sábado, 14 de janeiro de 2006

Crise na Saúde, ou os custos do crescimento chinês (14/01)

Quando escreveu sua Constituição, em 1988, o Brasil optou por um generoso sistema de proteção social. As quase duas décadas que se seguiram apenas aprofundaram essa opção. Hoje, gastamos (investimos) 12% do PIB em previdência social e as verbas da saúde e educação estão protegidas por lei. Isso tem um custo, traduzido principalmente na carga tributária e na diminuição da capacidade de investimento do setor público. Menos investimento significa menos crescimento. Volta e meia alguém suspira de inveja do ritmo da China, cujo PIB engorda a taxas próximas dos 10% ao ano. Mas, como diz o bordão, não existe almoço grátis. Transcrevo abaixo trecho de reportagem publicada hoje pelo The New York Times, com o título "Riqueza cresce, mas Saúde definha na China":

"As reformas econômicas na China transformaram uma nação quase uniformemente pobre em uma cada vez mais próspera, no espaço de apenas uma geração. Mas o colapso da medicina socializada e os incríveis aumentos de custos abriram um fosso entre o cuidado com a saúde nas cidades e nas áreas rurais, onde o sistema anterior de clínicas grátis desintegrou-se".

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