quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

A União gasta, enquanto estados e municípios apertam o cinto (01/02)

O economista tucano José Roberto Afonso produziu uma análise crítica das contas públicas brasileiras recentes no governo Lula. Alguns pontos:

1) O equilíbrio da dívida líquida do setor público se deve a estados, municípios e estatais, que reduziram seu endividamento em 1,8% do PIB em 2005, na comparação com 2004. No mesmo período, o governo federal e o Banco Central aumentaram a dívida em 1,7% do PIB. Veja no quadro acima.

2) Se o balanço do Tesouro fosse como o de uma empresa privada, auditado por entidades independentes, certamente seria destacado o grande descasamento entre ativos e
passivos.

3) A dívida bruta de governo (União, estados e municípios) cresceu 3,0% do PIB, de 71,9% para 74,9%. A do governo federal cresceu 3,3%, enquanto estados e municípios reduziram-na em 0,3%.

Nas conclusões, JRA afirma que "como indicam as evidências estatísticas citadas, os governos
estaduais e municipais estão fazendo um ajuste fiscal monumental. Fazem um esforço fiscal muito maior que o do governo federal -que, aliás, pode até se dar ao luxo de aumentar sua dívida mobiliária e ninguém se preocupar, porque isso não aparece nas contas agregadas, nas quais estão repercutindo mais o esforço positivo dos outros governos e, sobretudo, das empresas estatais".

Para ler o estudo completo, clique aqui.

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