com a palavra, o presidente Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
É só querer: muda-se o regimento para estabelecer que líderes, membros e presidentes de comissões e relatores serão eleitos nas bancadas pelo voto direto e secreto no sistema de dois turnos, podendo ser depostos por maioria, desde que a deposição seja proposta por um terço dos membros.
Pelo menos vai eliminar esse deprimente espetáculo de cooptação em público. E vai obrigar o governo a negociar não com indivíduos ou grupos, mas com bancadas. Será pior para o Palácio do Planalto, mas será melhor, bem melhor para a democracia.

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