sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

A força de Palocci: superávit primário deve fechar em quase 5,0% do PIB (27/01)

A consultoria Tendências prevê que o superávit primário de 2005 fique em 4,9% do PIB. O valor para o déficit nominal (no conceito que desconsidera a desvalorização cambial) fica em 3,3%. A dívida permanece estável em 51,7% do PIB. Os números devem ser divulgados nesta segunda pelo Banco Central.
O aperto fiscal termina o ano bem acima dos 4,25% formalmente previstos no Orçamento Geral da União e mostra que, no apito final do juiz, o ministro Antonio Palocci venceu a disputa interna no governo contra a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Pelo menos no curto prazo.
O superávit de quase 5,0% e os sinais de que o país tem compromisso de longo prazo com a austeridade ajudam a explicar o mergulho do risco Brasil. O índice fechou hoje em 259 pontos.

2 Comentários:

Blogger Ricardo disse...

Calma lá. O efeito internacional é maior do que o superávit primário. Basta compararmos nosso risco com os dos demais emergentes que não têm juros no talo tampouco superávits primários tão altos.
Como diria Lula, menas, menas.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006 21:31:00 BRST  
Blogger Alon Feuerwerker disse...

A propósito do comentário do Ricardo, seguem os riscos de alguns países:
Brasil 259
México 110
Argentina 434
Venezuela 247
Rússia 106
Turquia 204
Polônia 50
Peru 150
Nigéria 483
Colômbia 186

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006 23:51:00 BRST  

Postar um comentário

<< Home