terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Planalto tenta decifrar o enigma Garotinho (10/01)

O Palácio do Planalto não sabe bem para quem torcer na batalha entre o ex-governador Anthony Garotinho e o Ministério Público Eleitoral (MPE). O MPE recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral contra o TRE-RJ, que absolveu Garotinho e a mulher, Rosinha, das acusações de irregularidades nas eleições municipais de Campos (RJ) em 2004. Se perderem na instância superior, os dois ficam inelegíveis.

Com sua musculatura eleitoral (em torno de 15% nas pesquisas), Garotinho atrapalha os planos governistas de trazer um naco grande do PMDB para a campanha de Lula. O PMDB não ter candidato ou lançar um nome fraquinho seriam cenários mais ao gosto do grupo palaciano.

Mas há quem ache que a candidatura do ex-governador pode ser útil para Lula, já que evita uma polarização definitiva entre o presidente e o candidato do PSDB. Afasta, pelo menos em teoria, a possibilidade de uma derrota do petista já no primeiro turno.

Os marqueteiros que fazem pesquisas para o PSDB acham que, se o candidato tucano for Geraldo Alckmin, vai disputar cabeça a cabeça com Garotinho um lugar no segundo turno. Se for José Serra, não está afastada a possibilidade de o próprio Lula ficar fora da decisão.

Em resumo: Lula pode precisar de Garotinho, mas não pode deixar que ele ganhe músculos em excesso. É um cálculo fino, difícil de fazer e mais ainda de operar.

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