terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Seis pontos de Delfim Netto (21/02)

O deputado federal e ex-ministro Delfim Netto (PMDB-SP) escreve hoje no Valor Econômico sobre a economia e a sucessão presidencial. As conclusões do artigo:

"Um ponto importante é que temos de evitar a tentação de mais uma grave "bricolage" sugerida por uma minúscula tribo de economistas que nos últimos 10 anos não aprendeu nada (e não esqueceu nada!), mas imagina poder impor ao mercado a baixa da taxa de juro "na marra" e o alongamento da dívida por alguma forma elegante de "calote"!
Novo governo deve corrigir o serviço malfeito.
Na prática o processo já começou:

1º) Pelo reconhecimento que uma política de redução monotônica da relação Dívida Líquida/PIB é essencial para a baixa consistente da taxa de juro;

2º) Pelo reconhecimento das inter-relações entre taxa de juro, crescimento econômico e superávit primário para que a condição anterior seja satisfeita;

3º) Pelo reconhecimento que podemos atrair o capital estrangeiro (sem tributação) para alongar a dívida sem valorizar ainda mais a taxa de câmbio real;

4º) Pela lenta (mas que vai acelerar-se quando ficar claro a tendência de queda da taxa de juro real) substituição do financiamento da dívida por papéis silicados, por papéis prefixados ou referidos a índices de preços;

5º) Pelo reconhecimento que a ação governamental deve ser amigável com relação ao setor privado, proporcionar-lhe paz interna e externa, além de uma razoável prestação de justiça e;

6º) Pelo clamor público contra o nível de tributação e a favor de um enxugamento do Estado com a descentralização de suas atividades fins.

O candidato que não enfrentar corajosamente esses problemas no seu programa de comunicação com o público e vier com a tradicional e desacreditada "milonga social", sem insistir no preliminar e cuidadoso arranjo produtivo para acelerar o crescimento, vai merecer o justo repúdio dos eleitores, que estão fartos de apenas "um pouco mais do que temos tido"!".

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para ler o artigo (Bula absolvitória preventiva), para assinantes do jornal.

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