segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Superávit fica em 4,84% do PIB (30/01)

Saiu o superávit primário de 2005. Ficou em 4,84% do PIB, marginalmente abaixo das previsões, que apontavam algo em torno de 4,9%. Leia o despacho do Valor Econômico:

"BRASÍLIA - Mesmo abrindo o cofre e elevando os gastos com obras nos últimos meses, o resultado fiscal do governo em 2005 foi recorde absoluto. Em termos nominais, o superávit primário atingiu R$ 93,505 bilhões, o melhor já apurado pelo Banco Central (BC), equivalente a 4,84% do Produto Interno Bruto (PIB). Na relação com o PIB, o resultado é o melhor desde 1994, quando todas as esferas do setor público não-financeiro fizeram economia para o pagamento da conta de juros equivalente a 5,21%. A meta de 2005 era de 4,25%. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, justificou que o montante " foi fundamental " para a " estabilização " obtida no indicador que aponta a relação da dívida líquida do setor público com o PIB. Essa relação ficou em 51,6% ante 51,7% em dezembro de 2004. O técnico preferiu não responder diretamente se, ao fazer uma economia excedente de R$ 10,755 bilhões sobre a estimativa nominal para a meta de superávit (R$ 82,75 bilhões), o governo contribuiu para o menor desempenho da economia em 2005. " Fizemos a economia necessária e suficiente para estabilizar a relação dívida versus PIB, que é um indicador absolutamente fundamental para a retomada do ritmo do crescimento da economia " , respondeu ele. O esforço de acelerar despesas teve algum efeito. Em dezembro, o déficit primário sazonal ficou em R$ 5,1 bilhões, o maior para o período desde dezembro de 1997, quando foram registrados R$ 9,3 bilhões, negativos. Lopes explicou que o resultado reflete despesas das administrações federal e regionais com servidores. Mas, também, aumento de investimentos e da conta previdenciária. O déficit da Previdência Social somou R$ 6,914 bilhões, o maior para meses de dezembro. (Azelma Rodrigues/Valor Online)".

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