domingo, 29 de janeiro de 2006

O papel do voto distrital na vitória do Hamas (29/01)

O voto distrital misto ajudou o Hamas a obter maioria no parlamento palestino, mesmo sem ter conseguido a maioria dos votos. A Fatah implantou o novo sistema recentemente, com o objetivo de beneficiar-se. Mas o efeito foi contrário.
Cada eleitor votou duas vezes: na lista nacional e no distrito. Cada uma das duas modalidades preencheu metade das 132 vagas em disputa. Nas listas, o Hamas teve 434.817 votos, contra 403.458 da Fatah. Outros partidos seculares receberam 120.517 votos. Nas cadeiras reservadas aos votos em lista, o Hamas conseguiu uma maioria estreita sobre a Fatah: 30 cadeiras contra 27. Nove ficaram com partidos menores.
Ou seja, se a eleição tivesse acontecido com o voto proporcional puro, teria produzido um legislativo sem maioria clara. A Fatah poderia, teoricamente, formar um governo em aliança com pequenos grupos.
Mas a Fatah foi esmagada pelo Hamas no segundo voto, o distrital. Os herdeiros de Yasser Arafat dispersaram-se entre inúmeros candidatos, enquanto a sólida disciplina do Hamas concentrou os apoios em poucos nomes. Como resultado, o Hamas capturou 46 das 66 cadeiras distritais em disputa.
Para ler uma análise sobre esse e outros aspectos da eleição palestina, clique aqui.

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